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  • Francielle Bosi Rodrigues Veloso, Stefanie Lievore Cruz, Arthur Carvalho, Fábio Ribeiro Braga
    Submitted 08/20/2022 - Posted 08/26/2022
    ASAPbio_SciELO_preprint_review September 28, 2022
    **Avaliação em grupo ASAPbio-SciELO Preprints** *Esta avaliação reflete contribuições de Carla Maria de Jesus Silva, Bruna Guandalim, Iratxe Puebla, Kamyla de Arruda Pedrosa, Mariana Rezende. Síntese por João Victor Cabral-Costa.* --- Neste manuscrito, Veloso e colegas realizaram um estudo ecológico de série temporal (2010-2019) e com distribuição espacial (macrorregiões de saúde) da sífilis gestacional e congênita no estado do Espírito Santo. Abaixo, sintetizamos os comentários dos revisores que analisaram o preprint, visando fortalecer as análises e enriquecer a comunicação dos resultados: 1. [INTRODUÇÃO] Sugerimos adicionar na introdução um comentário sobre as Redes de Atenção à Saúde, uma vez que a pesquisa aborda resultados baseados nas macrorregiões de saúde do Estado. 1. [INTRODUÇÃO] Recomendamos apresentar e discutir a literatura prévia que aborda o tema do artigo, no Brasil ou globalmente. Pode-se também incluir uma discussão de medidas de saúde relevantes implementadas em resposta a estudos epidemiológicos desse tipo que destacaram áreas de preocupação. Este tipo de informação facilita a comunicação da relevância do trabalho. 1. [INTRODUÇÃO] “*no Estado do Espírito Santo de 2010 a 2019*”. Seria interessante fornecer aqui algum contexto e justificativa para focar a análise nesta região em particular. Adicionalmente, recomendamos tecer alguns comentários na Introdução ou Métodos sobre a relevância de uma análise em nível de macrorregiões e municípios. Sugerimos descrever a importância das gerências e superintendências de saúde, bem como a relação delas com o estado. Como os autores imaginam que os resultados nesses níveis sejam usados para informar as medidas de saúde pública? 1. [MATERIAIS E MÉTODOS] “*A população de risco considerada foi a de nascidos vivos*”. Na introdução é mencionado que há risco de aborto e natimortos por sífilis gestacional. Foram coletados dados sobre a incidência de tais desfechos? Existe risco de subnotificação ao focar apenas em nascidos vivos? 1. [MATERIAIS E MÉTODOS] *“entre 2010 a 2019*”. Por favor, inclua o contexto/racional da escolha deste intervalo de tempo para o estudo. 1. [MATERIAIS E MÉTODOS] “*Para descrição da população do estudo foram coletadas, para cada ano, informações sobre as características das mães e dos neonatos presentes no site do SINAN. Uma média aritmética foi realizada para cada uma das características entre os anos de 2010 a 2019*”. Foi feita alguma análise de completude dos dados? Em caso positivo, como a mesma foi realizada? Algum registro foi descartado por conta de falta de dados para alguma das variáveis estudadas? 1. [MATERIAIS E MÉTODOS] “*Dados analisados das mães: faixa etária, cor da pele, escolaridade, momento do diagnóstico da sífilis materna (sífilis primária, secundária, terciária e latente) e realização do pré-natal. Para o recém-nascido notificado as variáveis foram: faixa etária, sexo e classificação final da doença (sífilis congênita recente, sífilis congênita tardia, aborto por sífilis, natimorto sifilítico)*”. O artigo menciona a coleta de informações sobre características maternas, mas os resultados apresentados não mencionam esse tópico. Sugerimos a realização de uma análise para verificar se há alguma característica materna que mostre uma associação estatisticamente significativa com as taxas de sífilis. Este resultado pode ajudar a informar medidas direcionadas para populações específicas. 1. [MATERIAIS E MÉTODOS] “*aborto por sífilis, natimorto sifilítico*”. Esta inclusão parece estar em desacordo com o mencionado acima, de que os dados foram coletados para nascidos vivos. É recomendável portanto esclarecer o texto no parágrafo anterior. 1. [MATERIAIS E MÉTODOS] “*macrorregiões de saúde estabelecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)*”. Recomendamos revisão da fonte, uma vez que o IBGE indica as mesorregiões geográficas no Estado, ao passo que a Secretaria de Saúde do Estado (SESA) indica por meio de documentos pactuados, resoluções CIB (Comissão Intergestores Bipartite) e Portarias da SESA, as definições das macrorregiões de saúde. 1. [MATERIAIS E MÉTODOS] “*resolução n° 153/220*”. Corrigir para “Resolução CIB/SUS-ES nº 153/2020”. 1. [MATERIAIS E MÉTODOS] “*a região Central/Norte é constituída pelos municípios: Água Doce do Norte, (...) e Vargem Alta*”. Sugerimos listar as informações dos municípios que constituem cada região como informação suplementar, organizadas na forma de quadro. Como a análise é realizada em nível regional (e não por município), este detalhamento pode afetar o fluxo de leitura do texto principal. 1. [MATERIAIS E MÉTODOS] Fig. 1: recomendamos adicionar escala e uma seta indicando o sentido norte. 1. [MATERIAIS E MÉTODOS] Fig. 1 “*conforme Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)*”: recomendamos rever a fonte da informação (vide comentário #9). 1. [MATERIAIS E MÉTODOS] “*Os dados foram divididos em biênios: 2010-2011, 2012-2013, 2014-2015, 2016- 2017 e 2018-2019. Essa divisão em biênios é importante para atenuar as oscilações anuais de dados*”. Este tipo de atenuação não arriscaria mascarar possíveis variações ao longo dos anos? Há alguma abordagem analítica que permitiria avaliar/contabilizar essa variação em todo o conjunto de dados? Sugerimos o embasamento desta metodologia com base em alguma referência específica que justifique o uso desta forma de análise. 1. [MATERIAIS E MÉTODOS] *“programa Corel Draw X8*”. Alternativamente, sugerimos o sistema QGis (https://qgis.org/pt_BR/site/), que é gratuito e de boa qualidade para a utilização em estudos cartográficos / produção de mapas. 1. [RESULTADOS] “*em 92,34% classificação final foi sífilis congênita recente*”. Quais seriam as outras opções de classificação? Os casos foram incluídos devido à notificação de sífilis, portanto seria esperado que 100% tivessem o diagnóstico de sífilis. 1. [RESULTADOS] “*Além disso, foi detectada uma subnotificação pontual da sífilis em mulheres grávidas durante o período do estudo, já que no ano de 2013 o número de casos notificados de sífilis congênita (334) foi maior do que o número notificado de sífilis gestaciona*l”. Existe alguma informação sobre o nível de subnotificação e se isso pode ter ocorrido em outros anos também? Uma análise que se baseia em dados notificados está sujeita ao viés criado por conta das subnotificações, portanto este ponto deve ser mencionado e, na possibilidade de existirem dados/estudos disponíveis, detalhado. 1. [RESULTADOS] Tabela 1: recomendamos inserir a fonte dos dados na legenda. 1. [RESULTADOS] Fig. 2: sugerimos incluir a indicação dos pontos cardeais e a escala dos mapas. Muita das cores da legenda não foram utilizadas nos mapas, portanto o esquema de cores pode ser simplificado a fim de facilitar a visualização dos dados. 1. [RESULTADOS] Fig. 2: Recomendamos rever a organização desta figura, dividindo-a em duas: uma contendo apenas os cinco mapas de sífilis gestacional e a outra com os mapas da sífilis congênita (organizando de forma a deixar três mapas na primeira e dois mapas abaixo, em cada figura). 1. [DISCUSSÃO] “*tenderam a um aumento ao longo do tempo*”. Sugerimos reformular esta construção, fazendo uso de afirmação com base estatística apropriada. 1. [DISCUSSÃO] “*Contudo, vale ressaltar que com a implementação de certos programas pode ser observada elevação na taxa de detecção de sífilis gestacional e congênita, em decorrência da melhoria do diagnóstico e vigilância sanitária*”.Isso sugere que o aumento na incidência pode ser devido a uma melhor notificação do que um aumento na doença. Esta é uma consideração importante e é um limitante significativo na interpretação dos resultados. 1. [DISCUSSÃO] “*Alguns autores consideram natimortos para cálculo dessa incidência24, enquanto outros excluem esses casos*”. Esta também é uma consideração importante para este estudo. Recomendamos fortemente que os autores se certifiquem de que a maneira com a qual natimortos foram considerados está claramente detalhada nos Métodos. 1. [DISCUSSÃO] “*A subnotificação e o preenchimento incompleto ou em branco dos casos de sífilis gestacional é um problema encontrado em diferentes estudos e em regiões distintas do país*”. Existe alguma informação disponível sobre o nível de subnotificação? Em caso afirmativo, recomendamos fortemente discutir estes dados neste ponto, pois se trata de uma consideração importante para a interpretação dos resultados (vide comentário #17). 1. [DISCUSSÃO] “*Na presente análise optou-se por não excluir os dados que estavam classificados como “Em Branco” ou “Ignorado”, com a finalidade de evitar a subestimação dos resultados*”. Como esses dados ausentes foram tratados como parte da análise? Recomendamos que estes detalhes sejam relatados na seção de Métodos. 1. [DISCUSSÃO] “*Como dito anteriormente, o presente estudo apresentou limitações, uma vez que se utilizou de dados secundários que podem estar subnotificados*”. Também é relevante discutir a limitação da potencial influência nas práticas de detecção (e como elas podem ter evoluído ao longo do tempo) na interpretação dos resultados, ou seja, que um aumento no número de casos pode ser devido a mais casos sendo diagnosticados e reordenados em vez de mais casos em geral. 1. [DISCUSSÃO] “*das taxas de incidência em diferentes regiões do estado*”. Recomendamos reconsiderar a nomenclatura da divisão (vide comentário #9). Sugerimos como alternativa “macrorregiões de saúde do Estado do Espírito Santo no período de 2010-2019”. 1. [DISCUSSÃO] “é um indício de falha na assistência do pré-natal”. Não é possível que o aumento também se deva a melhorias no pré-natal? Se o atendimento envolver testes adicionais, mais casos seriam detectados e tratados. Recomendamos reconsiderar esta afirmação e/ou inserir referências que embasem esta correlação dos fatos. 1. [DISCUSSÃO] Recomendamos desenvolver as considerações finais da pesquisa no final do último parágrafo, de forma a explicitar as principais conclusões gerais do trabalho de forma mais clara.
  • Quelen Aline da Silva Grapiglia, Elemara Frantz
    Submitted 08/02/2022 - Posted 08/02/2022
    ASAPbio_SciELO_preprint_review August 27, 2022
    **Avaliação em grupo ASAPbio-SciELO Preprints** *Esta avaliação reflete contribuições de Kamyla de Arruda Pedrosa, Iratxe Puebla, Carla Maria de Jesus Silva e Luciane Ferreira do Val. Síntese por Vanessa Bortoluzzi.* --- Este estudo teve como objetivo identificar as percepções e sentimentos de uma equipe de enfermagem do centro cirúrgico de um hospital da rede particular de saúde na cidade de Porto Alegre (RS, Brasil) em relação às mudanças nos protocolos adotadas em decorrência da pandemia de COVID-19. A partir da análise de conteúdo das respostas da equipe a um questionário semi-estruturado, os relatos das profissionais de enfermagem foram organizados em quatro categorias—obstáculos impostos pelas novas rotinas e mudanças no local de trabalho, propostas para melhorar a proteção contra a infecção, sentimentos de ansiedade apesar dos protocolos estabelecidos e opiniões acerca da eficácia dos mesmos. Os autores apontam que a falta de liderança profissional e de treinamento e aderência aos protocolos, juntamente com as mudanças nas rotinas e a ameaça constante de contaminação pelo coronavírus, foram reportados como causadores do aumento de ansiedade na equipe, indicando a necessidade de treinamento para o enfrentamento de futuras pandemias e formação de lideranças em enfermagem. A seguir, as sugestões e comentários dos revisores: **INTRODUÇÃO** É necessário mais contexto na Introdução. Seria relevante incluir um breve resumo de quais protocolos foram implementados pelos enfermeiros, para que tenhamos contexto sobre as práticas em vigor, e seria importante saber se houve algum trabalho prévio sobre conhecimento, visões e percepções de profissionais de saúde sobre protocolos relacionados à COVID-19. Por favor, forneça mais justificativas para o foco em centros cirúrgicos e discuta qualquer literatura anterior relacionada que tenha estudado enfermeiros ou profissionais de saúde nesta disciplina. Em relação aos objetivos da pesquisa, é necessário descrever melhor o problema de pesquisa e criar uma questão norteadora. Além disso, inclua objetivos específicos para poder alinhar com as conclusões inferidas no final. ‘*identificar as mudanças no atendimento, protocolos e procedimentos realizados pela equipe de enfermagem, bem como as mudanças no trabalho e os sentimentos suscitados nestes profissionais*’ - Dada a natureza qualitativa do trabalho, o estudo de percepções se alinha ao desenho, entretanto, uma análise das mudanças de protocolo necessitaria de um estudo mais aprofundado de implementação por meio de uma auditoria, por exemplo. Considere revisar os principais objetivos do estudo para garantir que haja alinhamento entre o propósito/objetivos e a metodologia empregada. **MÉTODOS** Em relação à população estudada, alguma justificativa pode ser fornecida para estudar enfermeiros em centros cirúrgicos em particular? ‘*Aspectos éticos*’ - Por favor, inclua no artigo o número de autorização do conselho de ética em pesquisa da instituição responsável. O conteúdo da sessão intitulada “*Referencial teórico-metodológico*” condiz mais com informações que deveriam estar na Introdução e justificativa do estudo, não constitui referencial teórico a rigor. Por favor, revise. Alguns detalhes adicionais podem ser fornecidos para a ferramenta de questionário empregada? Como as questões foram elaboradas? Isso foi guiado por questionários usados anteriormente ou desenvolvidos de novo? Forneça uma justificativa para o recrutamento apenas neste centro; a participação de outros enfermeiros foi considerada para ampliar o tamanho da amostra? Por favor, esclareça se a sala onde foi feita a coleta de dados era separada do hospital ou separada do centro cirúrgico e dentro do hospital ou em um anexo do hospital. É necessário especificar mais detalhadamente a técnica de análise escolhida, Bardin ou Mynaio, e descrever as etapas da análise de conteúdo. Forneça mais informações sobre a metodologia de análise, quem completou a análise inicial do texto e qual é a sua formação? Foram tomadas medidas para garantir a confiabilidade, por exemplo, verificação com os entrevistados, triangulação? Recomenda-se descrever todas as etapas da análise de conteúdo categorial. Além disso, no intuito de enriquecer os resultados, sugere-se a utilização de um software para a análise das entrevistas, como o NVivo ou Iramuteq. **RESULTADOS** ‘*Mas este argumento não parece ser robusto, pois a falta de conhecimento dos procedimentos ou sua não aplicação não implica necessariamente sua falta de eficácia*’ - Esta declaração parece subjetiva, considere revisar ou fornecer elaboração e referências adicionais para apoiar a mesma. **DISCUSSÃO** Recomenda-se o fortalecimento das inferências, que é um propósito nos estudos de análise de conteúdo. Com relação às lideranças nos serviços de enfermagem, essa liderança não está destacada no texto como um dos temas em si, seriam necessárias mais justificativas para ter esse item destacado na discussão e nas conclusões. Isso foi levantado de forma generalizada nas entrevistas? Discuta também esse aspecto de forma mais ampla no contexto de outros estudos que abordaram ou destacaram os benefícios da liderança em enfermagem no contexto de pandemias/surtos. No que diz respeito às limitações do trabalho, é importante discutir o tamanho da amostra; ele foi apropriado para os objetivos do estudo? A saturação foi atingida com o número de entrevistas concluídas? Por que outros centros ou enfermeiros de outros ambientes não foram incluídos? Além disso, discuta se houve alguma possível influência dos autores e seus orientadores no contexto das entrevistas, interpretação das declarações etc. Sobre as contribuições do estudo para a área da enfermagem, alguma delas é específica para enfermeiros que trabalham em cirurgia? Quais são as contribuições específicas para esta configuração? **CONSIDERAÇÕES FINAIS** ‘*Até que ponto a análise sobre a efetividade dos protocolos pelos entrevistados foi técnica?*' - Considere revisar este fragmento final para evitar terminar com uma pergunta e, em vez disso, finalizar o texto principal com um esboço das principais conclusões do estudo.
