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A vivência do teletrabalho para servidores de uma instituição pública

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16473

Palavras-chave:

teletrabalho, vivência, núcleos de colisão dramática, Psicologia

Resumo

O teletrabalho tem se consolidado como uma modalidade crescente em todo o mundo, cuja expansão tem produzido consequências psicossociais para os trabalhadores. Esta pesquisa teve como objetivo investigar a vivência do teletrabalho entre trabalhadores de uma instituição pública brasileira, à luz do conceito de racionalidade neoliberal. Trata-se de um estudo qualitativo, realizado por meio de entrevistas em profundidade com 14 servidores públicos, cujos relatos foram analisados pela técnica dos núcleos de colisões dramáticas. Os resultados evidenciam distintas soluções para os dilemas vivenciados pelos participantes, expressos nos conflitos entre: ser produtivo e usufruir da flexibilidade; conciliar o teletrabalho com os papéis familiares; e trabalhar de forma isolada ou manter a sociabilidade. Conclui-se que há adesão à racionalidade neoliberal, especialmente nos discursos relacionados à produtividade, ao autogerenciamento e à autovigilância, coexistindo com formas de resistência centradas, sobretudo, na valorização da família.

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Biografia do Autor

Rafaele de Araújo Pinheiro de Araújo Pinheiro, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Psicóloga, mestre e doutora em Psicologia pela UFRN. Atua como psicóloga organizacional no Serviço Escola de Psicologia da FACISA/UFRN e é membro do Grupo de Pesquisas e Estudos sobre o Trabalho (GEPET). Tem especial interesse nos processos psicossociais do trabalho relacionados às transformações do mundo do trabalho e Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs).

Fellipe Coelho-Lima, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Professor Adjunto do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Possui graduação (2010), mestrado (2013) e doutorado (2016) em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. É membro do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre o Trabalho (GEPET/UFRN) e do Grupo de Pesquisas Marxismo & Educação (GPM&E/UFRN). Tem experiência na área de Psicologia Social do Trabalho, atuando principalmente nos seguintes temas e abordagens: ideologia, sentido/significado e vivência do trabalho, precariado e trabalho por aplicativo; teoria social marxista/marxiana e Psicologia Histórico-Cultural.

Pedro Fernando Bendassolli, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Psicólogo (UNESP, 1995-1999, bolsista de IC da FAPESP). Doutor em Psicologia Social (USP, 2000-2006, bolsista FAPESP). Realizou estágios pós-doutorais na Université Paris IX (Centre de Recherche Management Organisation, 2008-2009, bolsista da Fondation Maison des Sciences de l'Homme/Paris), no Instituto de Psicologia da UNB (PSTO, 2009-2012, bolsista de Pós-doutorado Júnior/CNPQ), e no Centre for Cultural Psychology (Aalborg University, Dinamarca, 2016-2017, Bolsista Estágio Sênior/CAPES). Pesquisador PQ-CNPQ (nível 2: 2013-2019; nível 1D: 2020-atual). Professor da FGV-EAESP (2005-2010), ESPM-SP (2005-2010) e da UFRN (2010-atual). Chefe de Departamento (2014-2016; 2022-2024; 2024-2026). Atua na área da Psicologia do Trabalho e das Organizações, com experiência na investigação de constructos psicossociais relacionados ao trabalho, especificamente processos de significação, seus determinantes, dimensões e consequentes.

Postado

16/06/2026

Como Citar

A vivência do teletrabalho para servidores de uma instituição pública. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16473

Série

Ciências Humanas

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito