Educação ambiental no Brasil: disputas político-pedagógicas e crise socioambiental
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16431Palavras-chave:
macrotendências da educação ambiental brasileira, justiça socioambiental, crise ambiental, movimentos sociaisResumo
Este trabalho investiga as disputas político-pedagógicas no campo da Educação Ambiental brasileira por meio da análise das macrotendências conservacionista, pragmática e crítica, conforme a tipologia de Layrargues e Lima (2014). Amparado na Teoria dos Campos de Bourdieu (2004) e em contribuições da sociologia do conhecimento, da ecologia política, da pedagogia freireana e da filosofia da libertação, o artigo parte da tese de que apenas uma educação crítica e emancipatória é capaz de enfrentar as determinações estruturais da crise socioambiental contemporânea. Trata-se de um estudo teórico que evidencia como as vertentes hegemônicas tendem a naturalizar a degradação ambiental e a despolitizar o debate, enquanto a abordagem crítica articula justiça ambiental, diálogo entre diferentes saberes e práticas vinculadas a movimentos sociais e a territórios vulnerabilizados. O artigo destaca experiências como a da Escola Nacional Florestan Fernandes e aponta desafios relacionados à formação docente, à extensão universitária e ao desenvolvimento de uma comunicação em rede contra-hegemônica (Layrargues; Puggian, 2018), concluindo pela necessidade de fortalecer uma educação ambiental situada, comprometida com a transformação social e a defesa da vida.
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