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Danos à saúde decorrentes de desastres hidrometeorológicos e instrumentos municipais de gestão de risco climático: estudo ecológico em municípios brasileiros, 2017–2020

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18274

Palavras-chave:

mudança climática, vulnerabilidade social, sistema único de saúde, gestão de risco, desastres naturais

Resumo

Objetivo: Analisar a distribuição e os determinantes da adoção de instrumentos municipais de gestão de riscos hidrometeorológicos no Brasil, examinando sua associação com a ocorrência, recorrência e efeitos dos desastres, segundo porte populacional e vulnerabilidade social.  Métodos: Estudo ecológico transversal com os 5.565 municípios brasileiros. A exposição a desastres hidrometeorológicos (2017–2020) foi obtida do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD) e as informações sobre instrumentos de gestão climática foram obtidas da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC), de 2020. Utilizou-se regressão de Poisson com variância robusta para estimar razões de prevalência brutas e ajustadas por porte populacional e vulnerabilidade. Resultados: O mapeamento de áreas de risco foi o instrumento mais adotado (46,0%); planos de contingência (25,3%) e sistemas de alerta antecipado (23,4%) apresentaram cobertura intermediária, e programas habitacionais (16,7%) e mecanismos de fiscalização (18,5%) foram os menos frequentes. Municípios com registro de eventos hidrometeorológicos, especialmente com danos à saúde, apresentaram maior prevalência de instrumentos de gestão de riscos climáticos, com destaque para a associação entre sistemas de alerta (RP=6,53; IC95% 3,69–11,55) e eventos com registro de destruição de instalações de saúde. Municípios de maior porte populacional e menor vulnerabilidade social concentraram a maior proporção de instrumentos implementados. Conclusão: A experiência prévia com desastres associa-se à maior institucionalização de instrumentos de gestão de risco, mas desigualdades estruturais por porte e vulnerabilidade social persistem, evidenciando a necessidade de fortalecer as estratégias de mitigação de riscos climáticos.

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Enviado

02/10/2026

Postado

06/10/2026

Como Citar

Danos à saúde decorrentes de desastres hidrometeorológicos e instrumentos municipais de gestão de risco climático: estudo ecológico em municípios brasileiros, 2017–2020. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18274

Série

Ciências da Saúde

Dados de financiamento

Plaudit

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