Pensar o currículo com a diferença: do Brejo da Onça ao Olho d`Água
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17027Palavras-chave:
filosofia da diferença, diversidade, currículo, devirResumo
Este ensaio investiga a emergência e a consolidação do pensamento da diferença em educação (PDE) nas pesquisas educacionais brasileiras no início do século XXI. Com a filosofia da diferença, a qual parte de estudos pós-críticos junto às teorias do currículo, o texto organiza-se em três camadas analíticas: uma retomada genealógica das fontes do PDE, uma análise das tensões conceituais entre diferença e diversidade, e a discussão de procedimentos de escrileitura que utilizam trechos da carta de Caminha para seccionar temáticas e a figura da onça, se valendo destes e de outros intercessores poéticos. O trabalho destaca a influência de autores como Tomaz Tadeu da Silva e Sandra Corazza na construção de um currículo que desafia a lógica identitária e o antropomorfismo estético, possibilitando pensar enquanto fluxo e força animal. Tendo como precursores Gilles Deleuze e Jacques Derrida, conclui-se que o PDE opera como uma disposição de esquiva das coerções aberta a encontros e fluxos fora de diretrizes sedimentadas.
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