DA CORRUPÇÃO À TRANSPARÊNCIA: Como se dá a apropriação (ou não) em programas de governo?
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16132Palavras-chave:
Corrupção, Transparência, Programas de governo, SemiolinguísticaResumo
Este artigo investiga o uso dos termos “corrupção” e “transparência” em programas de governo de candidatos(as) a governador(a) do estado de Minas Gerais (2014-2022), a partir de uma abordagem da Teoria Semiolinguística de Charaudeau. O material de análise foi obtido junto ao acesso de dados ofertado pelo BrPoliCorpus. Após análise, observa-se que os mencionados termos operam mais como lemas retóricos e simbólicos do que como compromissos programáticos efetivos. “Transparência” aparece sobretudo em construções propositivas e qualificadoras, associada à valorização do ethos dos candidatos, enquanto “corrupção” surge majoritariamente em registros acusatórios ou dissertativos, visando a deslegitimar adversários. Conclui-se que os programas de governo cumprem função predominantemente discursiva e ideológica, reforçando identidades políticas e disputas simbólicas, em detrimento de propostas concretas.
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