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A memória da velhice como insurgência epistemológica e política no currículo crítico: contribuições da história oral para a formação docente decolonial

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16171

Palavras-chave:

Currículo crítico, Formação docente, História oral, Memória, Velhice

Resumo

Este artigo analisa as contribuições das memórias de pessoas idosas para a formação docente no campo do currículo crítico. O objetivo é compreender de que modo narrativas de vida de mulheres idosas institucionalizadas podem contribuir para problematizar racionalidades formativas tecnicistas e ampliar os referenciais epistemológicos da formação de professores. Trata-se de uma pesquisa teórico-empírica fundamentada nos estudos da memória social, na história oral e em perspectivas decoloniais do currículo. O estudo foi desenvolvido a partir do projeto “Baú da Memória”, realizado na Vila Vicentina de Lavras (MG), envolvendo rodas de conversa mediadas por objetos evocativos e entrevistas narrativas com nove idosas residentes da instituição. As narrativas foram analisadas à luz da história oral crítica e da sociologia das ausências e emergências, buscando identificar sentidos atribuídos à experiência, à memória e à educação. Os resultados indicam que a incorporação dessas narrativas na formação docente possibilita reconhecer saberes historicamente invisibilizados, favorecendo processos de justiça epistêmica e ampliando a compreensão do currículo como espaço de produção de sentidos e disputas simbólicas. Conclui-se que o diálogo intergeracional pode constituir um importante dispositivo formativo para práticas pedagógicas críticas e contextualizadas.

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Biografia do Autor

Luiz Fernando de Oliveira, Federal Center for Technological Education of Minas Gerais

Professor do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), campus Nepomuceno, e Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Doutor em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (FaE-UFMG), Mestre em Educação pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), Graduado em Filosofia, também pela Universidade Federal de São del-Rei, nas modalidades Licenciatura e Bacharelado, e Graduado em Pedagogia, na modalidade Licenciatura, pela Faculdade Alfa América, com credenciamento di Diploma realizado para Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). Como pesquisador, dedica-se ao tema da Educação e Desigualdades Socioescolares (no campo teórico-empírico da Sociologia da Educação), aos estudos sobre Cinema e Educação (no campo da Sociologia e Filosofia da Arte), e aos Estudos da obra de Paulo Freire (no campo da História e Filosofia da Educação).

Larissa Alves de Azevedo, Universidade Federal de Lavras

Larissa Alves de Azevedo é mestranda no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Desenvolve pesquisa e ações de extensão na área da Educação, com ênfase em práticas educativas voltadas ao envelhecimento humano e à população idosa, articulando educação, saúde e inclusão social. Possui interesse em docência no ensino superior, pesquisa educacional e projetos de extensão, com atuação voltada às dimensões formativas, sociais e pedagógicas da Educação.

Postado

20/05/2026

Como Citar

A memória da velhice como insurgência epistemológica e política no currículo crítico: contribuições da história oral para a formação docente decolonial. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16171

Série

Educação em Revista

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa não podem ser disponibilizados publicamente

    • Por se tratar de uma pesquisa compreensiva realizada com seres humanos, os dados estão aos cuidados dos responsáveis pela pesquisa, e somente deles.