Repensando TDAH e TEA: Da Patologia às Trajetórias Humanas
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.14593Palavras-chave:
Neurodiversidade, Dignidade Humana, TDAH, TEA, Linguagem Ética, Antropologia do CuidadoResumo
Este artigo propõe uma releitura humanística dos termos clínicos Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno do Espectro Autista (TEA), historicamente moldados por uma linguagem de déficit. Com base na neurociência contemporânea e no paradigma da neurodiversidade, o texto argumenta que diferenças atencionais, sensoriais e perceptivas são expressões naturais da cognição humana, e não desvios patológicos. O artigo apresenta a reformulação simbólica de TDAH como “Trajetórias Humanas Diversas de Atenção” e de TEA como “Autêntico Espectro da Diversidade”, destacando a importância ética da linguagem na construção da dignidade, identidade e pertencimento social. Defende-se que nomear é cuidar, influenciando o acesso ao apoio, a aceitação familiar e a autoestima. Essa perspectiva humanística contribui para uma compreensão antropológica mais ampla da diversidade cognitiva.
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