Expressividade emocional e estereótipos de gênero na educação familiar: Perspectivas dos responsáveis
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.5949Palavras-chave:
estereótipos de gênero, educação familiar, habilidades sociais, expressividade emocionalResumo
Este estudo tem como tema as implicações dos estereótipos de gênero na educação familiar para o desenvolvimento da expressividade emocional em crianças do sexo masculino. Foram feitas oito entrevistas semiestruturadas com responsáveis familiares de meninos de cinco a dez anos de idade e as análises foram realizadas por meio da proposta teórico-metodológica da produção de sentidos de Mary Jane Paris Spink (2013). Concluiu-se que os responsáveis compreendem a importância da expressividade emocional, mas apresentam dificuldades em notar e desconstruir a influência dos estereótipos no cotidiano com as crianças. Esses responsáveis naturalizam e reproduzem, ao longo do desenvolvimento infantil, discursos relacionados a questões de gênero construídas socialmente. Ressalta-se que esses garotos estão inseridos em outros contextos relacionais e educativos, além da família nuclear. Torna-se importante que a reflexão sobre os processos educativos ocorra em todos os contextos para que as crianças compreendam e expressem seus sentimentos, rompendo com estereótipos de gênero reproduzidos socialmente.
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