Teses de professores indígenas. Análise interseccional sobre a autobiografia da desigualdade
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.11247Palavras-chave:
documentos de qualificação de professores, desigualdade de genero, interseccionalidade, ensino superior, formação de professoresResumo
Introdução. A desigualdade estrutural e histórica que afeta os professores indígenas no México, desde a criação do sistema educacional nacional, racionalidade escolar até imposição de uma língua nacional no desconhecimento das culturas nativas, ainda está presente em suas narrativas educativas. Métodos. Situada a partir de uma perspectiva sociocultural, esta pesquisa recupera a teoria feminista negra e latino-americana, para realizar uma análise interseccional sobre a desigualdade que atravessa os corpos e, portanto, a trajetória de vida de professoras e professoras devido à sua condição de raça/gênero/classe docente indígena. A análise do discurso utilizou como método analítico o conteúdo das narrativas autobiográficas encontradas em 6 dissertações, sendo três de homens e três de mulheres. Resultados. Fica demonstrada a desigualdade enfrentada pelos professores indígenas ao longo de sua trajetória escolar e profissional. Discussão. As linhas analíticas explicitam domínios desde o estrutural, disciplinar, hegemônico, interpessoal e intrapessoal. Sendo este último o que revela táticas para reverter a desigualdade das práticas cotidianas. Recomendações. Os resultados analisados nas teses revisadas fornecem conhecimentos urgentes para melhorar a formação de professores em um subsistema educacional indígena, precário e reprodutor de desigualdades.
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