NOSSA TERRA, NOSSO REINO: ASPECTOS DECOLONIAIS NO EXISTIR AMAZÔNICO AMAPAENSE
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6894Palavras-chave:
Colonialidade, Colonialismo, AmazôniaResumo
Se o colonialismo produziu a ideia de Brasil, a colonialidade introjetou em nossos imaginários a concepção de nossa Amazônia por reducionismos como: "floresta", "lugar atrasado", "terra de índio"... Este artigo busca revelar as nuances de um existir amazônico amapaense, onde sua biologia e natureza tropical sejam partes integrantes de sua constituição social e culturalmente diversa, e não elemento reducionista de sua formação nacional. Como objetivo, tento explanar as facetas reais de uma sociedade amazônica do agora, onde a realidade de existir vislumbra a partir do Amapá a desconstrução da ideia colonial reducionista de multiplicidades amazônicas a unidade imagética de “incivilidade”. Justifico a proposta pela emergência em se pensar a Amazônia: por territórios plurais; nas suas diferenças; na humanização dos seus sujeitos. Por possuir natureza qualitativa, utilizo metodologia bibliográfica no estudo, sendo a decolonialidade o elo que concatena epistemologia e referencial teórico decoloniais. Por pergunta de pesquisa – como os modos de viver e existências amazônicas cotidianas amapaenses alinham-se as produções intelectuais de autores que buscam combater os males do colonialismo através de estudos decoloniais? – proponho argumentação científica que alcança como resultado que as nuances da colonialidade trata-se de operação que subalterniza todos aqueles (pessoas e territórios) que não correspondam às expectativas “brancas” eurocentradas, incorrendo em estratificação de violências raciais e inferioridades dicotômicas nos mais diversos níveis, sendo o Amapá e sua população exemplo de território nacional diretamente atingido pela perversidade da ótica colonial.
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