O CONHECIMENTO HISTÓRICO NA EDUCAÇÃO BÁSICA: SEUS USOS NAS DIMENSÕES PRÁTICAS DA VIDA
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.5542Palavras-chave:
Práticas escolares de História, conhecimento histórico, educação escolar, jogos de cenasResumo
O presente trabalho é desdobramento de uma investigação de tese vinculada a um Programa de Pós-Graduação em Educação de uma universidade federal situada no norte do Brasil. O objetivo é descrever práticas escolares que mobilizam o conhecimento histórico e seus usos nas dimensões práticas da vida, lócus em que esses conhecimentos se efetivam em distintos jogos de linguagens, considerando práticas socioculturais que transgridam usos lineares do tempo e concepções mnemônico-mecanicistas que geram compreensões empíricas e verificacionistas no âmbito do ensino de História na educação básica. A atitude teórico-metodológica assumida na pesquisa tem suporte nos conceitos: jogos de linguagem e terapia filosófica, de Wittgenstein; desconstrução, de Derrida; e terapia desconstrucionista, de Antônio Miguel. As análises e discussões da temática ‘Dia da Consciência Negra: como é ser negro? Efeitos e afetos de ser negro no Brasil’ foram escritas em jogos de cena, com uso de citações e enxertias, bordejando as fronteiras entre o texto acadêmico e a arte teatral, ao modo da nossa proposta terapêutica não cartesiana. Os resultados apontam possibilidades de mobilização do conhecimento histórico com foco em problematizações do presente, ao analisar os usos do conhecimento histórico na vida prática, problematizando-se as similaridades/significações entre o passado e o hoje, em um movimento desconstrucionista de posições violentas, bélicas e silenciamentos - como as da colonialidade - ressignificadas na contemporaneidade. Portanto, os processos terapêuticos via linguagem descritos neste trabalho apontam para possíveis ‘formas de tratamento/terapia’ para o ensino de História na educação escolar.
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