  • Fabianne Sousa, Diego João de Lima Arrais, Maria Fernanda Baeta Neves Alonso da Costa, Fernando Riegel, Carlos Leonardo Figueiredo da Cunha, Andressa Tavares Parente, Cintia Yolette Urbano Pauxis Aben-Athar, Aline Maria Cruz Ramos
    Submitted 05/20/2022 - Posted 05/23/2022
    ASAPbio_SciELO_preprint_review July 24, 2022
    **Avaliação em grupo ASAPbio-SciELO Preprints** ----------- *Esta avaliação reflete contribuições de Carla Silva, Helvécio Cardoso C. Povoa, Iratxe Puebla, Kamyla Pedrosa, Mariana Rezende, Vanner Boere. Síntese por Adeilton Brandão.* O artigo apresenta um trabalho que teve como objetivo avaliar a qualidade da transição do cuidado de pacientes pós-covid-19 que tiveram alta do serviço hospitalar para o domicílio. A metodologia foi baseada em estudo transversal, descritivo e analítico, realizado em um hospital universitário no Norte do Brasil, com a coleta de dados realizada através de questionário sociodemográfico com o Care Transitions Measure (CTM-15). Os autores concluem que a qualidade da transição do cuidado percebida pelo paciente recuperado de COVID-19, ou por seus cuidadores, foi considerada alta. Os comentários elaborados pelos revisores são apresentados abaixo como sugestões de alteração no texto para que os autores avaliem a adequação e a inclusão dessas sugestões. Sugestões dos revisores [Resumo] Recomenda-se reescrever a descrição dos resultados mencionando apenas que foram obtidos níveis de satisfação aceitáveis acima de 80, e que o padrão recomendável é acima de 50. [Resumo] O resumo deve apresentar clara e inequivocamente os resultados obtidos. Recomenda-se que seja retirado da conclusão a informação "...reduzindo as taxas de re-internações e complicações pós alta hospitalar." Não foram identificados no artigo dados que justifiquem esta informação. [Introdução] Rede de Atenção À Saúde (RAS): Considerando a importância de informar o leitor sobre o sistema de saúde, recomenda-se a descrição da RAS dentro do SUS, e seguidamente em um outro parágrafo, descrever com referências o SUS e RAS no Brasil, mencionando a Atenção Primária à Saúde (APS) e a rede de urgência e emergência. [Introdução] "Diante da escassez de estudos…": a) Seria possível discutir evidências sobre a transição da qualidade da assistência no Brasil, antes/além do contexto da COVID-19? Isso forneceria uma medida de linha de base para a qualidade da transição de cuidados no país/região, para comparação. b) Recomenda-se não citar "escassez", pois não foi realizado (apontado/mencionado) estudo sobre "o estado da arte" relativo ao tema desta pesquisa que justificasse a utilização deste termo. [Introdução] "Nessa direção, a questão norteadora desta pesquisa foi…": Não está claro como o desenho do estudo pode responder a esta questão, dado o desenho transversal. Pode ser útil reformular a pergunta/direção de pesquisa para torná-la mais alinhada ao trabalho concluído. [Introdução] "Hipótese": Seria útil ter algum contexto adicional sobre a qualidade de base da transição do cuidado no Brasil. Se houver evidências de que isso era alto antes/além do COVID-19, que forneceria uma base para essa hipótese. [Método] "projeto multicêntrico": Existe referência para o estudo multicêntrico? [Método] "Critérios de Seleção": a) recomenda-se descrever se o paciente ficou internado em leito de UTI COVID, se foi intubado, se foi traqueostomizado… b) o período mínimo de 72 horas de internação foi um dos critérios de inclusão, no entanto, não há descrição do período máximo de internação. Recomenda-se inserir o período máximo de internação. [Método] "Definição da amostra": a) a amostra final foi menor, portanto, o estudo é de baixa potência. Recomenda-se que este fato seja discutido em termos de interpretação dos resultados. b) sobre a frase "descredenciamento do hospital pela Secretaria Municipal de Saúde do município de Belém": não está clara a relação entre este evento e os cuidados com a COVID-19. [Método] "Coleta de dados": "…período de maio a dezembro de 2021." Recomenda-se fornecer uma justificativa para este período de estudo. [Resultados] "… (83,7%) foram do sexo masculino…": Recomenda-se esclarecer a que esse dado se refere, p. ex. seria o número de participantes que eram pacientes (vs cuidadores)? É importante separar bem os grupos para que os valores sejam claros. [Resultados] No trecho que começa com "Na tabela 2…": a) remover "descrita a seguir"; b) incluir "e o desvio padrão". [Discussão] Recomenda-se uma apresentação e contextualização das limitações do estudo considerando: a) de acordo com o cálculo do tamanho da amostra, o estudo foi insuficiente (underpowered), isso precisa ser explicitamente declarado e discutido; b) a possibilidade de seleção/viés do respondente - quem teve melhor recuperação de melhor atendimento/transição de atendimento tem mais chances de se dispor a participar; c) os dados são auto-relatados e, portanto, não podem ser totalmente extrapolados para refletir a qualidade real do atendimento; d) o estudo não relatou medidas de saúde/complicações pós-alta e, portanto, não pode fazer associações entre a qualidade percebida da transição do cuidado e os resultados de saúde. [Discussão] "…apresentando resultado semelhante com esse estudo…": Este estudo é comparável? Concentrou-se em pacientes idosos e estudos intervencionistas. 15 [Discussão] "…corroborando com estudos (4,9)…": Indique aqui se os estudos anteriores analisaram a qualidade da transição do cuidado na região/Brasil ou em outros lugares. [Discussão] "…pacientes e seus cuidadores não são orientados sobre efeitos colaterais…": Essa é a prática no contexto de pacientes em recuperação do COVID-19? Seria útil esclarecer quais medicamentos os pacientes foram aconselhados a tomar após a alta. [Conclusão] "…a qualidade da transição do cuidado…": Recomenda-se informar que são dados auto-relatados. [Conclusão] "…pacientes recuperados de COVID-19 e/ou cuidadores da alta hospitalar para o domicílio…": Recomenda-se a alterar para "pacientes recuperados de COVID-19 após a alta hospitalar para o domicilio, sendo a avaliação respondidas pelos pacientes ou pelos seus respectivos cuidadores". [Conclusão] "...o instrumento foi útil e permite uma avaliação global da transição do cuidado.Os itens relacionados a “Preparação da Gestão a Saúde” e “Compreensão dos Medicamentos” mostraram-se favoráveis para qualificar a qualidade de transição do cuidado.": Recomenda-se reescrever esta parte, pois fica entendido como se o estudo estivesse fazendo uma validação do instrumento, e não avaliando a qualidade da transição no cuidado. [Conclusão] "Houve associação entre o tempo de internação e a qualidade de transição do cuidado, entretanto, não houve associação com a faixa etária." - Explicar com mais detalhes essa associação, especificando que correlação "aumenta" ou "diminui".
    Iratxe June 29, 2022
    Cuidado transicional de pacientes pós-COVID-19: da altahospitalar para o domicílio
    **Avaliação em grupo ASAPbio-SciELO Preprints** —----------- _Esta avaliação reflete contribuições de Carla Silva, Helvécio Cardoso C. Povoa, Iratxe Puebla, Kamyla Pedrosa, Mariana Rezende, Vanner Boere. Síntese por Adeilton Brandão._ O artigo apresenta um trabalho que teve como objetivo avaliar a qualidade da transição do cuidado de pacientes pós-covid-19 que tiveram alta do serviço hospitalar para o domicílio. A metodologia foi baseada em estudo transversal, descritivo e analítico, realizado em um hospital universitário no Norte do Brasil, com a coleta de dados realizada através de questionário sociodemográfico com o Care Transitions Measure (CTM-15). Os autores concluem que a qualidade da transição do cuidado percebida pelo paciente recuperado de COVID-19, ou por seus cuidadores, foi considerada alta. Os comentários elaborados pelos revisores são apresentados abaixo como sugestões de alteração no texto para que os autores avaliem a adequação e a inclusão dessas sugestões. **Sugestões dos Revisores** 1. [Resumo] Recomenda-se reescrever a descrição dos resultados mencionando apenas que foram obtidos níveis de satisfação aceitáveis acima de 80, e que o padrão recomendável é acima de 50. 2. [Resumo] O resumo deve apresentar clara e inequivocamente os resultados obtidos. Recomenda-se que seja retirado da conclusão a informação ".*..reduzindo as taxas de re-internações e complicações pós alta hospitalar.*" Não foram identificados no artigo dados que justifiquem esta informação. 3. [Introdução] Rede de Atenção À Saúde (RAS): Considerando a importância de informar o leitor sobre o sistema de saúde, recomenda-se a descrição da RAS dentro do SUS, e seguidamente em um outro parágrafo, descrever com referências o SUS e RAS no Brasil, mencionando a Atenção Primária à Saúde (APS) e a rede de urgência e emergência. 4. [Introdução] "*Diante da escassez de estudos...*": a) Seria possível discutir evidências sobre a transição da qualidade da assistência no Brasil, antes/além do contexto da COVID-19? Isso forneceria uma medida de linha de base para a qualidade da transição de cuidados no país/região, para comparação. b) Recomenda-se não citar "escassez", pois não foi realizado (apontado/mencionado) estudo sobre "o estado da arte" relativo ao tema desta pesquisa que justificasse a utilização deste termo. 5. [Introdução] "*Nessa direção, a questão norteadora desta pesquisa foi...*": Não está claro como o desenho do estudo pode responder a esta questão, dado o desenho transversal. Pode ser útil reformular a pergunta/direção de pesquisa para torná-la mais alinhada ao trabalho concluído. 6. [Introdução] "*Hipótese*": Seria útil ter algum contexto adicional sobre a qualidade de base da transição do cuidado no Brasil. Se houver evidências de que isso era alto antes/além do COVID-19, que forneceria uma base para essa hipótese. 7. [Método] "*projeto multicêntrico*": Existe referência para o estudo multicêntrico? 8. [Método] "*Critérios de Seleção*": a) recomenda-se descrever se o paciente ficou internado em leito de UTI COVID, se foi intubado, se foi traqueostomizado... b) o período mínimo de 72 horas de internação foi um dos critérios de inclusão, no entanto, não há descrição do período máximo de internação. Recomenda-se inserir o período máximo de internação. 9. [Método] "*Definição da amostra*": a) a amostra final foi menor, portanto, o estudo é de baixa potência. Recomenda-se que este fato seja discutido em termos de interpretação dos resultados. b) sobre a frase "*descredenciamento do hospital pela Secretaria Municipal de Saúde do município de Belém*": não está clara a relação entre este evento e os cuidados com a COVID-19. 10. [Método] "Coleta de dados": "*...período de maio a dezembro de 2021*." Recomenda-se fornecer uma justificativa para este período de estudo. 11. [Resultados] "*... (83,7%) foram do sexo masculino...*": Recomenda-se esclarecer a que esse dado se refere, p. ex. seria o número de participantes que eram pacientes (vs cuidadores)? É importante separar bem os grupos para que os valores sejam claros. 12. [Resultados] No trecho que começa com "Na tabela 2...": a) remover "descrita a seguir"; b) incluir "e o desvio padrão". 13. [Discussão] Recomenda-se uma apresentação e contextualização das limitações do estudo considerando: a) de acordo com o cálculo do tamanho da amostra, o estudo foi insuficiente (underpowered), isso precisa ser explicitamente declarado e discutido; b) a possibilidade de seleção/viés do respondente - quem teve melhor recuperação de melhor atendimento/transição de atendimento tem mais chances de se dispor a participar; c) os dados são auto-relatados e, portanto, não podem ser totalmente extrapolados para refletir a qualidade real do atendimento; d) o estudo não relatou medidas de saúde/complicações pós-alta e, portanto, não pode fazer associações entre a qualidade percebida da transição do cuidado e os resultados de saúde. 14. [Discussão] "*...apresentando resultado semelhante com esse estudo...*": Este estudo é comparável? Concentrou-se em pacientes idosos e estudos intervencionistas. 15 [Discussão] "*...corroborando com estudos (4,9)..."*: Indique aqui se os estudos anteriores analisaram a qualidade da transição do cuidado na região/Brasil ou em outros lugares. 16. [Discussão] "*...pacientes e seus cuidadores não são orientados sobre efeitos colaterais...*": Essa é a prática no contexto de pacientes em recuperação do COVID-19? Seria útil esclarecer quais medicamentos os pacientes foram aconselhados a tomar após a alta. 17. [Conclusão] "*...a qualidade da transição do cuidado...*": Recomenda-se informar que são dados auto-relatados. 18. [Conclusão] "*...pacientes recuperados de COVID-19 e/ou cuidadores da alta hospitalar para o domicílio...*": Recomenda-se a alterar para "pacientes recuperados de COVID-19 após a alta hospitalar para o domicilio, sendo a avaliação respondidas pelos pacientes ou pelos seus respectivos cuidadores". 19. [Conclusão] ".*..o instrumento foi útil e permite uma avaliação global da transição do cuidado.Os itens relacionados a “Preparação da Gestão a Saúde*” e “*Compreensão dos Medicamentos” mostraram-se favoráveis para qualificar a qualidade de transição do cuidado.*": Recomenda-se reescrever esta parte, pois fica entendido como se o estudo estivesse fazendo uma validação do instrumento, e não avaliando a qualidade da transição no cuidado. 20. [Conclusão] "*Houve associação entre o tempo de internação e a qualidade de transição do cuidado, entretanto, não houve associação com a faixa etária.*" - Explicar com mais detalhes essa associação, especificando que correlação "aumenta" ou "diminui".
  • Cristiane Teixeira Vilhena Bernardes, Maria Eduarda Port, Manuelle Quixabeira Freire, Izabella Gomes de Souza, Julia Sousa Rocha, Naiza Murielly Pereira Borges, Yago José Fagundes de Freitas
    Submitted 04/26/2022 - Posted 04/29/2022
    ASAPbio_SciELO_preprint_review July 24, 2022
    **Avaliação em grupo ASAPbio-SciELO Preprints** *Esta avaliação reflete contribuições de Helvecio Cardoso Correa Povoa, Mariana de Almeida Rosa Rezende, Iratxe Puebla e Luciane Ferreira do Val. Síntese por Vanessa Bortoluzzi.* ------ Neste estudo, os autores avaliaram, através de questionário, o conhecimento acerca (e prescrição) da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) em uma população de médicos do Estado de Goiás com inscrição ativa no Conselho Regional de Medicina do Estado, concluindo que este grupo tem alto nível de conhecimento prévio acerca da PrEP. Este trabalho pode ser relevante na elaboração de formas de se avaliar o conhecimento de profissionais da saúde no que diz respeito à PrEP, visando a capacitação desses profissionais para aplicação dessa importante estratégia de prevenção da SIDA. A seguir, as sugestões dos revisores: [GERAL] Ao longo do texto, os autores se referem à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) e acquired immunodeficiency syndrome (AIDS). É necessária a padronização do termo e concisão no seu uso. Além disso, a "síndrome da imunodeficiência adquirida" hora é chamada de infecção, hora de doença. Sugere-se rever as definições e revisão geral do texto. [RESUMO] Na passagem “*os resultados dessa pesquisa não estão em consonância com a hipótese de que apenas 20% dos médicos/as teriam conhecimento suficiente*,” deixe claro de onde essa taxa de conhecimento se origina. Esse resultado foi obtido em população comparável à abordada neste estudo? [INTRODUÇÃO] Sugere-se manter o termo “populações mais vulneráveis” ao invés de “grupos de risco,” visto o conceito de vulnerabilidade ter nascido justamente da pandemia do HIV/AIDS. Na perspectiva da vulnerabilidade, a exposição a agravos de saúde resulta de aspectos individuais e de contextos ou condições coletivas que produzem maior suscetibilidade a estes agravos e morte e, simultaneamente, menor acesso aos recursos para o seu enfrentamento. Dessa forma, para a interpretação do processo saúde-doença, considera-se que o risco indica probabilidades e a vulnerabilidade é um indicador da iniquidade e desigualdade social. A vulnerabilidade antecede ao risco e determina os diferentes riscos de se infectar, adoecer e morrer. Bertolozzi, Maria Rita et al. Os conceitos de vulnerabilidade e adesão na Saúde Coletiva. Revista da Escola de Enfermagem da USP [online]. 2009, v. 43, n. spe2 [Acessado 22 Junho 2022] , pp. 1326-1330. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0080-62342009000600031. Epub 07 Abr 2010. ISSN 1980-220X. https://doi.org/10.1590/S0080-62342009000600031. [INTRODUÇÃO] Em relação ao estudo realizado por Lucas Cardoso da Silva, os profissionais que fizeram a autodeclaração de conhecimento foram os mesmos avaliados quanto ao conhecimento sobre a PrEP? [INTRODUÇÃO] Seria relevante discutir na já na Introdução a razão para um nível de conhecimento básico de 20%. Por que esse corte? É baseado em relatos da literatura? Em caso afirmativo, eles devem ser citados e discutidos. Apesar de ser mencionado após Métodos, é necessário delinear estes aspectos antes de declarar a hipótese. [MÉTODOS] O trabalho de Christopher Turndrup *et al.* foi conduzido em uma população dos Estados Unidos; podemos assumir o mesmo nível de conhecimento nos EUA e no Brasil? Alguma justificativa para isso pode ser fornecida? [MÉTODOS] Em relação ao estudo de Lucas Cardoso da Silva, seria relevante discutir como a população deste estudo se relaciona/compara com a pesquisada. Existem outros estudos relevantes no Brasil? A taxa de conhecimento da linha de base pode precisar de mais justificativas além de um único estudo no Brasil. [MÉTODOS] Quantos médicos foram abordados, e qual a taxa de resposta obtida a partir dos convites enviados? Além disso, informe as datas em que o questionário foi enviado, por quanto tempo ficou aberto para respostas e se lembretes foram enviados. Também seria interessante deixar mais claro os critérios de seleção dos médicos. Todos os médicos com inscrição ativa e informações no domínio público foram convidados? [MÉTODOS] Quanto ao questionário empregado, o mesmo foi validado em português? [RESULTADOS] Sobre os resultados apresentados na Tabela 1, há informações se essa distribuição demográfica se correlaciona ou não com as características dos médicos da região ou do Brasil? Em caso afirmativo, seria relevante abordar essa perspectiva na Discussão. [RESULTADOS] Na Tabela 3, a última pergunta está enquadrada de forma negativa e pode ter sido confusa/incerta para os entrevistados. É relevante abordar esse viés na Discussão. [DISCUSSÃO] O estudo de Malika Sharma *et al.*, no qual “*45,9% dos participantes se sentiram ‘muito familiarizados’ com a PrEP e 45,4% dos entrevistados estavam dispostos a prescrevê-la,*” foi concluído em 2013; é possível que o conhecimento sobre esta opção de tratamento tenha aumentado ao longo do tempo. Por favor, inclua referências mais recentes. [DISCUSSÃO] Considerando que os resultados obtidos não estão em consonância com o outro estudo mencionado (Lucas Cardoso da Silva), realizado em Porto Alegre, é relevante comentar brevemente as razões da discrepância. [DISCUSSÃO] Por favor, elabore as limitações do trabalho: * comente sobre a taxa de resposta à pesquisa e se isso pode ter tido um impacto nos dados obtidos; * discorra acerca do risco de autosseleção entre os entrevistados, ou seja, aqueles mais familiarizados com a PrEP podem ter sido mais propensos a concordar em participar; * se o questionário não foi validado em português, indique isso também como limitação.
    Iratxe July 14, 2022
    O Conhecimento e a Prescrição da Profilaxia Pré-Exposição ao HIV por Médicos em GoiásThe Knowledge and Prescription of Pre-Exposure Prophylaxis for HIV by Physicians in Goiás
    **Avaliação em grupo ASAPbio-SciELO Preprints** *Esta avaliação reflete contribuições de Helvecio Cardoso Correa Povoa, Mariana de Almeida Rosa Rezende, Iratxe Puebla e Luciane Ferreira do Val . Síntese por Vanessa Bortoluzzi.* ------ Neste estudo, os autores avaliaram, através de questionário, o conhecimento acerca (e prescrição) da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) em uma população de médicos do Estado de Goiás com inscrição ativa no Conselho Regional de Medicina do Estado, concluindo que este grupo tem alto nível de conhecimento prévio acerca da PrEP. Este trabalho pode ser relevante na elaboração de formas de se avaliar o conhecimento de profissionais da saúde no que diz respeito à PrEP, visando a capacitação desses profissionais para aplicação dessa importante estratégia de prevenção da SIDA. A seguir, as sugestões dos revisores: [GERAL] Ao longo do texto, os autores se referem à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) e acquired immunodeficiency syndrome (AIDS). É necessária a padronização do termo e concisão no seu uso. Além disso, a "síndrome da imunodeficiência adquirida" hora é chamada de infecção, hora de doença. Sugere-se rever as definições e revisão geral do texto. [RESUMO] Na passagem “*os resultados dessa pesquisa não estão em consonância com a hipótese de que apenas 20% dos médicos/as teriam conhecimento suficiente,*” deixe claro de onde essa taxa de conhecimento se origina. Esse resultado foi obtido em população comparável à abordada neste estudo? [INTRODUÇÃO] Sugere-se manter o termo “populações mais vulneráveis” ao invés de “grupos de risco,” visto o conceito de vulnerabilidade ter nascido justamente da pandemia do HIV/AIDS. Na perspectiva da vulnerabilidade, a exposição a agravos de saúde resulta de aspectos individuais e de contextos ou condições coletivas que produzem maior suscetibilidade a estes agravos e morte e, simultaneamente, menor acesso aos recursos para o seu enfrentamento. Dessa forma, para a interpretação do processo saúde-doença, considera-se que o risco indica probabilidades e a vulnerabilidade é um indicador da iniquidade e desigualdade social. A vulnerabilidade antecede ao risco e determina os diferentes riscos de se infectar, adoecer e morrer. Bertolozzi, Maria Rita et al. Os conceitos de vulnerabilidade e adesão na Saúde Coletiva. Revista da Escola de Enfermagem da USP [online]. 2009, v. 43, n. spe2 [Acessado 22 Junho 2022] , pp. 1326-1330. Disponível em: . Epub 07 Abr 2010. ISSN 1980-220X. https://doi.org/10.1590/S0080-62342009000600031. [INTRODUÇÃO] Em relação ao estudo realizado por Lucas Cardoso da Silva, os profissionais que fizeram a autodeclaração de conhecimento foram os mesmos avaliados quanto ao conhecimento sobre a PrEP? [INTRODUÇÃO] Seria relevante discutir na já na Introdução a razão para um nível de conhecimento básico de 20%. Por que esse corte? É baseado em relatos da literatura? Em caso afirmativo, eles devem ser citados e discutidos. Apesar de ser mencionado após Métodos, é necessário delinear estes aspectos antes de declarar a hipótese. [MÉTODOS] O trabalho de Christopher Turndrup *et al.* foi conduzido em uma população dos Estados Unidos; podemos assumir o mesmo nível de conhecimento nos EUA e no Brasil? Alguma justificativa para isso pode ser fornecida? [MÉTODOS] Em relação ao estudo de Lucas Cardoso da Silva, seria relevante discutir como a população deste estudo se relaciona/compara com a pesquisada. Existem outros estudos relevantes no Brasil? A taxa de conhecimento da linha de base pode precisar de mais justificativas além de um único estudo no Brasil. [MÉTODOS] Quantos médicos foram abordados, e qual a taxa de resposta obtida a partir dos convites enviados? Além disso, informe as datas em que o questionário foi enviado, por quanto tempo ficou aberto para respostas e se lembretes foram enviados. Também seria interessante deixar mais claro os critérios de seleção dos médicos. Todos os médicos com inscrição ativa e informações no domínio público foram convidados? [MÉTODOS] Quanto ao questionário empregado, o mesmo foi validado em português? [RESULTADOS] Sobre os resultados apresentados na Tabela 1, há informações se essa distribuição demográfica se correlaciona ou não com as características dos médicos da região ou do Brasil? Em caso afirmativo, seria relevante abordar essa perspectiva na Discussão. [RESULTADOS] Na Tabela 3, a última pergunta está enquadrada de forma negativa e pode ter sido confusa/incerta para os entrevistados. É relevante abordar esse viés na Discussão. [DISCUSSÃO] O estudo de Malika Sharma *et al*., no qual “45,9% dos participantes se sentiram ‘muito familiarizados’ com a PrEP e 45,4% dos entrevistados estavam dispostos a prescrevê-la,” foi concluído em 2013; é possível que o conhecimento sobre esta opção de tratamento tenha aumentado ao longo do tempo. Por favor, inclua referências mais recentes. [DISCUSSÃO] Considerando que os resultados obtidos não estão em consonância com o outro estudo mencionado (Lucas Cardoso da Silva), realizado em Porto Alegre, é relevante comentar brevemente as razões da discrepância. [DISCUSSÃO] Por favor, elabore as limitações do trabalho: - comente sobre a taxa de resposta à pesquisa e se isso pode ter tido um impacto nos dados obtidos; - discorra acerca do risco de autosseleção entre os entrevistados, ou seja, aqueles mais familiarizados com a PrEP podem ter sido mais propensos a concordar em participar; - se o questionário não foi validado em português, indique isso também como limitação.
  • Maiton Bernardelli, Douglas Nunes Stahnke, Marcos Pascoal Pattussi, Laura Cecilia López, Tonantzin Ribeiro Gonçalves
    Submitted 04/14/2022 - Posted 04/14/2022
    ASAPbio_SciELO_preprint_review July 30, 2022
    **Avaliação em grupo ASAPbio-SciELO Preprints** *Esta avaliação reflete contribuições de Vanner Boere, Mario Cézar de Oliveira, Bruna Barros Guandalim, Kamyla de Arruda Pedrosa e Iratxe Puebla. Síntese por Vanessa Bortoluzzi.* ---- Este estudo investigou a mortalidade por HIV/AIDS entre mulheres de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e, usando o índice de anos potenciais de vida perdidos (APVP), buscou identificar possíveis associações entre mortalidade e indicadores de vulnerabilidade social nessa população. A partir dos valores brutos e taxas de APVP/1.000 óbitos, os dados foram categorizados de acordo com a raça/cor e distrito sanitário de residência de cada mulher. Os autores identificaram que uma maior vulnerabilidade social está associada a maiores taxas de APVP entre mulheres negras vivendo com HIV, corroborando evidências que demonstram o impacto de desigualdades raciais na mortalidade precoce por HIV. O trabalho é de grande relevância no contexto epidemiológico regional, entretanto, pode se beneficiar da revisão de certos aspectos, listados a seguir: [RESUMO] Quais os resultados do índice de vulnerabilidade social e sua relação com o APVP? [INTRODUÇÃO] Pode valer a pena discutir brevemente na introdução os níveis de infecção e mortalidade por HIV no Brasil na última década ou duas, para fornecer uma visão mais ampla do impacto da doença no país. [MÉTODOS] Por favor, inclua a fórmula do cálculo do APVP. [RESULTADOS] Verificar o valor de óbitos final, pois 1603 menos o valor de n entre os dados que não foram utilizados, conforme mencionado no texto, não corresponde a 1539 óbitos. Pode haver sobreposição entre as categorias onde as exclusões foram feitas, mas seria relevante incluir um esclarecimento. [RESULTADOS] É importante mencionar nos métodos (ou na introdução) qual é a distribuição dos grupos étnicos para a população de mulheres no Brasil. Além disso, informe nos resultados a distribuição por etnia para a população de mulheres do grupo de estudo. [RESULTADOS] Em relação aos dados apresentados na Tabela 4, a correlação é entre taxas de APVP e porcentagem de mulheres (por cor), porém não está claro qual é o índice de vulnerabilidade social. [DISCUSSÃO] Você espera que esses achados sejam específicos para esta região, ou potencialmente relevantes para outras regiões do Brasil? Se forem relevantes, isso pode ser discutido brevemente; se os resultados não forem generalizáveis em todo o país, isso pode ser discutido como uma limitação. [DISCUSSÃO] Considerando que a maior prevalência de óbitos em mulheres brancas pode ser reflexo da estrutura populacional do município, seria relevante fornecer informações sobre a distribuição racial das mulheres nos distritos. [DISCUSSÃO] Em relação ao estudo que mostrou que “*pessoas negras podem ser mais propensas a ter registro de mortalidade por HIV/aids do que brancas vivendo com HIV*,” por favor, esclareça melhor o que este estudo cobriu e seus resultados. [DISCUSSÃO] Note que o tratamento dos dados foi agrupando mulheres negras e pardas, ao passo que a discussão trata apenas das mulheres negras. Por favor,esclareça se mulheres "pardas" estão contidas, como para algumas tendências do movimento negro, dentro de "mulheres negras". [DISCUSSÃO] Foi o fator raça ou vulnerabilidade social que teve maior impacto no APVP como resultado desta pesquisa? [DISCUSSÃO] Pode valer a pena ampliar a discussão das limitações para observar também a falta de informação sobre comorbidades entre os que morreram, o que também pode ter influenciado as taxas de mortalidade. [DISCUSSÃO] Seria útil elaborar na discussão como as conclusões deste estudo podem informar políticas ou intervenções para prevenir mortes prematuras em mulheres vivendo com AIDS, ou políticas públicas para abordar as desigualdades raciais. Também pode ser relevante discutir na seção de Discussão como os resultados se comparam ao número de anos perdidos para os homens no país e discutir as razões para quaisquer diferenças e intervenções específicas para mulheres que possam ser consideradas.
