DOI do preprint publicado https://doi.org/10.25189/2675-4916.2025.v6.n1.id806
Uma análise sociofilológica da formação e evolução do termo Língua Geral, com ênfase na Amazônia
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.11130Palavras-chave:
língua Geral, Nheengatu, Tupi antigo, sociofilologia, crioulização, Aryon Rodrigues, Roger WrightResumo
Este capítulo reavalia o papel de mudanças estruturais no desenvolvimento do conceito de Língua Geral, tal como propõe Rodrigues (1986, 1996, 2010, ver também EDELWEISS, 1947, 1969; DIETRICH, 2014). No modelo de Rodrigues, duas línguas gerais, Língua Geral Paulista e Língua Geral Amazônica, surgiram das línguas Tupi e Tupinambá faladas por mamelucos (mestiços luso-ameríndios) bi- ou multilingues durante os séculos XVI e XVII.
No entanto, ao aplicar uma análise sociofilológica (WRIGHT, 1982, 1991, 1993, 1994, 2002) a uma ampla amostra de fontes coloniais luso-brasileiras, revela-se que os contemporâneos não atribuíam uma variedade característica da Língua Geral aos mamelucos e eles não classificavam a língua Geral de forma diatópica. Além disso, na Amazônia oitocentista, foram os povos tapuia linguisticamente não tupi-guaranis e não os mamelucos que foram identificados explicitamente como os agentes de mudança linguística (DANIEL, 2004 [1757-1776]). Contudo, isso não resultou no surgimento de um novo nome. Portanto, a hipótese de Rodrigues a respeito do papel central dos mamelucos na criação de mudaças estruturais que causariam a troca de nome de Língua Brasílica no século XVII por Língua Geral, no século XVIII, não se sustenta.
Por isso, desenvolvemos um trajetório revisado pelo termo 'Língua geral' em que propomos que a observação de mudanças em função foi mais relevante para a troca de 'Língua Brasílica' nas publicações seiscentistas dos jesuítas por 'Língua Geral' nos textos publicados no século XVIII. Nossa pesquisa realce a necessidade de reavaliar a natureza da Língua Geral e, especialmente o Ausbau de periodizações e variedades anacrônicas a partir da percepção posterior de Abstand estrutural (KLOSS, 1967, 1976, 1978), que não correspondem ao uso contemporâneo.
Downloads
Postado
Como Citar
Série
Copyright (c) 2025 Thomas Finbow

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Plaudit
Declaração de dados
-
Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito


