Muito além da abordagem sociológica ao estudo do Bolsonarismo
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.8883Palavras-chave:
Bolsonarismo, Brasil, Redes Sociais, Metodologia qualitativa, Movimentos sociaisResumo
A partir de uma revisão sistemática da literatura sobre o bolsonarismo no Brasil, o artigo foca nos trabalhos de abordagem sociológica que concebem o objeto como produto de uma nova subjetividade conservador, como uma coleção de identidades sociais ou como um movimento social. A partir de uma pesquisa qualitativa nacional conduzida pelos autores e destinada a explorar as percepções e comportamentos relacionados de bolsonaristas renitentes e arrependidos, o artigo revela vários aspectos relevantes que condicionam a preferência por Bolsonaro, como as posições de seus eleitores em relação a temas como corrupção, segurança pública, família, gênero e valores tradicionais. A pesquisa nacional também explora as preferências políticas dos participantes assim como seus hábitos de consumo de informação. O artigo argumenta, contudo, que é necessário ir além da constatação das adesões substantivas dos bolsonaristas a posições e valores, e olhar para a maneira como eles obtém informação. A hipótese principal é que o nexo maior do bolsonarismo é sua esfera comunicacional, que permite a seus aderentes fácil acesso a versões alternativas de fatos e narrativas. O artigo conclui refletindo sobre as limitações das teses sociológicas para o entendimento do bolsonarismo e apontando para deficiências metodológicas dos trabalhos qualitativos desse campo.
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