Raça, barreiras e permanência: para além do acesso ao ensino superior
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16882Palavras-chave:
racismo, institucional, universidadeResumo
Este artigo apresenta uma revisão narrativa de literatura que tem por objetivo identificar as ações de combate ao racismo desenvolvidas nas Universidades Públicas Brasileiras nos últimos dez anos. O processo de democratização do acesso ao ensino superior possibilitou a entrada de pessoas historicamente desprivilegiadas, especialmente a população negra. No entanto, a garantia de acesso viabilizada pelas políticas de ações afirmativas não assegura, de forma isolada, a permanência estudantil. A pesquisa aborda a importância das ações simbólicas como complemento às políticas materiais. Foram analisados 11 artigos selecionados para compor a discussão. Os resultados apresentam que, embora haja avanços nos Programas de Assistência Estudantil, ainda existem lacunas no enfretamento simbólico ao racismo. As ações simbólicas, por sua vez, são fundamentais para a construção de uma realidade social que promova a integração social por meio de símbolos os quais funcionam como instrumentos de comunicação e conhecimento. Para que as políticas antirracistas se efetivem, é necessário que as instituições articulem ações materiais e simbólicas, invistam na formação continuada de seus servidores e criem espaços permanentes de escuta e acolhimento aos estudantes.
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