  • Caio Henrique Pinke Rodrigues, Angelo Alves Ferreira-Júnior, Álefe Saloum Cintra, Alan Vinícius Assunção Luiz, Ana Paula Morais Fernandes, Aline Thais Bruni, Ana Carolina Dalbó do Nascimento
    Submitted 04/13/2022 - Posted 04/14/2022
    ASAPbio_SciELO_preprint_review July 24, 2022
    **Avaliação em grupo ASAPbio-SciELO Preprints** *Esta avaliação reflete contribuições de Kamyla Pedrosa, Iratxe Puebla, Mario Cézar de Oliveira. Síntese por Adeilton Brandão.* --- O artigo apresenta um trabalho que, através da identificação de podcasts educacionais abordando a pandemia da covid-19, teve como objetivo sugerir o uso do podcast como metodologia complementar no processo de ensino-aprendizagem. Os autores concluem que o uso educacional de podcasts amplia as características do processo de ensino-aprendizagem e torna o processo pedagógico plural. Sugestões dos revisores: [Resumo] Recomenda-se alterar o resumo para que o mesmo expresse de forma clara os resultados obtidos no desenvolvimento do trabalho. [Introdução] "*Ensino Remoto em tempos de Pandemia*": Pode valer a pena mencionar se/como a educação se adaptou em outras partes do mundo (e citando referências relevantes sobre isso). [Introdução] "Podcast como ferramenta de aprendizagem e ensino inclusivo": "*…o que é percebido nas escolas…*": A frase soa subjetiva, a menos que seja baseado em uma pesquisa sobre visões e percepções. Sugere-se uma reformulação para indicar 'o que é implementado nas escolas' ou algo nesse sentido. "*…que apresentaram um bom aproveitamento diante da utilização de podcast como ferramenta de aprendizagem…*": Esses resultados se referem ao acesso, a facilidade com a tecnologia ou estão relacionados a resultados de aprendizagem? Isso pode ser especificado? [Aspectos Metodológicos] "*…submetidos a uma análise duplo-cego…*": Não ficou claro como se pode concluir uma análise duplo-cega do podcast: ao ouvi-lo é possivel saber qual pessoa ou organização o administra? Seria interessante fornecer mais esclarecimentos sobre o que se entende por uma análise duplo-cego. [Aspectos Metodológicos] Tabela 2: no texto é indicado que podcasts em idiomas que não fosse português foram excluídos. Sugerimos um esclarecimento sobre a inclusão de 'Idioma' na taxonomia, algo relacionado a clareza da linguagem… [Aspectos Metodológicos] "*… fidedignos...*": forneça mais informações sobre como isso foi verificado. [Aspectos Metodológicos] "*…não que contemplassem os critérios de inclusão…*": Sugere-se que os critérios de inclusão sejam descritos mais claramente nesta seção. Por exemplo, o nível educacional que os podcasts deveriam ter como alvo - ensino médio, graduação, pós-graduação; Uso por professores ou alunos, ou ambos. [Resultados] Tabela 3: Há informações sobre se e como esses podcasts foram usados como parte dos cursos durante o período de estudo? Estas informações podem ser relevantes para apoiar o uso destes podcasts como material educativo. [Discussão] Nesta seção as limitações do estudo devem ser discutidas, por exemplo: * a) o estudo não coletou dados sobre o uso real dos podcasts por alunos ou professores e, portanto, não pode estabelecer se os podcasts foram realmente usados na educação, por quem ou para quais propósitos. * b) também não há informações sobre os resultados reais de aprendizagem do uso do podcast, portanto, sua eficácia como ferramenta de ensino não pode ser estabelecida. Se houver estudos em outros lugares que estudaram a eficácia dos podcasts para resultados de aprendizagem, inclua uma discussão desses estudos. [Discussão] "*...mostrando as aplicações de podcasts em salas de aula..*.": Não está claro se as informações fornecem evidências do uso dos podcasts em salas de aula. Há informações de que as contagens de acesso vêm de alunos/escolas que recomendaram os podcasts? [Discussão] Tabela 4: Não está claro se existe ligação entre esta lista de podcasts e as principais questões de pesquisa, pois não estão relacionadas a doenças infecciosas ou COVID-19. [Discussão] "f*ake news*": apresentar o conceito deste termo. [Discussão] "*os mais engajados no consumo de podcasts são pessoas com idades entre 20 a 34 anos*": Forneça uma referência para esta declaração. [Discussão] "*…Visto que os jovens apresentaram-se como os maiores consumidores de podcasts nos últimos anos, quando comparado com outros públicos…*": A afirmação anterior diz que o grupo mais engajado com podcasts são aqueles de 20 a 34 anos, isso pode ser esclarecido em relação a este fragmento? [Discussão] "*Não obstante, há indicação positiva de que a utilização dos podcasts pode auxiliar na inclusão de alunos com diferentes singularidades, como alunos cegos e com Síndrome de Down*." Forneça uma referência para esta. [Conclusão] * Recomenda-se enfatizar o objetivo da pesquisa "identificar podcasts voltados para a área educacional, disponibilizados em plataformas digitais". E também, enfatizar os resultados com as inferências. * "*Uma vez que o docente pode utilizar…*": esta conclusão não é suportada pelos resultados. O estudo não reuniu a opinião dos alunos sobre os podcasts, ou como eles os avaliam em comparação com as metodologias tradicionais de ensino. * "*Além disso, a utilização desta ferramenta possibilita o planejamento de um ensino mais inclusivo..*.": este fragmento repete o último trecho da Discussão, e não é uma das conclusões do estudo, pois o uso dos podcasts por essas populações não foi avaliado. * "*Uma vez que o docente pode utilizar as informações…*"; "*O interesse que os jovens possuem por tecnologias reforçam as automotivações…*”: O estudo não fornece dados sobre a utilização real por parte dos professores, ou interesse/motivação dos alunos. Estes fragmentos podem ser melhor colocados na secção de Discussão, e não apresentados como conclusão do estudo.
    Iratxe July 20, 2022
    PODCASTCOMO FERRAMENTA EDUCACIONAL NAPANDEMIADE COVID-19
    **Avaliação em grupo ASAPbio-SciELO Preprints** --- *Esta avaliação reflete contribuições de Kamyla Pedrosa, Iratxe Puebla, Mario Cézar de Oliveira. Síntese por Adeilton Brandão.* O artigo apresenta um trabalho que, através da identificação de podcasts educacionais abordando a pandemia da covid-19, teve como objetivo sugerir o uso do podcast como metodologia complementar no processo de ensino-aprendizagem. Os autores concluem que o uso educacional de podcasts amplia as características do processo de ensino-aprendizagem e torna o processo pedagógico plural. Sugestões dos revisores: 1. [Resumo] Recomenda-se alterar o resumo para que o mesmo expresse de forma clara os resultados obtidos no desenvolvimento do trabalho. 2. [Introdução] "Ensino Remoto em tempos de Pandemia": Pode valer a pena mencionar se/como a educação se adaptou em outras partes do mundo (e citando referências relevantes sobre isso). 3. [Introdução] "Podcast como ferramenta de aprendizagem e ensino inclusivo": "*...o que é percebido nas escolas...*": A frase soa subjetiva, a menos que seja baseado em uma pesquisa sobre visões e percepções. Sugere-se uma reformulação para indicar 'o que é implementado nas escolas' ou algo nesse sentido. "*...que apresentaram um bom aproveitamento diante da utilização de podcast como ferramenta de aprendizagem...*": Esses resultados se referem ao acesso, a facilidade com a tecnologia ou estão relacionados a resultados de aprendizagem? Isso pode ser especificado? 4. [Aspectos Metodológicos] "*...submetidos a uma análise duplo-cego...*": Não ficou claro como se pode concluir uma análise duplo-cega do podcast: ao ouvi-lo é possivel saber qual pessoa ou organização o administra? Seria interessante fornecer mais esclarecimentos sobre o que se entende por uma análise duplo-cego. 5. [Aspectos Metodológicos] Tabela 2: no texto é indicado que podcasts em idiomas que não fosse português foram excluídos. Sugerimos um esclarecimento sobre a inclusão de 'Idioma' na taxonomia, algo relacionado a clareza da linguagem... 6. [Aspectos Metodológicos] "*... fidedignos..*.": forneça mais informações sobre como isso foi verificado. 7. [Aspectos Metodológicos] "*...não que contemplassem os critérios de inclusão...*": Sugere-se que os critérios de inclusão sejam descritos mais claramente nesta seção. Por exemplo, o nível educacional que os podcasts deveriam ter como alvo - ensino médio, graduação, pós-graduação; Uso por professores ou alunos, ou ambos. 8. [Resultados] Tabela 3: Há informações sobre se e como esses podcasts foram usados como parte dos cursos durante o período de estudo? Estas informações podem ser relevantes para apoiar o uso destes podcasts como material educativo. 9. [Discussão] Nesta seção as limitações do estudo devem ser discutidas, por exemplo: a) o estudo não coletou dados sobre o uso real dos podcasts por alunos ou professores e, portanto, não pode estabelecer se os podcasts foram realmente usados na educação, por quem ou para quais propósitos. b) também não há informações sobre os resultados reais de aprendizagem do uso do podcast, portanto, sua eficácia como ferramenta de ensino não pode ser estabelecida. Se houver estudos em outros lugares que estudaram a eficácia dos podcasts para resultados de aprendizagem, inclua uma discussão desses estudos. 10. [Discussão] ".*..mostrando as aplicações de podcasts em salas de aula..*.": Não está claro se as informações fornecem evidências do uso dos podcasts em salas de aula. Há informações de que as contagens de acesso vêm de alunos/escolas que recomendaram os podcasts? 11. [Discussão] Tabela 4: Não está claro se existe ligação entre esta lista de podcasts e as principais questões de pesquisa, pois não estão relacionadas a doenças infecciosas ou COVID-19. 12. [Discussão] "*fake news*": apresentar o conceito deste termo. 13. [Discussão] "*os mais engajados no consumo de podcasts são pessoas com idades entre 20 a 34 anos*": Forneça uma referência para esta declaração. 14. [Discussão] "*...Visto que os jovens apresentaram-se como os maiores consumidores de podcasts nos últimos anos, quando comparado com outros públicos...*": A afirmação anterior diz que o grupo mais engajado com podcasts são aqueles de 20 a 34 anos, isso pode ser esclarecido em relação a este fragmento? 15. [Discussão] "*Não obstante, há indicação positiva de que a utilização dos podcasts pode auxiliar na inclusão de alunos com diferentes singularidades, como alunos cegos e com Síndrome de Down.*" Forneça uma referência para esta. 16. [Conclusão] * Recomenda-se enfatizar o objetivo da pesquisa "identificar podcasts voltados para a área educacional, disponibilizados em plataformas digitais". E também, enfatizar os resultados com as inferências. * "*Uma vez que o docente pode utilizar...*": esta conclusão não é suportada pelos resultados. O estudo não reuniu a opinião dos alunos sobre os podcasts, ou como eles os avaliam em comparação com as metodologias tradicionais de ensino. * "*Além disso, a utilização desta ferramenta possibilita o planejamento de um ensino mais inclusivo..*.": este fragmento repete o último trecho da Discussão, e não é uma das conclusões do estudo, pois o uso dos podcasts por essas populações não foi avaliado. * "*Uma vez que o docente pode utilizar as informações..."; "O interesse que os jovens possuem por tecnologias reforçam as automotivações…*”: O estudo não fornece dados sobre a utilização real por parte dos professores, ou interesse/motivação dos alunos. Estes fragmentos podem ser melhor colocados na secção de Discussão, e não apresentados como conclusão do estudo.
  • Raphael Mendonça Guimarães, Mariana Passos Ribeiro Pinto Basílio de Oliveira, Viviane Gomes Parreira Dutra
    Submitted 04/12/2022 - Posted 04/13/2022
    ASAPbio_SciELO_preprint_review July 21, 2022
    **Avaliação em grupo ASAPbio-SciELO Preprints** ---------- *Esta avaliação reflete contribuições de Carla Maria de Jesus Silva, Helvecio Cardoso Correa Povoa, Iratxe Puebla, Kamyla de Arruda Pedrosa, Luciane Ferreira do Val. Síntese por João Victor Cabral-Costa.* Neste trabalho, Guimarães et al. fazem uma análise descritiva do excesso de mortalidade no primeiro ano de pandemia por COVID-19 (2020) em comparação com os 5 anos prévios (2015-2019). Trata-se de uma breve análise de dados extraídos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Datasus, agrupados em: doenças infecciosas e parasitárias; neoplasias; doenças endócrinas; transtornos mentais; doenças cardiovasculares; doenças do aparelho respiratório; doenças do trato geniturinário; gravidez, parto e puerpério; causas externas; e causas mal definidas. A análise tem um objetivo relevante, porém o manuscrito muito se beneficiaria de algumas alterações conforme os comentários levantados abaixo: 1. Seria de grande valia a condução de uma revisão ortográfica e de escrita para melhor conectar os parágrafos ou frases, deixando assim a leitura mais fluida, em especial para melhorar a organicidade da discussão. 1. A fim de dar maior clareza ao resumo, acrescentar uma breve introdução ao tema e ressaltar a importância do estudo; 1. Os autores usaram os descritores baseados nos termos controlados e não controlados (ou alternativos) do https://decs.bvsalud.org/, sendo um ponto positivo. 1. [INTRODUÇÃO] Recomendamos citar quais foram as des assistências dentro da rede assistencial do SUS (e.g., desassistência na atenção básica, atenção especializada, cirurgias, reabilitação, etc.), inserindo trabalhos que corroborem com essa informação; 1. [INTRODUÇÃO] Inserir um comentário com a justificativa da escolha do período “primeiro ano da pandemia (2020)” como foco de estudo do trabalho; 1. [INTRODUÇÃO] Seria interessante expandir um pouco a introdução de forma a possibilitar a discussão de alguns itens adicionais: a) Outros estudos sobre excesso de mortalidade no contexto da COVID-19, globalmente ou, pelo menos, no Brasil e/ou América do Sul. A introdução poderia então articular as lacunas da literatura no contexto de estudos prévios (ou comentar sobre a ausência de tais estudos abordando determinado tema com foco na região). b) Comentar sobre a organização do sistema de saúde no Brasil. A análise realizada por este trabalho apresenta dados em nível regional, contudo não há justificativa para tal escolha - por quê seria relevante conduzir esta avaliação em nível regional? Seria interessante discutir brevemente sobre potenciais diferenças no gerenciamento do sistema de saúde entre diferentes regiões/estados durante o primeiro ano de pandemia, bem como possíveis diferenças que já seriam esperadas entre estados. 1. [MÉTODOS] Detalhar o que é o Datasus e especificar melhor que os dados obtidos são de domínio público. Adicionar uma referência da base de dados, incluindo seu link de acesso (https://dados.gov.br/dataset/sistema-de-informacao-sobre-mortalidade). 1. [MÉTODOS] Esclarecer o motivo da seleção dos últimos cinco anos anteriores (2015-2019) como limite para a comparação prévia e comparando com o primeiro ano da pandemia (2020). Há algum motivo para a seleção de um período de 5 anos para a avaliação da tendência de crescimento de mortalidade? Se sim, seria útil incluir uma referência para justificar a escolha do corte temporal. 1. [MÉTODOS] Seria interessante que mais detalhes sobre a extração de dados do SIM/Datasus pudessem ser providenciados, incluindo a adoção (ou ausência de) possíveis filtros, fatores de agrupamento, fatores de exclusão, etc. 1. [MÉTODOS] “Optamos por fazer a tendência linear pelo reduzido número de pontos” Seria interessante justificar os argumentos que levaram a esta escolha metodológica (i.e., por qual razão, referência vantagem, etc., este método foi escolhido). Esse método foi empregado anteriormente para estudos de excesso de mortalidade relacionados ao COVID-19? Se sim, é possível fornecer uma referência? 1. [MÉTODOS] Detalhar nos Métodos quais doenças estão incluídas nos respectivos grupos, principalmente o referente às “Doenças Infecciosas e Parasitárias”, apontando quais doenças infecciosas são as principais causas de mortalidade. Adicionalmente, seria interessante esclarecer a definição do grupo “Causas mal definidas” e quais doenças ele historicamente inclui. 1. [RESULTADOS] Recomendamos uma padronização da forma com a qual os resultados numéricos são apresentados no decorrer do texto, i.e., (SMR ###, IC 95% ##-##) ou (SMR = ###, IC 95% ##-##), para melhor normatização. 1. [RESULTADOS] O termo “RT” não foi definido/descrito por extenso em primeira aparição no texto e/ou nos Métodos. 1. [RESULTADOS] Seria possível comparar a SMR por região/estado aos números de casos de COVID-19, de forma a apontar como a mortalidade por diferentes causas está relacionada (ou não) à incidência de COVID-19 em determinada região? Em caso positivo, pode-se conectar tais achados com a discussão sugerida no item #23. 1. [RESULTADOS] Houve algum tipo de intervenção sanitária ou surtos (e.g. dengue, Zika) que possam ter impactado - positiva ou negativamente - a SMR basal no período 2015-2019? Talvez seja interessante discutir este ponto e comentar sobre como isso foi considerado durante a análise, além de como a comparação entre estados poderia ser afetada de maneira heterogênea. 1. [RESULTADOS] Não seria interessante, de maneira adicional aos resultados já apresentados, gerar uma tabela com os resultados aglutinados por região do país, de forma a reduzir a capilarização da análise e facilitar uma visualização dos efeitos regionais? Vide comentário #22. 1. [DISCUSSÃO] “A respeito das causas externas, os resultados são coerentes com a adoção de medidas de distanciamento físico” Adicionar que as causas externas foram reduzidas ou aumentadas com as medidas de biossegurança “no primeiro ano do período pandêmico da COVID-19 no Brasil”. 1. [DISCUSSÃO] “As quedas na mobilidade têm um impacto esperado nos acidentes de trânsito, uma vez que as pessoas que ficam em casa não correm risco para esses eventos” Recomendamos adicionar referência da literatura para fundamentar o efeito esperado. 1. [DISCUSSÃO] “e a heterogeneidade entre as UF é reflexo das desigualdades regionais, seja para a exposição a fatores de risco, seja para a oportunidade diagnóstica e terapêutica” Pode ser importante aprofundar este ponto. Existem diferenças em nível do sistema de saúde entre as regiões que podem explicar algumas das diferenças? Não seria interessante, portanto, agregar os dados detalhados por estados em regiões de forma a facilitar a visualização dessas diferenças? 1. [DISCUSSÃO] O manuscrito se beneficiaria de uma ampliação da discussão, contextualizando os resultados com outros estudos sobre excesso de mortalidade associada à COVID-19 no Brasil e na América do Sul e discutindo se os resultados corroboram ou vão de encontro aos dados destas publicações prévias - e o que poderia justificar tais diferenças/semelhanças. Por exemplo, seria interessante adicionar à discussão uma contextualização dos resultados apresentados com os achados discutidos por dos Santos et al. (2021) (https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2021055004137), que realizaram uma análise semelhante, embora com outro tipo de aninhamento. 1. [DISCUSSÃO] Uma discussão sobre as limitações da análise fortaleceria o trabalho (e.g., apontando que se trata de um detalhamento da mortalidade por agrupamento de causas e de estados, portanto não é possível ainda estabelecer causalidade com alguns dos tópicos mencionados, como respostas mediadas pelo sistema de saúde, uma vez que mais informações - como ocupação/capacidade dos serviços de saúde, número de casos, etc. - seriam necessárias para proceder com este tipo de análise). Adicionalmente, há algum dado sobre a precisão dos dados reportados/consolidados no SIM/Datasus? Em caso positivo, seria interessante reportar possíveis vieses/subnotificação.
