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“Olhar pra gente demanda tempo”: escuta juvenil na educação profissional e tecnológica

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  • Tatiane de Oliveira Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso image/svg+xml https://orcid.org/0000-0002-4338-8960
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  • Alexandra Lima da Silva Universidade do Estado do Rio de Janeiro image/svg+xml https://orcid.org/0000-0002-0310-7896
    • Formal Analysis
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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17084

Palavras-chave:

Permanência escolar, Masculinidades negras, História oral

Resumo

Este artigo tem por objetivo escutar narrativas de vida e de permanência escolar de um jovem estudante preto (autodeclaração) da camada popular da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), do curso Técnico em Secretariado Integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), em diálogo analítico com pesquisa anterior realizada com uma estudante da mesma instituição. A metodologia utilizada é a História Oral Testemunhal, por meio de entrevista. A análise fundamenta-se na perspectiva interseccional de gênero, raça e classe, ancorada na matriz do “nó frouxo” de Saffioti (2015), com ênfase nas masculinidades negras. Os resultados indicam que, enquanto a trajetória feminina é atravessada pela violência patriarcal e pela sobrecarga do trabalho doméstico, a masculina evidencia violências simbólicas, racialização e sentimentos de não pertencimento em espaços educacionais marcados por distinções sociais. Conclui-se que a permanência na EPT se configura como processo interseccional, no qual o atrevimento emerge, a partir da escuta das narrativas juvenis, como prática de resistência às hierarquias de gênero, raça e classe que regulam corpos e pertencimentos.

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Biografia do Autor

Tatiane de Oliveira, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso

Doutora em Estudos de Linguagem, na área de Estudos Literários, na linha de pesquisa Literatura, Sociedade e Identidades, pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Estágio pós-doutoral em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Mestra em Educação, com foco nas Relações Raciais Brasileiras, pela UFMT. Especialista em Administração Geral e Gestão da Qualidade. Graduada em Secretariado Executivo Bilíngue (Inglês/Espanhol) e licenciada em Letras (Português/Inglês). Docente efetiva na área de Secretariado Executivo e Gestão no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), no ensino superior e no ensino médio integrado à Educação Profissional e Tecnológica (EPT), no Campus Cuiabá Octayde Jorge da Silva. Professora credenciada no Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT). Desenvolvo pesquisas nas áreas de educação, EPT, relações raciais brasileiras, memórias, história oral e identidades negras e brancas, além de estudos em secretariado e gestão. Autora dos livros ''Entre bolhas raciais, podas e sonhos: relações entre identidades negras e brancas na UFMT'' e ''Mulheres atrevidas'' (no prelo), ambos pela Editora da UFMT. Além da produção acadêmica, dedico-me à escrita literária. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8482144638090999   Orcid:  https://orcid.org/0000-0002-4338-8960

Alexandra Lima da Silva, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Professora Titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Líder do grupo de pesquisa
Eleko: Direitos Humanos, Educação e Interseccionalidades. Coordenadora da linha de
pesquisa Gênero, raça e interseccionalidades (ProPed/UERJ). Doutora em Educação
(ProPed/UERJ/2012), Mestra em História Social (Universidade Federal Fluminense/2008).
Possui Bacharelado e Licenciatura em História (UFF/ 2006). Realizou estágio de pesquisa de
doutorado sanduíche na Universidad de Alcalá, no Programa Pós-Graduação em Historia,
Cultura y Pensamiento (Espanha, 2011),com bolsa CAPES. Atuou como professora adjunta
no Departamento de História da Universidade Federal de Mato Grosso (2013-2015),
professora permanente no PPGHIS/UFMT(2014-2016) e professora permanente no
ProfHist/UFMT (2015-2018). Foi professora visitante na University of Illinois Urbana-
Champaign (Estados Unidos), com bolsa CAPES. Realizou pós-doutorado no Programa de
Pós-Graduação em Educação na Universidade Federal Fluminense com bolsa do CNPq
(2021-22). Realizou estágio de pesquisa na Tuskegee University. Atualmente é Professora
Permanente no Programa de Pós-Graduação em Educação (ProPed/UERJ) e desde 2023 sou
Professora Permanente credenciada no Programa de Pós-Graduação em Ensino de História da
UERJ. Bolsista de Produtividade do CNPq e Cientista do Nosso Estado da FAPERJ.

Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3035434886894830

Orcid: https://orcid.org/0000-0002-0310-7896

Enviado

23/07/2026

Postado

27/07/2026

Como Citar

“Olhar pra gente demanda tempo”: escuta juvenil na educação profissional e tecnológica. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17084

Série

Ciências Humanas

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito

  • Os dados de pesquisa estão disponíveis sob demanda, condição justificada no manuscrito