A vivência do teletrabalho para servidores de uma instituição pública
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16473Palavras-chave:
teletrabalho, vivência, núcleos de colisão dramática, PsicologiaResumo
O teletrabalho tem se consolidado como uma modalidade crescente em todo o mundo, cuja expansão tem produzido consequências psicossociais para os trabalhadores. Esta pesquisa teve como objetivo investigar a vivência do teletrabalho entre trabalhadores de uma instituição pública brasileira, à luz do conceito de racionalidade neoliberal. Trata-se de um estudo qualitativo, realizado por meio de entrevistas em profundidade com 14 servidores públicos, cujos relatos foram analisados pela técnica dos núcleos de colisões dramáticas. Os resultados evidenciam distintas soluções para os dilemas vivenciados pelos participantes, expressos nos conflitos entre: ser produtivo e usufruir da flexibilidade; conciliar o teletrabalho com os papéis familiares; e trabalhar de forma isolada ou manter a sociabilidade. Conclui-se que há adesão à racionalidade neoliberal, especialmente nos discursos relacionados à produtividade, ao autogerenciamento e à autovigilância, coexistindo com formas de resistência centradas, sobretudo, na valorização da família.
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Copyright (c) 2026 Rafaele de Araújo Pinheiro de Araújo Pinheiro, Fellipe Coelho-Lima, Pedro Fernando Bendassolli

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