    Iratxe June 22, 2022
    **Avaliação em grupo ASAPbio-SciELO Preprints** —----------- *Esta avaliação reflete contribuições de Carla Maria de Jesus Silva, Helvecio Cardoso Correa Povoa, Iratxe Puebla, Kamyla de Arruda Pedrosa, Luciane Ferreira do Val. Síntese por João Victor Cabral-Costa.* Neste trabalho, Guimarães *et al.* fazem uma análise descritiva do excesso de mortalidade no primeiro ano de pandemia por COVID-19 (2020) em comparação com os 5 anos prévios (2015-2019). Trata-se de uma breve análise de dados extraídos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Datasus, agrupados em: doenças infecciosas e parasitárias; neoplasias; doenças endócrinas; transtornos mentais; doenças cardiovasculares; doenças do aparelho respiratório; doenças do trato geniturinário; gravidez, parto e puerpério; causas externas; e causas mal definidas. A análise tem um objetivo relevante, porém o manuscrito muito se beneficiaria de algumas alterações conforme os comentários levantados abaixo: 1. Seria de grande valia a condução de uma revisão ortográfica e de escrita para melhor conectar os parágrafos ou frases, deixando assim a leitura mais fluida, em especial para melhorar a organicidade da discussão; 1. A fim de dar maior clareza ao resumo, acrescentar uma breve introdução ao tema e ressaltar a importância do estudo; 1. Os autores usaram os descritores baseados nos termos controlados e não controlados (ou alternativos) do https://decs.bvsalud.org/, sendo um ponto positivo. 1. [INTRODUÇÃO] Recomendamos citar quais foram as des assistências dentro da rede assistencial do SUS (e.g., desassistência na atenção básica, atenção especializada, cirurgias, reabilitação, etc.), inserindo trabalhos que corroborem com essa informação; 1. [INTRODUÇÃO] Inserir um comentário com a justificativa da escolha do período “primeiro ano da pandemia (2020)” como foco de estudo do trabalho; 1. [INTRODUÇÃO] Seria interessante expandir um pouco a introdução de forma a possibilitar a discussão de alguns itens adicionais: a) Outros estudos sobre excesso de mortalidade no contexto da COVID-19, globalmente ou, pelo menos, no Brasil e/ou América do Sul. A introdução poderia então articular as lacunas da literatura no contexto de estudos prévios (ou comentar sobre a ausência de tais estudos abordando determinado tema com foco na região). b) Comentar sobre a organização do sistema de saúde no Brasil. A análise realizada por este trabalho apresenta dados em nível regional, contudo não há justificativa para tal escolha - por quê seria relevante conduzir esta avaliação em nível regional? Seria interessante discutir brevemente sobre potenciais diferenças no gerenciamento do sistema de saúde entre diferentes regiões/estados durante o primeiro ano de pandemia, bem como possíveis diferenças que já seriam esperadas entre estados. 1. [MÉTODOS] Detalhar o que é o Datasus e especificar melhor que os dados obtidos são de domínio público. Adicionar uma referência da base de dados, incluindo seu link de acesso (https://dados.gov.br/dataset/sistema-de-informacao-sobre-mortalidade). 1. [MÉTODOS] Esclarecer o motivo da seleção dos últimos cinco anos anteriores (2015-2019) como limite para a comparação prévia e comparando com o primeiro ano da pandemia (2020). Há algum motivo para a seleção de um período de 5 anos para a avaliação da tendência de crescimento de mortalidade? Se sim, seria útil incluir uma referência para justificar a escolha do corte temporal. 1. [MÉTODOS] Seria interessante que mais detalhes sobre a extração de dados do SIM/Datasus pudessem ser providenciados, incluindo a adoção (ou ausência de) possíveis filtros, fatores de agrupamento, fatores de exclusão, etc. 1. [MÉTODOS] “Optamos por fazer a tendência linear pelo reduzido número de pontos” Seria interessante justificar os argumentos que levaram a esta escolha metodológica (i.e., por qual razão, referência vantagem, etc., este método foi escolhido). Esse método foi empregado anteriormente para estudos de excesso de mortalidade relacionados ao COVID-19? Se sim, é possível fornecer uma referência? 1. [MÉTODOS] Detalhar nos Métodos quais doenças estão incluídas nos respectivos grupos, principalmente o referente às “Doenças Infecciosas e Parasitárias”, apontando quais doenças infecciosas são as principais causas de mortalidade. Adicionalmente, seria interessante esclarecer a definição do grupo “Causas mal definidas” e quais doenças ele historicamente inclui. 1. [RESULTADOS] Recomendamos uma padronização da forma com a qual os resultados numéricos são apresentados no decorrer do texto, i.e., (SMR ###, IC 95% ##-##) ou (SMR = ###, IC 95% ##-##), para melhor normatização. 1. [RESULTADOS] O termo “RT” não foi definido/descrito por extenso em primeira aparição no texto e/ou nos Métodos. 1. [RESULTADOS] Seria possível comparar a SMR por região/estado aos números de casos de COVID-19, de forma a apontar como a mortalidade por diferentes causas está relacionada (ou não) à incidência de COVID-19 em determinada região? Em caso positivo, pode-se conectar tais achados com a discussão sugerida no item #23. 1. [RESULTADOS] Houve algum tipo de intervenção sanitária ou surtos (e.g. dengue, Zika) que possam ter impactado - positiva ou negativamente - a SMR basal no período 2015-2019? Talvez seja interessante discutir este ponto e comentar sobre como isso foi considerado durante a análise, além de como a comparação entre estados poderia ser afetada de maneira heterogênea. 1. [RESULTADOS] Não seria interessante, de maneira adicional aos resultados já apresentados, gerar uma tabela com os resultados aglutinados por região do país, de forma a reduzir a capilarização da análise e facilitar uma visualização dos efeitos regionais? Vide comentário #22. 1. [DISCUSSÃO] “A respeito das causas externas, os resultados são coerentes com a adoção de medidas de distanciamento físico” Adicionar que as causas externas foram reduzidas ou aumentadas com as medidas de biossegurança “no primeiro ano do período pandêmico da COVID-19 no Brasil”. 1. [DISCUSSÃO] “As quedas na mobilidade têm um impacto esperado nos acidentes de trânsito, uma vez que as pessoas que ficam em casa não correm risco para esses eventos” Recomendamos adicionar referência da literatura para fundamentar o efeito esperado. 1. [DISCUSSÃO] “e a heterogeneidade entre as UF é reflexo das desigualdades regionais, seja para a exposição a fatores de risco, seja para a oportunidade diagnóstica e terapêutica” Pode ser importante aprofundar este ponto. Existem diferenças em nível do sistema de saúde entre as regiões que podem explicar algumas das diferenças? Não seria interessante, portanto, agregar os dados detalhados por estados em regiões de forma a facilitar a visualização dessas diferenças? 1. [DISCUSSÃO] O manuscrito se beneficiaria de uma ampliação da discussão, contextualizando os resultados com outros estudos sobre excesso de mortalidade associada à COVID-19 no Brasil e na América do Sul e discutindo se os resultados corroboram ou vão de encontro aos dados destas publicações prévias - e o que poderia justificar tais diferenças/semelhanças. Por exemplo, seria interessante adicionar à discussão uma contextualização dos resultados apresentados com os achados discutidos por dos Santos et al. (2021) (https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2021055004137), que realizaram uma análise semelhante, embora com outro tipo de aninhamento. 1. [DISCUSSÃO] Uma discussão sobre as limitações da análise fortaleceria o trabalho (e.g., apontando que se trata de um detalhamento da mortalidade por agrupamento de causas e de estados, portanto não é possível ainda estabelecer causalidade com alguns dos tópicos mencionados, como respostas mediadas pelo sistema de saúde, uma vez que mais informações - como ocupação/capacidade dos serviços de saúde, número de casos, etc. - seriam necessárias para proceder com este tipo de análise). Adicionalmente, há algum dado sobre a precisão dos dados reportados/consolidados no SIM/Datasus? Em caso positivo, seria interessante reportar possíveis vieses/subnotificação.
  • Maria Fernanda Império Pereira, Letícia Chagas Rocha, Lucas Flores Sartori, Miguel Vianna de Souza, Raquel Assumpção Sodré Matias de Lima, Antonio Luiz Rodrigues Júnior
    Submitted 03/05/2022 - Posted 03/11/2022
    ASAPbio_SciELO_preprint_review August 17, 2022
    **Avaliação em grupo ASAPbio-SciELO Preprints** Esta avaliação reflete contribuições de Carla Silva, Iratxe Puebla, Kamyla Pedrosa. Síntese por Adeilton Brandão. --- O artigo descreve a pandemia de COVID-19 pela estratificação demográfica dos óbitos ocorridos no período de janeiro de 2020 a agosto de 2021 nas Regiões de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. Utilizou-se dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde, e obtidas as medidas de prevalência absoluta, coeficiente de prevalência e razão padronizada de mortalidade (RPM). Os resultados apontam associações estatisticamente significativas entre escolaridade, sexo, faixa etária e regiões de saúde em relação aos número de óbitos por COVID-19. Os autores concluem que os padrões demográficos, geográficos e históricos da pandemia no Estado do Rio de Janeiro podem representar vulnerabilidades socioeconômicas, permitindo caracterizar a COVID-19 como sindemia. Sugestões dos revisores: [Título] Recomenda-se reescrever o título, reduzindo o seu tamanho. [Resumo] "*Sistema Único de Saúde*": recomenda-se substituir por "sistema de saúde no Brasil". [Resumo] "*outras causas*": recomenda-se não utilizar os termos "outros, poucos e alguns", e colocar as causas para dar mais respaldo a pesquisa. [Resumo] "*permitindo caracterizar a COVID-19 como sindemia*": considerando que esta é a hipótese da pesquisa, recomenda-se rever o objetivo da pesquisa. É importante ressaltar que não foi realizada apenas uma descrição dos dados de domínio público, mas também uma análise estatística dos dados através de software, discussão dos resultados com variáveis, e apresentação de conclusão. [Introdução]: recomenda-se incluir mais citações no texto apresentado da introdução. Assim, seu texto terá maior sustentação. Recomenda-se que as referências citadas na discussão sejam trabalhadas na introdução, dessa maneira serão atribuídas as inferências e mais organicidade e clareza no texto para a comprovação da hipótese da pesquisa, que é a sindemia. [Introdução]: recomenda-se uma melhor contextualização sobre as taxas de mortalidade relacionadas ao COVID-19, pois esse é o principal tópico de análise. A introdução discute atualmente o sistema de saúde, mas poderia haver uma discussão mais aprofundada sobre como as taxas de mortalidade evoluíram, globalmente e no Brasil, e onde está a lacuna de conhecimento em termos de tendências na região do Rio de Janeiro. [Introdução]: recomenda-se organizar melhor a introdução, apresentando a sintomatologia e gravidade da doença, bem como lembrando a ausência de tratamentos reconhecidos e oficiais. [Introdução]: "*Estudos investigaram a disseminação da COVID-19 como uma sindemia...*": recomenda-se descrever com mais detalhes esses estudos. É necessário mais contexto e elaboração na Introdução para as referências a uma sindemia, por ex., como isso é definido? Como se aplica neste contexto? foi discutido em outros contextos? Como sugestão, realoque o primeiro parágrafo da discussão, o qual descreve o conceito de sindemia. Em seguida, na discussão as inferências. [Introdução]:"*...Dessa forma, por meio da análise descritiva dos dados...*" recomenda-se que seja apontada uma motivação clara para o estudo, destacando a lacuna de conhecimento, por que as informações sobre as taxas de mortalidade nesta região são necessárias, que próximos passos ou intervenções isso pode resultar. [Objetivo]:".*..utilizando dados oficiais.*": recomenda-se a exclusão, e mencionar a fonte nos Métodos. [Metodologia]: "*individualizados*": recomenda-se a exclusão dessa palavra, pois registros no SIM são de forma consolidada. [Metodologia]: "*Sistema Único de Saúde (SIM/DATASUS)*": Existe alguma informação disponível sobre a abrangência da cobertura neste banco de dados para dados de mortalidade na população? [Metodologia]: "*A partir do arquivo contendo os registros de mortes notificados ao Ministério da Saúde*": por favor, informe se foram feitas exclusões no conjunto de dados coletado e, em caso afirmativo, quais/como. [Metodologia]: "*software STATA ®*": recomenda-se adicionar a versão do software, e informar se utilizou algum outro pacote estatistico. [Resultados]: "*A literatura é clara em expor a responsabilidade sanitária executiva das “Regiões de Saúde”, sua competência e seu papel na garantia da integralidade do acesso aos serviços de saúde. O papel da Regulação Médica durante a pandemia foi essencial para distribuir casos para locais onde havia leitos vagos, quando havia.*": recomenda-se excluir ou passar este trecho para a seção Discussão, pois parece ser discussão/opinião e não resultado da análise. [Resultados] Tabela 3: recomenda-se inserir a Fonte (dos dados) logo abaixo da tabela e substituir Unidade Federativa por Estado do Rio de Janeiro. [Discussão]: Por favor, discuta quais medidas regulatórias estavam em vigor durante o período do estudo, se houver (por exemplo, medidas de bloqueio e distanciamento social, uso de máscaras) e a possível influência delas nas tendências de mortalidade observadas. [Discussão]: ".*..acerca do papel da educação na Sindemia da COVID-19.*": talvez não seja possivel referir-se a um papel da educação aqui, este é um estudo transversal, portanto, só pode estabelecer uma associação e não um vínculo de causa e efeito. [Discussão]: "*...a população de 80 anos de idade tenha tido uma mortalidade menor do que o esperado..*.": Isso parece contra-intuitivo e merece uma discussão mais aprofundada. Por que haveria menos mortes proporcionalmente no grupo acima de 80 anos, quando se espera que este seja o mais vulnerável? [Discussão]: Por favor, discuta as limitações do estudo, incluindo: * este é um estudo transversal e não pode estabelecer causalidade. * a mortalidade menor do que a esperada entre os grupos sem escolaridade parece contraintuitiva, pode haver risco de subnotificação de óbitos nesse grupo. * falta de informação sobre comorbidades que também podem influenciar as taxas de mortalidade. [Conclusão]: recomenda-se incluir as limitações da pesquisa, as propostas para novas pesquisas, e quais os problemas de saúde que estão interligados e que contribuiram para a COVID-19 ser caracterizada como sindemia.
  • Maria Helena Palucci Marziale, Alex Jones Flores Cassenote, Vivian Aline Mininel, Isabela Fernanda Larios Fracarolli, Heloisa Ehmke Cardoso dos Santos, Gracielle Pereira Aires Garcia, Maria Lúcia do Carmo Cruz Robazzi, Fernanda Ludmilla Rossi Rocha, Pedro Fredemir Palha, Fábio de Souza Terra, Jaqueline Garcia de Almeida Ballestero, Maria Alice Barbosa Fortunato, Marcelo Marques de Lima
    Submitted 03/07/2022 - Posted 03/17/2022
    ASAPbio_SciELO_preprint_review August 4, 2022
    **Avaliação em grupo ASAPbio-SciELO Preprints** *Esta avaliação reflete contribuições de Iratxe Puebla e Kamyla de Arruda Pedrosa. Síntese por João Victor Cabral-Costa.* ---- Neste manuscrito, Marziale e colegas conduziram uma revisão sistemática buscando examinar os riscos de exposição ao SARS-CoV-2 em profissionais de saúde, bem como as intervenções realizadas. Tendo seguido as recomendações do Centre for Reviews and Dissemination, delineado conforme a estratégia PICO e sido pré-registrado na PROSPERO, este trabalho foi conduzido de maneira sólida e transparente. Abaixo, apontamos os comentários dos revisores que analisaram o preprint, visando enriquecer e fortalecer o trabalho: [RESUMO] Recomendamos incluir o recorte temporal na seção “Método” do resumo, para tornar esta informação mais explícita aos leitores em potenciais buscas. [INTRODUÇÃO] Sugerimos incluir uma breve explanação sobre a relação entre o SARS-CoV-2 e COVID-19, para registrar/explicitar tecnicamente a associação. [INTRODUÇÃO] “*Assim, torna-se fundamental aperfeiçoar as estratégias de gerenciamento de risco de infecção partindo de evidências científicas das principais causas de infecção em profissionais de saúde*” Cabe destacar na Introdução se revisões sistemáticas anteriores sobre o tema já foram publicadas, para justificar a necessidade desta análise. [MÉTODO] Um ponto positivo que deve ser celebrado é que esta revisão sistemática tenha sido registrada no PROSPERO, incrementando a transparência no processo deste trabalho. [MÉTODO] “*As buscas na literatura foram realizadas entre novembro/2020 e janeiro/2021 em oito bases de dados*:” Sugerimos a inclusão da equação de busca gerada na estratégia PICO para as buscas, incluindo a informação, se pertinente, em caso de alguma alteração necessária conforme as buscas nas bases/banco de dados e na literatura cinzenta (vide Araújo 2020, https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/52993/1/2020_art_wcoaraujo.pdf, para uma uma discussão acerca deste ponto) [MÉTODO] “*sendo P (Participantes): estudantes e profissionais da área da saúde*” É importante especificar se a população se concentrou em trabalhadores de saúde no Brasil ou se abrange trabalhadores de saúde de qualquer localidade. [MÉTODO] “*A literatura cinzenta foi explorada em três repositório*s” Recomenda-se especificar o particionamento da literatura conforme o repositório ou tipo de método alternativo utilizado para a busca (vide https://prisma-statement.org/documents/PRISMA%202020%20flow%20diagram%20EUROPEAN%20PORTUGUESE.pdf para exemplo de complementação à Figura 1 deste manuscrito). Ressaltamos a importância de detalhar nesta seção o que são estas “outras fontes”, além de explicitar as razões para a exclusão do estudo em cada estágio (estes detalhes podem ser fornecidos como arquivo anexo/suplementar). [MÉTODO] “*em três repositórios (GoogleScholar, bioRxiv/medRxiv e OpenGrey),*” Não está claro por que o Google Scholar está listado aqui e não na lista de bancos de dados acima, uma vez que não é um repositório, mas indexa a literatura existente. Adicionalmente, pode ser interessante explicar a inclusão do bioRxiv, dado o escopo das questões de pesquisa listadas; o medRxiv parece mais alinhado em termos de escopo disciplinar. [MÉTODO] “*sendo a inclusão para leitura de títulos e resumo limitada aos 100 resultados mais relevantes*” Recomendamos explicitar a justificativa da escolha desta linha de corte (100 resultados mais relevantes) para verificação. [MÉTODO] “*foram exportados para o software Rayyan*” A utilização do software é um ponto forte do estudo, uma vez que ressalta a sistematização de seu protocolo de trabalho. [MÉTODO] “*O nível de evidência dos estudos foi avaliado segundo referencial de Melnyk & Fineout-Overholt (10) e a qualidade dos estudos com relação ao método e conteúdo foi avaliada por meio da Newcastle-Ottawa Scale(NOS)(11)*” Outro ponto forte da pesquisa que deve ser celebrado. [RESULTADOS] “*A busca resultou em 3.121 estudos*” As listas de referência dos artigos selecionados foram verificadas para possíveis artigos adicionais? [RESULTADOS] “*Dentre estes, um foi publicado em francês (12), 23 foram publicados em inglês (13-35), e dois em espanhol (36-37)*” Os artigos foram traduzidos para a realização da análise? Em caso positivo, qual foi o método utilizado para tradução? Seria interessante tornar estas informações explícitas na seção Método. [RESULTADOS] Figura 1 - Recomendamos rever o fluxograma PRISMA, onde aparece o termo “banco de dados” e não “base de dados”, conforme utilizado no decorrer do manuscrito. [RESULTADOS] Quadro 1 - Pode ser interessante especificar o desenho de cada estudo para as referências incluídas na tabela. [DISCUSSÃO] “*A maioria dos estudos analisados abordou os riscos de infecção pelo SARS-CoV-2 entre profissionais de saúde*” Recomendamos atenção à utilização do termo “profissionais de saúde”: no decorrer do texto, em relação aos participantes, por vezes são citados estudantes e profissionais de saúde enquanto e em outros, apenas profissionais de saúde. Caso o termo “profissionais de saúde” tenha sido utilizado de forma intercambiável, abarcando tanto profissionais formados quanto estudantes em formação, sugerimos tornar esta definição clara no início do manuscrito. Em caso negativo, sugerimos rever o texto para possíveis pontos de interpretação ambígua e, ali, ressaltar a especificidade da interpretação a “profissionais formados”, caso pertinente. [DISCUSSÃO] “*Por sua vez, os países desenvolvidos possuem adequada provisão de EPI e monitoram constantemente as normas sobre o uso seguro e fornecimento*” Nos estágios iniciais da pandemia havia escassez de EPI também em países desenvolvidos – ou pelo menos em algumas áreas de atendimento nesses países. Recomendamos reformular a frase para reconhecer essa informação. [DISCUSSÃO] “*faltando informações para melhor compreensão dos resultados e análises comparativas*” Os autores chegaram a tentar um contato com os autores dos artigos originais para solicitar informações adicionais? Sugerimos relatar esta informação na seção Método. [DISCUSSÃO] É de suma importância a inclusão de uma discussão acerca das limitações da revisão sistemática. Por exemplo, o fato de haver alta heterogeneidade nos desenhos de estudo, o que torna a comparação de resultados desafiadora, além do fato de abranger um período específico de tempo no decorrer da pandemia e que protocolos para profissionais de saúde em relação ao COVID-19 mudaram desde então. [CONCLUSÃO] “*Esta revisão trouxe evidências*” Talvez seja mais construtivo elencar objetivamente as evidências encontradas nesta revisão, para clarificar a associação das conclusões dos autores. [CONCLUSÃO] “*indicando a necessidade da revisão dos protocolos de segurança*” Dos 26 estudos analisados, houve apenas a sugestão de revisão de protocolos ou chegou-se a apontar outros fatores específicos que deveriam ser melhor explorados? Neste caso, talvez seja interessante complementar o manuscrito com detalhes mais específicos acerca destes pontos, a fim de melhor ilustrar a direção dessas alterações de protocolos. [CONCLUSÃO] “*a necessidade da revisão dos protocolos de segurança, organização e fluxos de trabalho, provisão de EPI, treinamentos, intervenções a fim de mitigar os riscos e diminuir a morbimortalidade destes profissionais*” Há grande chance de que muitos dos protocolos de segurança em vigor tenham sido alterados ou atualizados nos estágios subsequentes da pandemia. Portanto, alguns dos problemas aqui identificados podem já ter sido corrigidos. Sugerimos reconhecer esta informação na conclusão (em alinhamento ao comentário #19 na Discussão). [CONCLUSÃO] “*novos estudos sobre a eficácia das intervenções para mitigar os riscos são recomendados*” A fim de ressaltar a contribuição deste trabalho para a literatura, recomendamos descrever mais especificamente as direções/abordagem que os autores sugerem que poderiam ser realizados em novos estudos.
  • Cleber Santos, Vanessa Melo Ferreira, João Roberto Cavalcante, Patricia Canto Ribeiro, Hermano Albuquerque de Castro, Adriana Coser Gutierrez, Ingrid D’avilla Freire Pereira, Marcio Fernandes Nehab, Maria Martha Duque de Moura, André Reynaldo Santos Perissé
    Submitted 02/03/2022 - Posted 02/09/2022
    ASAPbio_SciELO_preprint_review September 11, 2022
    **Avaliação em grupo ASAPbio-SciELO Preprints** *Esta avaliação reflete contribuições de Carla Silva, Iratxe Puebla, Mariana Rezende, Vanner Boere. Síntese por Adeilton Brandão.* ---- Como comentário geral, seria útil ter uma motivação mais forte para o estudo: por que a completude dos dados é importante, como eles são usados atualmente para informar políticas ou intervenções de saúde. Também seria útil ter mais informações sobre estudos anteriores sobre completude de dados nos sistemas estudados para ter uma noção se a falta de completude segue uma tendência, ou pode ter sido influenciada pela situação de pandemia COVID-19. Uma discussão mais aprofundada sobre o que pode causar falta de integridade nos conjuntos de dados também seria útil, principalmente porque o SIM tem uma taxa de integridade mais alta do que os outros dois sistemas. Existem diferenças nos requisitos de registro em cada sistema que explicam as diferenças? 1. [Introdução]: "*Portanto, não saber a profissão/ocupação dos casos leves...*": É difícil entender se há algum forte nexo entre esse parágrafo e o anterior. A introdução deve fornecer uma justificativa mais abrangente para a importância de estudar a integridade dos dados da profissão. 2. [Introdução] "*O presente estudo...*": Por favor, forneça algum contexto para o SIM, quando foi configurado, como ele coleta dados e para que são usados esses dados? Existem estudos anteriores visando a completitude dos dados do SIM? Em caso afirmativo, por favor, discuta-o na introdução (mesmo que seja para outras variáveis ou outras condições). Isso forneceria alguma linha de base de completude para comparação, se não houvesse essa avaliação da completude dos dados, isso pode ser apresentado como uma lacuna de conhecimento. 3. [Introdução] "*...descrever a incompletude...*": forma como o objetivo é delineado pressupõe que os dados estarão incompletos, sugerindo a revisão do objetivo para indicar que o nível de completude será estudado. 4. [Introdução] "*...durante os anos de 2020 e 2021*": Poderia ser adicionado alguma justificativa para este período de tempo? Destinava-se a cobrir a pandemia de COVID-19? Em caso afirmativo, por quê? Os dados nos sistemas permitem estabelecer quais casos notificados são relacionados ao COVID-19? 5. [Métodos] "*Gripe (SIVEP-Gripe*": Por favor, forneça algumas informações de contexto para este banco de dados, como ele é configurado e os dados mantidos, etc. 6. [Métodos]: Por favor, forneça mais informações sobre como os dados foram coletados: alguma pesquisa específica foi concluída, quaisquer registros excluídos da inclusão, como eles foram organizados (por exemplo, via planilha do Excel?) 7. [Métodos] "*... dados faltantes...*": Pode ser útil descrever como os dados faltantes foram definidos. 8. [Resultados] "*Observando-se 94,83% de incompletude para as notificações de SG e 97,73% para casos notificados de SRAG*": Esta é uma diferença substancial entre os sistemas, sugere que deve haver diferenças em como os dados são coletados em cada sistema - quem relata, como os dados são inseridos. Seria interessante analisar isso ou descrever um pouco mais os processos em cada sistema para entender o que pode estar causando as diferenças. 9. [Resultados] Tabela 1: Seria relevante dividir os dados de óbito entre síndrome gripal/respiratória aguda grave e outros motivos, para que os dados relacionados a síndrome gripal/respiratória aguda grave pudessem ser comparados diretamente com os dados de outros sistemas. 10. [Discussão] "*Óbitos, por se tratar de um desfecho duro, ou definitivo (do inglês hard endpoint), são eventos bem definidos e pouco passíveis de subjetividade e viés de aferição. Dessa forma, naturalmente se é esperado um melhor preenchimento dos dados individuais da ficha de notificação (18).*": Não está claro como isso se relaciona com a inclusão ou não das informações sobre ocupação. O sistema coleta dados de óbitos, então todo registro será referente a um óbito, a completude dos dados estaria relacionada a variáveis associadas a esse óbito que o sistema pode permitir coletar. 11. [Discussão] "*Outra limitação para utilização de dados relacionados à saúde do trabalhador é a impossibilidade do cálculo da taxa de ocorrência de agravos para cada ocupação. Como previamente exposto...*": A justificativa do presente manuscrito deve ser baseada nesse parágrafo. Sem isso, a justificativa na seção "Introdução" está fraca, muito restrita. A motivação para o estudo pode ser elaborada na Introdução - talvez seja melhor deixar a discussão para interpretação dos resultados e colocar os achados no contexto da literatura. 12. [Discussão] "*...falta de um identificador pessoal exclusivo..*.": Seria útil ter mais informações sobre registros de saúde no Brasil e como eles são usados no sistema nacional de saúde.
