Contribuições empírico-teóricas para a fundamentação do gameativismo
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9917Palavras-chave:
Gameativismo, Videogames, Midialivrismo, Indústria, FundamentaçãoResumo
O presente trabalho tem como objetivo levantar os princípios norteadores do gameativismo para contribuir para possíveis definições do movimento, permitindo a identificação de fenômenos semelhantes e a distinção de outros ativismos. A territorialidade da pesquisa se constrói pelo confronto entre as categorias de games e as articulação destas com o ativismo e as ruas. Partindo do conceito base de gameativismo como o uso de jogos eletrônicos na articulação destas linguagens com objetivos sociais e políticos, o artigo atravessará os movimentos em suas diferentes frentes de ação, como o uso educativo, na promoção de causa sociais e para a crítica à indústria de jogos. Como parte de uma pesquisa em andamento, parte-se mais de hipóteses que de conclusões: a natureza do videogame, quando considerada sua genealogia - nesse contexto, das batalhas comerciais até a manutenção do ideal estético da performance gráfica - é competitiva e mercadológica e um videogame desconstruído exige mais que políticas de inclusão. A desconstrução do videogame demanda e participa da desestruturação das comunidades, das trocas comerciais, do trabalho e de conceitos estéticos; o passado militar e o caráter financeiro do videogame-produto definem uma categoria de jogo, mas não limitam sua potência criativa. Atravessando o debate da gamificação ou jogos educativos, a questão do console, das plataformas e do hacking no princípio colonizador do game ou da narrativa como poder, o gameativismo se desenvolve em um contexto complexo, que demanda avaliação criteriosa a fim de questionar os limites e as possibilidades dessa linguagem emergente de ativismo.
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