SUICÍDIO, SOCIEDADE E JUVENTUDE: COMO ENTENDER A RELAÇÃO ENTRE TAIS PROCESSOS?
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.8168Palavras-chave:
Suicídio, Juventude, Subjetivação, Biopolítica, AbjeçãoResumo
Este artigo, resultado de uma dissertação de mestrado construída junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia (PPGED/UFU), diz respeito a relações que podem ser estabelecidas entre o suicídio e a sociedade. Em particular, busca-se problematizar, a partir dos enunciados de 7 entrevistados/as, todos/as jovens entre 18 e 29 anos que possuem expressões de vida cis-heterodissidentes, quais normas corroboram com a constituição do processo suicida. Para tal, por intermédio de provocações pós-estruturalistas, foi acessado narrativas, em que, foi possível cotejar relações entre os modos de subjetivação que produzem sujeitos que veem a si como “sujeira”, ou ainda, sequer possibilitam o reconhecimento destes na condição de sujeitos (abjetos) e os enredos suicidas desses/as jovens. O suicídio aparece também como uma possível transgressão às tecnologias biopolítica em que o corpo precisa, a todo custo, viver uma vida útil, ajustado ao que se espera dele. Conclui-se, apostando na complexificação do debate sobre o autoextermínio, em particular, na multiplicação de pesquisas, que trata-se de um fenômeno, forjado por matrizes culturais e que é produzido em vida, nos espaços de convivência como a escola, nas relações e suas interpendências, nas formas como as relações de poder se estabelecem.
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