  • Paula Cristina Yukari Suzaki Fujii, Gabriella Giandotti Gomar, Julia Maria de Medeiros, Nicole Kovalhuk Borini, Débora Maria Vargas Makuch
    Submitted 02/03/2022 - Posted 02/14/2022
    ASAPbio_SciELO_preprint_review September 1, 2022
    **Avaliação em grupo ASAPbio-SciELO Preprints** *Esta avaliação reflete contribuições de Kamyla de Arruda Pedrosa, Iratxe Puebla, Carla Maria de Jesus Silva. Síntese por João Victor Cabral-Costa.* --- Neste manuscrito, Fujii e colegas realizaram um estudo quantitativo (exploratório e descritivo) acerca do conhecimento da população de Curitiba-PR sobre os protocolos de manejo de resíduos (potencialmente) contaminados por SARS-CoV2. Por meio de uma entrevista/questionário, os autores avaliaram o perfil de 420 residentes do município entre maio-julho de 2021, avaliando os possíveis pontos críticos de possíveis intervenções para a disseminação do conhecimento e boas práticas de manejo de resíduos, no contexto da pandemia de COVID-19. Abaixo, sintetizamos os comentários dos revisores que analisaram o preprint, visando enriquecer e fortalecer o trabalho: 1. [TÍTULO] Recomendamos incluir o público (“população”) no título, como em “Conhecimento da população acerca do manejo…”. 1. [INTRODUÇÃO] “*Assim sendo, há uma necessidade de reorganização das estratégias logísticas e operacionais*”. A fim de melhor explorar o panorama da literatura sobre mecanismos de vigilância indireta dos níveis de infecção por SARS-CoV2 por meio do monitoramento de resíduos, sugerimos adicionar um parágrafo comentando sobre as iniciativas/legislações/projetos brasileiros (desde o início da pandemia; durante a coleta desta pesquisa; ainda em vigor hoje?) e comparando com outras iniciativas internacionais. Adicionalmente, comentar as razões pelas quais este tipo de monitoramento contribui para a vigilância epidemiológica. 1. [INTRODUÇÃO] *“Este estudo tem como objetivo identificar o conhecimento de residentes de Curitiba sobre o acondicionamento e descarte de resíduos contaminados ou potencialmente contaminados por SARS-CoV-2*.” Existem outros estudos prévios (no Brasil ou em outros lugares) que analisaram o conhecimento da população acerca da gestão de resíduos no contexto do SARS-CoV2 ou outros agentes infecciosos? Seria útil fornecer, antes de introduzir o objetivo do estudo, algum contexto para contextualizar e balizar este trabalho com relatos anteriores. Como as informações sobre o nível de conhecimento da população poderiam ser usadas? Por qual motivo seria relevante entender o nível de conhecimento da população (como afeta o seu comportamento, saúde pública, etc.)? Sugerimos explorar estas questões na introdução, para aprofundar o alicerce da justificativa do estudo. 1. [METODOLOGIA] Recomendamos clarificar com maior detalhamento, nesta seção, o que foi avaliado no estudo (quais perguntas foram exploradas, como o nível de conhecimento foi conceituado, como os dados foram analisados, etc). Algumas destas informações se encontram no início da seção Resultados, porém o manuscrito se beneficiaria se as mesmas estivessem organizadas de maneira mais sistematizada. 1. [METODOLOGIA] Recomendamos, também, relatar informações metodológicas adicionais a fim de garantir que o estudo possa ser reproduzido: a) Qual questionário foi usado para o estudo? O mesmo foi desenvolvido para este estudo ou reutilizado de um estudo anterior? b) O questionário foi validado antes de sua utilização nesta pesquisa? c) Como as respostas foram coletadas (por meio de auto-preenchimento de questionários pelos respondentes mediado pelo entrevistador, ou coleta de respostas por parte dos entrevistadores)? d) Recomendamos indicar quem realizou as entrevistas e quem coletou as respostas. 1. [METODOLOGIA] “*pesquisa com abordagem quantitativa por meio do método exploratório-descritivo*”. Recomendamos ampliar a descrição da justificativa de escolha do método (exploratório-descritivo/quantitativo) com referências, para melhor embasar o trabalho. Como sugestão: Metodologia de pesquisa / Roberto Hernández Sampieri, Carlos Fernández Collado, María del Pilar Baptista Lucio ; tradução Daisy Vaz de Moraes -- Porto Alegre : Penso, 2013. 1. [METODOLOGIA] “*com idade mínima de 20 anos*” Recomendamos incluir justificativa e critérios de escolha para a idade mínima. 1. [METODOLOGIA] “*público-alvo da pesquisa. Sendo assim, estabelecendo um nível de confiança de 95% com margem de erro de 5%, a amostra mínima seria de 385 pessoas, sendo que participaram efetivamente da pesquisa 420 pessoas*”. Este percentual da amostra, dentro do intervalo de confiança de residentes do município, encontra-se dividido em regiões de saúde ou apenas bairros? Recomendamos ampliar o detalhamento sobre o processo de seleção de entrevistados e coleta das informações: i. Como os participantes foram identificados? ii. Foram abordados pessoalmente, por telefone, e-mail, ou outro meio? iii. Por favor, informe se um número maior de pessoas foi abordado, incluindo a porcentagem de recusa ou de pessoas que não puderam ser contatadas. iv. Descrever se a amostragem contemplou proporcionalmente (ou não) a população de todos os bairros/regiões do município. 1. [METODOLOGIA] “*critérios de inclusão residentes do município de Curitiba com idade mínima de 20 anos, não havendo idade máxima*”. Recomendamos que seja relatada se houve alguma estratificação a fim de garantir a representatividade entre as faixas etárias. Em caso positivo, explicitar como isso foi feito; em caso negativo, justificar o motivo pelo qual não foi feito. Por favor, discutir sobre as limitações sobre como o perfil dos entrevistados pode afetar/enviesar as análises caso a distribuição etária não seja representativa do perfil da população geral do estudo. 1. [RESULTADOS] “*sexo masculino (30,7%) e 291 eram do do sexo feminino (69,3%)*”. Isso corresponde à distribuição de gênero na região de estudo? Parece haver sobre-representação de mulheres - esse resultado deve ser reconhecido na discussão, observando possível viés de amostragem. 1. [RESULTADOS] “*Sobre o conhecimento da população participante sobre a Política Nacional de Coleta de Resíduos Sólidos*”. Este documento inclui diferentes aspectos do manejo de resíduos. Por favor, esclareça como a pergunta sobre conhecimento foi estruturada (se o entrevistado sabia que havia uma política, se conhecia os detalhes da política ou se conhecia áreas específicas dentro da política). 1. [RESULTADOS] Foram coletadas informações sobre a profissão e/ou formação dos entrevistados? Por exemplo, entrevistados que trabalham na área médica/sanitária apresentam maior probabilidade de ter conhecimento prévio dos protocolos; portanto, seria importante avaliar este perfil dos entrevistados. 1. [RESULTADOS] “*228 participantes (54,3%) relataram desconhecimento*”. Como o nível de conhecimento foi determinado/avaliado? Foi uma pergunta binária (conheço/desconheço), uma escala de conhecimento (desconheço totalmente, conheço totalmente, conheço parcialmente, etc.) ou uma pergunta aberta com avaliação posterior por parte do entrevistador? 1. [DISCUSSÃO] “Após análise dos dados coletados, tal estudo demonstrou que há uma lacuna na divulgação do "Protocolo para procedimentos especiais na gestão de resíduos sólidos urbanos no município de Curitiba, para a prevenção do coronavírus". Recomendamos inserir as inferências da pesquisa, de forma a acompanhar o raciocínio por trás da conclusão apresentada. 1. [DISCUSSÃO] “*É importante destacar que o desconhecimento da população acerca de políticas e protocolos, que influencia diretamente e indiretamente em sua saúde e bem-estar, traz consigo a incapacidade de fiscalização e cobrança, deixando assim de exercer o direito à cidadania*”. A relação desta afirmação inicial com o à possibilidade do usufruto do “direito à cidadania” não está muito clara. Seria interessante incluir referências para sustentar a afirmação de que (e, talvez, como) o desconhecimento destes protocolos impacta na saúde. 1. [DISCUSSÃO] “*Destaca-se que o protocolo também institui como dever do município orientar as empresas contratadas, bem como os servidores públicos presentes na limpeza urbana*”. Os autores poderiam esclarecer como essa afirmação se relaciona com as conclusões do estudo, tendo em vista que estes grupos específicos não foram entrevistados (ao menos não dentro de uma estratificação explicitada neste trabalho)? 1. [DISCUSSÃO] “*já que tem a possibilidade de estarem contaminadas com o Sars-cov-2 ou outro patógeno*”. Inserir uma referência a esta informação. 1. [DISCUSSÃO] *“Soma-se a esta problemática a questão de que as máscaras (...) demais produtos relacionados à higiene*” e “*Para o meio ambiente, tal atitude (...) em relação ao seu destino final”*. Não ficou claro como esta discussão sobre os tipos de máscara se relaciona com o nível de conhecimento da população - que é o foco do estudo. Da mesma maneira, o impacto ambiental per se, discutido no parágrafo seguinte. Estes pontos poderiam ser esclarecidos ou, alternativamente, os parágrafos poderiam ser modificados/refraseados para clarificar a intenção dos autores. 1. [DISCUSSÃO] “*Deste modo, é relevante refletir sobre o processo chamado de "exclusão digital", definido como indivíduos que não fazem uso do computador, geralmente relacionados a fatores financeiros e pela idade. Embora pesquisas apontem que há um avanço em relação ao acesso de idosos à tecnologia, tal processo não ocorre na mesma velocidade que a propagação das informações.*” Na entrevista, os entrevistados foram questionados sobre a fonte de informação para o seu conhecimento dos protocolos? Em caso afirmativo, é de grande relevância que esta informação seja relatada na discussão. Em caso negativo, recomendamos abreviar a discussão sobre a exclusão digital, uma vez que o estudo não relata informações que poderiam se associar às principais fontes de informação da população estudada. 1. [DISCUSSÃO] “*Tal associação foi evidenciada pela maior adesão de participantes do sexo feminino a pesquisa, comparado ao sexo masculino. A relação observada entre sexo e a participação na pesquisa, como fomento à saúde, vai ao encontro de outros estudos publicados*”. Conforme explicitado no comentário #9, a maior proporção de mulheres observada nesta análise pode ser resultado de um viés de amostragem. Este dado precisa ser pontuado como uma limitação do estudo. Adicionalmente, recomendamos que outras possíveis limitações do estudo sejam apontadas, incluindo - mas não limitado a - a falta de estratificação por idade (vide comentário #8) e região de origem (vide comentário #7). 1. [CONCLUSÕES FINAIS] “*principalmente no que tange à vida silvestre*”. Recomendamos a exclusão deste excerto, pois o impacto na vida selvagem não foi estudado neste trabalho. 1. [CONCLUSÕES FINAIS] “*A maior adesão de participantes do sexo feminino nesta pesquisa pode ser associada a uma maior atividade das mulheres no que tange o processo saúde-doença e preocupação com temas relacionados*”. Recomendamos a remoção deste trecho. Este não foi um resultado avaliado objetivamente e, conforme discutido acima (comentários #9 e #19), a diferença na proporção de pessoas do sexo feminino encontrada no estudo pode ter se originado em um viés de amostragem. 1. [CONCLUSÕES FINAIS] “*auxiliar a gestão pública na divulgação das medidas propostas e reforçar a importância que as medidas de combate à COVID-19 possuem nos dias atuais*”. * Quais medidas específicas os autores acham que deveriam ser tomadas para incrementar o nível de conhecimento da população? * O protocolo ainda se encontra em vigor? As necessidades de divulgação sobre esse protocolo foram alteradas com o tempo, devido às mudanças das restrições relacionadas à COVID-19? * Sugerimos que os autores incluam as informações/dados acima a fim de valorizar as perspectivas propostas por este trabalho.
  • Claudia Gallota, Tatiana Garcia Viana, Fabiana Augusto, Regina Elena Genovese, Carlos Alberto Balda, Ieda Aparecida Carneiro
    Submitted 01/03/2022 - Posted 01/06/2022
    ASAPbio_SciELO_preprint_review September 20, 2022
    **Avaliação em grupo ASAPbio-SciELO Preprints** *Esta avaliação reflete contribuições de Bruna Guadalim, Kamyla de Arruda Pedrosa, Iratxe Puebla, Mariana Rezende. Síntese por Vanessa Bortoluzzi.* --- Neste estudo, os autores tiveram como objetivo comparar o perfil de pacientes críticos submetidos à hemodiálise atendidos antes e durante a pandemia de COVID-19. A partir dos registros em prontuário eletrônico, foram coletados dados de pacientes que usaram o serviço de hemodiálise de um hospital universitário da cidade de São Paulo entre abril e junho de 2019 e abril e junho de 2020. No total, os dados de 221 pacientes foram analisados, 50 deles atendidos em 2019 e 171 em 2020. Em 2020, observou-se um aumento de 3,42 vezes no número de pacientes críticos em hemodiálise e um aumento de 4,11 vezes no número de sessões em relação ao mesmo período no ano de 2019. Este trabalho é relevante no esclarecimento de impactos da pandemia de COVID-19 nos serviços de saúde e a pacientes críticos, particularmente aqueles relacionados à capacidade de atendimento desses serviços e curso da doença levando à demanda de terapia de substituição renal; no entanto, certos aspectos do artigo necessitam de revisão. A seguir, as sugestões e comentários dos revisores. INTRODUÇÃO No segundo parágrafo da Introdução, onde os autores mencionam que “*cerca de 32% dos pacientes com COVID-19 apresentaram lesão renal aguda*” seria interessante reformular a passagem mencionando os autores ou onde o estudo foi realizado; apesar de a referência constar no texto, é importante esclarecer a qual estudo o artigo se refere. O trecho em que é mencionado o manejo de pacientes com COVID-19 pode induzir alguns leitores à conclusão incorreta de que o curso da doença sempre culminará em substituição renal. Por favor, reformule essa passagem para maior clareza. Sugere-se a inclusão de mais estudos publicados na literatura nacional sobre a temática e uma breve reflexão acerca das contribuições deste estudo. Como os resultados podem informar os cuidados aos pacientes ou a resposta no sistema de saúde? Qual é a lacuna de conhecimento abordada? MÉTODOS Quando os autores mencionam o local do estudo, seria útil dar um pouco mais de informação sobre o serviço e hospital em questão; a qual população eles atendem, quão representativo (ou não) pode ser da população do Brasil? Em relação ao período de estudo, no resumo aparece de abril a junho, enquanto que em Métodos o período consta como de abril a julho. Por favor, verifique qual é o período correto e atualize a informação onde ela aparece no artigo. Além disso, qual a justificativa para a escolha desse período de tempo para a comparação? Por que esses meses, ao invés de dizer um período de 6 meses? O mesmo se aplica à comparação com 2019, é possível fornecer alguma razão para isso, ao invés de incluir vários anos (no caso de 2019 uma tendência particular que difere do habitual). RESULTADOS Sugere-se que informações já existentes na tabela não sejam repetidas no texto. O ideal seria que a tabela apresente as informações em termos de números e o texto que faz referência à ela apenas aponte questões principais, como por exemplo, que a maioria dos paciente eram homens em ambos os períodos avaliados, as principais comorbidades encontradas, entre outros aspectos relevantes. Ainda em relação à apresentação dos resultados nas tabelas, sugere-se colocar no cabeçalho, abaixo dos anos, a notação 'n (%)', para que fique mais claro que proporção o número de pacientes representa do total de participantes. DISCUSSÃO Seria relevante mencionar como limitação o período de tempo limitado estudado: esses 4 meses em 2019 podem não ser representativos de outros anos anteriores à pandemia, e também não está claro se, por exemplo, os níveis de mortalidade por COVID-19 seriam os mesmos após julho de 2020 (devido a diferentes variantes e vacinação da população). Além disso, seria importante acrescentar alguma discussão sobre como os achados deste hospital poderiam ser generalizados para outros hospitais do país e, caso não, por que não. Sugere-se adicionar as relações com todas as variáveis analisadas nesta pesquisa.
