"O algoritmo é o chicote que se aprimorou": (re)desenhando o capitalismo racial na era do trabalho por plataformas digitais
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6952Palavras-chave:
plataformas digitais, entregadores por aplicativos, capitalismo racial, desigualdade racial, racismoResumo
Este artigo tem como objetivo analisar as vivências e percepções do racismo entre trabalhadores de delivery por aplicativos no Distrito Federal durante a Covid-19. Buscamos compreender como ocorre as práticas de racialização que se estabelecem no trabalho digital a partir da análise de dados estatísticos e de entrevistas semiestruturadas com entregadores por aplicativos. A literatura vem dando atenção aos efeitos do processo de plataformização no mundo do trabalho, demonstrando o perfil homogêneo dos entregadores por apps, sendo constituído por homens negros que trabalham por jornadas maiores e recebem uma remuneração menor comparada aos brancos. Mas pouco se leva em conta a centralidade da raça para compreender as relações de poder e resistência em torno do sistema de controle das plataformas de delivery, eivado pelo racismo dos clientes. Neste sentido, o artigo mostra que a estrutura do racismo é incorporada nos mecanismos algorítmicos das empresas monopolistas de big tech para explorar e oprimir as pessoas negras que tiveram uma inserção precária neste trabalho.
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Copyright (c) 2023 João Pedro Inácio Peleja

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- As transcrições das entrevistas pertencem ao Grupo de Pesquisa Mundo do Trabalho e Teoria Social da UnB. CAAE: 32900720.1.00005540


