GÊNERO E SEXUALIDADE - DISSIDÊNCIAS NO ENSINO SUPERIOR: NA TRILHA DO ESTADO DO CONHECIMENTO
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12104Palavras-chave:
Gênero e sexualidade, Dissidências sexuais e de gênero, Educação Superior, Engenharias, Estado do conhecimentoResumo
O artigo apresenta resultados de estudo cujo objetivo foi identificar e analisar as teses e dissertações desenvolvidas sobre gênero e sexualidade na educação superior no Brasil, em especial nos cursos de Engenharia, a partir de 1988. Adotando a metodologia do Estado do Conhecimento, quarenta estudos formaram o corpus de análise, resultando em seis categorias: dissidências - acesso e permanência; gênero e sexualidade no currículo; discursos e representações sociais; cisheteronormatividade; LGBTFobias; inventários de produções acadêmicas. Evidenciou-se o caráter paradoxal da universidade, que representa tanto um espaço para o autoconhecimento, afirmação, liberdade e desenvolvimento, quanto oprime, segrega e violenta. A inserção e permanência da categoria gênero e sexualidade no currículo ainda depende do interesse de atores envolvidos no processo. Nos discursos e representações sociais emergem o preconceito sofrido, em especial pelos gêneros não binários, transexuais e travestis. Os trabalhos da categoria cisheteronormatividade destacam a naturalização da heteronormatividade, demandando de estudantes performances consideradas legítimas. A violência perpassa as existências LGBTQIA+ dentro e fora de sala de aula e a heteronormatividade resulta em preconceito, violência, adoecimento, invisibilidade e segregação. As pesquisas sobre pessoas trans representaram a maioria das produções acadêmicas, notando-se ausências de pesquisas sobre lésbicas, pessoas intersexo, bissexuais e pansexuais. Não foram encontrados estudos específicos sobre gênero e sexualidade, em especial sobre dissidências nos cursos de Engenharia, o que suscita questionamentos sobre os motivos de tal silêncio e possibilidades de estudos futuros.
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