  • Gleison Costa Ramos, Paulo Vilela Cruz, Maria Rosângela Soares
    Submitted 11/05/2021 - Posted 11/08/2021
    mtga December 23, 2021
    Conclui-se, que todos modelos de organização docente em turmas do quinto ano do EF não possuem resultado positivo, estando todos abaixo do adequado
    Isso teria que ser rediscutido à luz de uma interpretação mais adequada da escala.
    mtga December 23, 2021
    o. Sendo um dos fatores que pode explicar o desempenho discente na Prova Brasil/SAEB abaixo da média considerada adequada de 275
    O problema do artigo é que todo o argumento foi construído com base em uma interpretação da escala de proficiência que não encontra respaldo na literatura em avaliação educacional.
    mtga December 23, 2021
    r a média básica de 200
    As escalas de LP e Mat são diferentes. A mesma média tem significado diferente em cada uma dessas áreas de conhecimento. Nas avaliações educacionais, as médias de Mat são sistematicamente mais altas (como se verifica nesses gráficos), sem que isso signifique que os alunos são mais "proficientes" em Mat. As descrições dos níveis na escala do Saeb têm valores diferentes. Basta consultar a documentação correspondente.
    mtga December 23, 2021
    ), média considerada adequada de acordo com o Ministério da Educação (BRASI
    A Referência citada (BRASIL, 2018) não apoia essa afirmação. Pode ser um erro de citação/referência. Todavia, há um equívoco nessa afirmação. O INEP/MEC não utiliza níveis normativos (abaixo do básico, básico, adequado) para interpretação normativa dessa escala. Os níveis de proficiência têm interpretação distinta dependendo da etapa de ensino e da área avaliada. A afirmação de que o nível 7 é adequado, para Matemática e Língua Portuguesa, não encontra respaldo na literatura sobre avaliação educacional e não é compatível com as as propriedades da escala do SAEB. Esta tem interpretação distinta, dependendo da área de conhecimento. As pesquisas em avaliação educacional têm utilizado a interpretação da escala do SAEB proposta por Soares (2009). os portais QEdu e o Portal IDeA adotaram esses níveis para apresentação dos resultados do SAEB/Prova Brasil. Segundo essas referências que são mais aceitas na comunidade de especialistas em avaliação educacional, a média considerada adequada em Língua Portuguesa é acima de 200 pontos e acima de 225 pontos para matemática. A linha de referência na Figura 1, no valor 275 corresponde ao nível adequado em Língua Portuguesa para o 9o ano (não o 5o ano). Na figura 2, o valor 275 para matemática corresponde ao nível avançado para o 5o ano ou nível básico para o 9o ano. Nos dois gráficos, a média nacional está bem próxima do nível adequado para o 5o ano (200 e 225, respectivamente para LP e Mat), mas longe do nível avançado. Mesmo assim, não faz sentido assumir o nível 7 (quase o último da escala), como adequado. Em 2018, a Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, que não é especializada em avaliação educacional, publicou um documento contendo erros conceituais sobre interpretação da escala, que foi despublicado posteriormente. Caso os autores tenham utilizado esse documento como referência (não está na lista), deveriam se informar sobre os problemas junto ao próprio INEP. Referência: SOARES, José Francisco. Índice de desenvolvimento da educação de São Paulo –Idesp. São Paulo: Perspectiva, v. 23, n. 1, 2009, p. 29-41. Disponível em http://produtos.seade.gov.br/produtos/spp/v23n01/v23n01_03.pdf.
  • Claudia Maria Pinho de Abreu Pecegueiro
    Submitted 06/23/2021 - Posted 07/16/2021
    lsccordeiro August 11, 2021
    e16
    Inserir a origem dos artigos selecionados, quais os periódicos estes trabalhos estão publicados.
  • William Victor Cupe Cabezas, Mary Natali Asto Yucra, Luis Antonio Remuzgo Barco, Elizabeth Yolanda Alcántara Ávila
    Submitted 05/19/2021 - Posted 05/20/2021
    ROSELAARANDA June 2, 2021
    muy bien!
  • Indira Gómez-Arteta, Fortunato Escobar-Mamani
    Submitted 03/13/2021 - Posted 03/15/2021
    Clpecegueiro May 25, 2021
    Trata-se de um estudo inédito sobre a Educação no período da pandemia no Peru, com metodologia adequada e reaplicável em outros países. Entretanto, sugerimos um aprofundamento na pesquisa sobre tecnologias de comunicação e informação do dito país, como forma de fornecer maiores subsídios e informações para análises e conclusão mais contundentes.
  • Gustavo Orozco Cazco, Marcos Cabezas González, Fernando Martínez Abad, Geovanny Alexander Abaunza
    Submitted 08/03/2020 - Posted 08/04/2020
    G10vanna1slas August 8, 2020
    Como conclusión, se manifiesta la necesidad de desarrollar estrategias para implementarprogramas de formación orientados al desarrollo de lascompetencias digitales del profesorado, considerandolas diferencias individualesales y necesidades capacitacion, con la finalidad deevitar la infrautilización de los recursos tecnológicos. CLAVE DE PALABRAS:Competencias digitales,educación superior, profesoruniversitario, TIC
    Esta segmento se puede utilizar como enfoque al taller que se impartio. Gracias por compartir tus conocimientos con nosotros.
    danianimbe August 6, 2020
    En otras palabras,la SC está trasformando los escenarios educativos tradicionales y a su vez promueve que se conformen, modifiquen y se consoliden los nuevos
    Y el taller es un ejemplo perfecto de esto.
    danianimbe August 6, 2020
    RELACIÓN ENTRE EL GÉNERO Y LAS COMPETENCIAS DIGITALESEn la tabla 6 se presentan los valores obtenidos mediante la prueba de homogeneidad de varianzas (Prueba de Levene), para comprobar la H0 (las varianzas son iguales).Estos valores indican que se acepta H0, por cuanto todos los p-valor son mayores a .05.Además,la tabla 6 muestra que todos los p-valor de la Prueba t son superiores a .05, a excepción del resultado obtenido en la dimensión Aspectos Técnicos (.00).Este dato indica que solo en esta competencia se encontraron diferencias individuales. Es decir, que el profesorado masculino tiene una mayor autopercepción en esta Competencia Digital, dato que coincide con los estudios de (Blayone et al. 2018)y (Cabero, Llorente, Puentes, Marín yCruz2011).En el resto de casos no se encontraron diferencias significativas, resultados que se corroboran con otros trabajos (Aguaded, Tirado yHernando 2011; Corredor 2014; Echeverri 2018; Pérez 2016; Revelo 2017).Tabla 6:Prueba de T-grupos independientes para determinar la relación el género del profesorado y las Competencias DigitalesFuente:Elaboración propia a partir de los datos obtenidos en la encuesta aplicadaRELACIÓN ENTRE LA EDAD Y LAS COMPETENCIAS DIGITALESLa tabla 7muestra los p-valores obtenidos mediante la prueba H de Kruskall-Wallis.Estos indican quesolo en tres dimensiones se encontraron diferencias significativasentre algunos grupos en referencia a la edad del profesorado. En este sentido, fue necesario realizar una prueba post-hoc para determinar entre qué grupos existía dicha diferencia. Esta prueba determinó que los docentes demenos de 50 años tienen mayor autopercepción que los docentes de más de 51 en algunas CD (Aspectos Técnicos, Aspectos Tecnológicos y Aspectos de Desarrollo Profesional), dato a considerar para la implementación de programas de formación para evitar la brecha digital.Tabl
    Este punto me parece muy interesante, tanto la comparación con género, como la edad del profesorado .
    Karen85 August 6, 2020
    Esto quedo más reflejado en estos tiempos de la pandemia, en el que los docentes no cuentan con las competencias digitales necesarias para afrontar estos escenarios de aprendizaje
    vilma82 August 6, 2020
    La educación en los últimos años ha experimentado cambiossustanciales en lo académico, administrativo y organizacional, debido a la irrupción de las Tecnologíasde la Información y Comunicaciones(TIC). Esta situación ha provocado pasar de una sociedad de la información a una sociedad del conocimiento,la cual exige algunas competencias claves para un mejor desempeño profesional.
    Este nuevo tipo de sociedad trae consigo nuevas exigencias por lo que se requiere que los docentes se encuentren en capacitación constate para estar a la vanguardias de este tipo de tecnología en la educación.
    IsaRojas August 6, 2020
    En las últimas dos décadas el impacto de las TICha transformadointensamente los procesos de aprendizaje y enseñanza en los diferentes campos dela educación formal
    El Taller "Hypothes.is una forma revolucionaria de hacer controles de lectura, la Dra. Rosario Rogel explico de manera muy dinámica, y aclaró las dudas lo que me permitió enriquecer lo visto durante el taller. Me pareció que esta herramienta será pieza clave para la retroalimentación en proceso de enseñanza aprendizaje.
    heberdiaz August 5, 2020
    Por otro lado, en este estudio se pudo evidenciar una marcada tendencia: a mayor edad, menor nivel de autopercepción de la Competencia Digital
    Es un problema para los profesores mayores en las instituciones educativas ante la contingencia mundial. Fue un gran esfuerzo para ellos, que a veces también las instituciones no lo valoran.
    heberdiaz August 5, 2020
    En la actualidad, las CD son necesarias en el profesorado universitario, con la finalidad de integrar las TIC adecuadamente en los procesos de enseñanza-aprendizaje, situación que exige una mejor formación profesional para evitar la infrautilización de recursostecnológicos
    De hecho, las competencias digitales las deben de proporcionar las propias instituciones para que el profesor tenga una actualización ante las nuevas exigencias de nuestro tiempo.
  • Roberto Silva, Isabella Meireles, Cássio Pessanha, Rejane Alves, Alexandre Silva, Renata Silva
    Submitted 08/04/2020 - Posted 08/04/2020
    CARRASCO August 6, 2020
    Consentimento
    Tarea del taller completada.
    eduarfq August 5, 2020
    O autor submissor declara que todos os autores responsáveis pela elaboração do manuscrito concordamcom este depósito
    Prueba 1.0
    mariana2679 August 5, 2020
    Quedas podem gerar prejuízos físicos e/ou psicológicos nos pacientes hospitalizados, além de aumento do tempo de permanência e custos da internação
    Gracias por el curso
  • Jennifer Rojas-Vega, Diayan Castro-Gomez, Valery Damacen-Oblitas, Jessica Rojas-Silva, Victor Moquillaza
    Submitted 07/29/2020 - Posted 08/03/2020
    Victor_Moquillaza62 August 8, 2020
    [He eliminado los subtítulos que había anteriormente, porque noté que sus publicaciones no tienen subtítulos]
    (Soy autor corresponsal): Nos disculpamos por este texto, fueron comentarios editoriales que, por descuido, se mantuvieron en el manuscrito.
    Victor_Moquillaza62 August 8, 2020
    Efectivamente, sería interesante y plantearía soluciones factibles a cada institución.
    Victor_Moquillaza62 August 8, 2020
    STATA <3
    Victor_Moquillaza62 August 8, 2020
    Si, igual es una gran solución, solo queda ajustarla a las limitaciones que tenga cada institución.
    Victor_Moquillaza62 August 8, 2020
    Estimada María Burgos, agradecemos el comentario y si, es una gran herramienta. Por otro lado, no llegamos a entender la pregunta, sin embargo el manuscrito puede ser utilizado para los elementos educativos que vea conveniente. PD: Soy el autor corresponsal del manuscrito.
    NancyPerezB August 7, 2020
    Por otro lado, se halló que solo cerca de la mitad de los estudiantes presentaban los elementos necesarios para poder incorporarse a una educación remota (ambiente, equipo e internet),lo cual refleja la desventaja que podría presentar un grupo de la población para adaptarse al cambio tecnológico
    Se puede tomar como un parámetro para analizar los retos y necesidades a partir de esta nueva normalidad nos enfrenta.
    Irvin_Santiago August 7, 2020
    Mediante la herramienta Google Formsse exportó los registros en formato Excel, donde se evaluó inicialmente la calidad de los datos (ausencia de inconsistencias). Luego de ello, este fue exportado al software STATA versión 14. Los datos descriptivos fueron reportados mediante frecuencias y porcentajes, generando adicionalmente intervalos de confianza al 95% en las variables principales. Las figuras fueron generadas mediante el programa Microsoft Word.
    Es interesante que en disciplinas médicas es muy común el uso de software de análisis cualitativo, en este caso, Stata para el procesamiento de información estadística.
    Euniceespinal August 6, 2020
    EL RETORNO A LA UNIVERSIDAD DURANTE LA PANDEMIA: PERSPECTIVAS DENTRO DE UNA ESCUELA DE OBSTETRICIA PÚBLICAIntroducción: La pandemia por coronavirus ha restringido diversas actividades, entre ellas las desarrolladas por las universidades, siendo necesario conocer las condiciones del estudiante para evaluar su reinserción. Objetivo:Determinar la perspectiva del estudiante de obstetricia respecto al retorno de las actividades universitarias teóricas y prácticas en un contexto de pandemia. Métodos:Estudio analítico transversal donde participaron 115 estudiantes de obstetricia, entre segundo y quinto año, de una universidad pública en Lima. Se evaluó la proporción de estudiantes queestán de acuerdo con el retorno a las actividades teóricas y prácticas, los recursos con los que cuentan y su situación familiar. Las asociaciones ajustadas fueron evaluadas mediante Regresión de Poisson. Resultados:Un 58,26% [IC95%: 48,93-67,03%] está de acuerdo con el retorno a las actividades teóricas virtuales y un 6,09% [IC95%: 2,89-12,34%] a las prácticas hospitalarias. Solo un 66,09% cuenta con internet, dispositivo móvil y un ambiente de estudio en su hogar. Quienes no estuvieron de acuerdo con el retorno a la práctica hospitalaria se caracterizaron por presentar un antecedente personal patológico (p<0.001) y convivir con 2 o más personas mayores de 65 años (p<0.001). Los principales antecedentes clínicos de los familiares mayores de 65 años fueron hipertensión arterial (36,89%), diabetes (19,04%) y obesidad (15,47%). Conclusiones:Es escasa la proporción de estudiantes a favor del retorno a los hospitales, motivados principalmente por presentar antecedentes patológicos personales previos y convivir con familiares mayores de 65 años. Cerca de la mitad de los participantes cuentan con recursos que permiten su aprendizaje remoto.
    Respecto a los estudios realizados en cuanto a la pandemia del coronavirus, se evaluó que el retorno a las actividades teóricas y prácticas universitarias de los estudiantes al retorno a los hospitales es escasa ya que presentan antecedentes personales y previos al convivir con familiares adultos mayores con ello se crea el aprendizaje remoto.
    agathatrist3 August 5, 2020
    El retorno a la universidad durante la pandemia: Perspectivasen una escuela pública de obstetricia
    Un texto que sin duda nos acerca bastante a la problemática que actualmente estamos viviendo y que afecta al ámbito educativo
    irma_torres August 5, 2020
    Hola, Dra. Rogel no me dejo hacer anotaciones en este documento. Muchas gracias.
    Maria_Burgos August 5, 2020
    EL RETORNO A LA UNIVERSIDAD DURANTE LA PANDEMIA: PERSPECTIVAS DENTRO DE UNA ESCUELA DE OBSTETRICIA PÚBLICA
    Excelente herramienta. No me dejaba hacer anotaciones en un pdf el cual se descarga en la computadora, pero le di acceso a otras extensiones, en acceso a URL del archivo y ya me dejo hacer los comentarios a los dpf descargados. Solo ingresar a mas herramientas y a extensiones para configurar. Esta también se puede utilizar para revisión de referencias bibliográficas? Ejercicio para Taller DGBSDI
    Yare92 August 5, 2020
    Sin duda alguna, el gran desafío de seguir la educación a distancia.
  • Marilisa Berti de Azevedo Barros, Margareth Guimarães Lima, Deborah Malta, Célia Landmann Szwarcwald, Renata Cruz Soares de Azevedo , Dalia Romero, Paulo Roberto Borges de Souza Júnior, Luis Otávio Azevedo, Ísis Eloah Machado, Giseli Nogueira Damacena, Crizian Saar Gomes, André de Oliveira Werneck, Danilo Rodrigues Pereira da Silva, Maria de Fátima de Pina, Renata Gracie
    Submitted 07/28/2020 - Posted 07/28/2020
    BAEZA August 6, 2020
    6Considerando
    Práctica del taller
    BAEZA August 6, 2020
    sueño
    Esta es una práctica del taller para aprender a utilizar Hypothes.is. Muchas gracias.
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