A química e o “não químico”: ressonâncias em ciência e arte
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17960Palavras-chave:
Educação em Ciências, Alfabetização científica, Ciência e Arte, Augusto Boal, TeatroResumo
Compreender se uma pessoa é ou não alfabetizada cientificamente é tarefa complexa por diversos fatores, entre eles, o de que a alfabetização científica é um processo que se dá ao longo da vida. Nesta investigação são analisadas vivências em Química de Augusto Boal afim de fazer emergir reflexões acerca de processos de alfabetização científica. Boal é amplamente conhecido pela criação e sistematização do Teatro do Oprimo. O que pouco se comenta é sua formação em Química Industrial. O objetivo desta pesquisa é compreender significações de experiências com a Química nas vivências de Augusto Boal em seu trajeto formativo enquanto artista. O caminho metodológico escolhido é balizado pelos paradigmas da pesquisa biográfica e autobiográfica, que identifica a contribuição das narrativas biográficas e autobiográficas para a compreensão de processos de formação. A fonte de informações é a autobiografia intitulada “Hamlet e o filho do padeiro: memórias imaginadas”. A formação em Química funcionou como suporte para a formação em Teatro, influenciou na consolidação da identidade enquanto artista e instrumentalizou Boal com procedimentos, atitudes e valores mobilizados na sistematização do Teatro do Oprimido. Com isso, se conclui que Boal mostra indícios de ser de uma pessoa alfabetizada cientificamente.
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