“Olhar pra gente demanda tempo”: escuta juvenil na educação profissional e tecnológica
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17084Palavras-chave:
Permanência escolar, Masculinidades negras, História oralResumo
Este artigo tem por objetivo escutar narrativas de vida e de permanência escolar de um jovem estudante preto (autodeclaração) da camada popular da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), do curso Técnico em Secretariado Integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), em diálogo analítico com pesquisa anterior realizada com uma estudante da mesma instituição. A metodologia utilizada é a História Oral Testemunhal, por meio de entrevista. A análise fundamenta-se na perspectiva interseccional de gênero, raça e classe, ancorada na matriz do “nó frouxo” de Saffioti (2015), com ênfase nas masculinidades negras. Os resultados indicam que, enquanto a trajetória feminina é atravessada pela violência patriarcal e pela sobrecarga do trabalho doméstico, a masculina evidencia violências simbólicas, racialização e sentimentos de não pertencimento em espaços educacionais marcados por distinções sociais. Conclui-se que a permanência na EPT se configura como processo interseccional, no qual o atrevimento emerge, a partir da escuta das narrativas juvenis, como prática de resistência às hierarquias de gênero, raça e classe que regulam corpos e pertencimentos.
Downloads
Enviado
Postado
Como Citar
Série
Copyright (c) 2026 Tatiane de Oliveira, Alexandra Lima da Silva

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Plaudit
Declaração de dados
-
Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito
-
Os dados de pesquisa estão disponíveis sob demanda, condição justificada no manuscrito


