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DA PÁTRIA À FRATRIA: PERSPECTIVAS PARA PENSAR A CONSTITUIÇÃO SUBJETIVA E O LAÇO SOCIAL

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  • Vânia Lisa Fischer Cossetin Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul image/svg+xml https://orcid.org/0000-0001-8722-9235
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  • Patrícia Feiten Pinto Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul image/svg+xml https://orcid.org/0000-0002-0998-6721
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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.14107

Palavras-chave:

psicanálise, educação, autoridade, autonomia, heteronomia

Resumo

O presente artigo se configura como um estudo teórico e problematiza, com base na obra freudiana e intérpretes, as noções de função paterna e função fraterna na constituição da subjetividade e na configuração do laço social, articulando-os aos conceitos filosóficos de heteronomia e autonomia, os quais têm historicamente balizado a educação, particularmente desde Kant. Ambas perspectivas teóricas partilham de um mesmo fundamento, a saber: é a partir do enlace com o semelhante já humanizado que o indivíduo da espécie encontra as chances de sua humanização e singularização, bem como a possibilidade de ressignificar coletivamente o mundo herdado. Um feito que se dá primeiramente pela introdução do recém-chegado no mundo da cultura por meio de um interdito simbólico (função paterna/heteronomia) e pelo enlace intersubjetivo em favor da convivência num mundo partilhado (função fraterna/autonomia). Conclui-se que   o sentido para a educação das funções paterna e fraterna, de específico domínio psicanalítico, alude para a ideia fundamental de que educar implica assumi-las desde o seu efeito estruturante, mas, sobretudo sustentá-la. No que atine à função paterna, implica admitir a necessária relação heterônoma e assimétrica entre velhos e novos, adultos e crianças, pais e filhos, exigente que é do assujeitamento do sujeito ao mundo simbólico da cultura, não como seu destino, mas como sua condição. No que atine à função fraterna, educar significa criar as condições para que cada recém-chegado consiga estabelecer laços com os seus semelhantes e, juntos, possam receber e articular o legado transmitido, constituindo mundo.

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Biografia do Autor

Vânia Lisa Fischer Cossetin, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul

Mestra e Doutora em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC). Professora na Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUI). Rua do Comércio, 3000, Bairro Universitário, CEP 98700-000, Ijuí, RS, Brasil. E-mail: vania.cossetin@unijui.edu.br

Patrícia Feiten Pinto, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul

Mestra e Doutora em Educação nas Ciências e Pós-doutoranda em Educação nas Ciências pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. Rua do Comércio, 3000, Bairro Universitário, CEP 98700-000, Ijuí, RS, Brasil (UNIJUÍ). E-mail: patricia.feiten@sou.unijui.edu.br

Enviado

14/11/2025

Postado

09/10/2026 — Atualizado em 16/09/2026

Versões

Como Citar

DA PÁTRIA À FRATRIA: PERSPECTIVAS PARA PENSAR A CONSTITUIÇÃO SUBJETIVA E O LAÇO SOCIAL. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.14107 (Original work published 2025)

Série

Ciências Humanas

Plaudit

Justificativa da versão

Revisões substanciais no manuscrito antes de sua continuidade na divulgação científica.

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito