A memória da velhice como insurgência epistemológica e política no currículo crítico: contribuições da história oral para a formação docente decolonial
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16171Palavras-chave:
Currículo crítico, Formação docente, História oral, Memória, VelhiceResumo
Este artigo analisa as contribuições das memórias de pessoas idosas para a formação docente no campo do currículo crítico. O objetivo é compreender de que modo narrativas de vida de mulheres idosas institucionalizadas podem contribuir para problematizar racionalidades formativas tecnicistas e ampliar os referenciais epistemológicos da formação de professores. Trata-se de uma pesquisa teórico-empírica fundamentada nos estudos da memória social, na história oral e em perspectivas decoloniais do currículo. O estudo foi desenvolvido a partir do projeto “Baú da Memória”, realizado na Vila Vicentina de Lavras (MG), envolvendo rodas de conversa mediadas por objetos evocativos e entrevistas narrativas com nove idosas residentes da instituição. As narrativas foram analisadas à luz da história oral crítica e da sociologia das ausências e emergências, buscando identificar sentidos atribuídos à experiência, à memória e à educação. Os resultados indicam que a incorporação dessas narrativas na formação docente possibilita reconhecer saberes historicamente invisibilizados, favorecendo processos de justiça epistêmica e ampliando a compreensão do currículo como espaço de produção de sentidos e disputas simbólicas. Conclui-se que o diálogo intergeracional pode constituir um importante dispositivo formativo para práticas pedagógicas críticas e contextualizadas.
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