Conhecer antes de incorporar: um retrato dos programas para alergia ao leite implementados no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.4710Palavras-chave:
Sistema Único de Saúde, Avaliação de Programas e Projetos de Saúde, Continuidade da Assistência ao Paciente, Hipersensibilidade a Leite, Gestor de SaúdeResumo
Objetiva-se neste artigo caracterizar a assistência ofertada às crianças com alergia ao leite em programas públicos e os desafios enfrentados na sua implantação, no contexto da pré-incorporação no Sistema Único de Saúde de três fórmulas infantis para alergia ao leite. Estudo exploratório, de recorte transversal e abordagem quanti-qualitativa. Foram avaliados 21 programas e/ou serviços (15 municipais e 6 estaduais) de todas as regiões brasileiras. O principal indutor da criação destes programas foi a judicialização (80,9%) e o fornecimento destas fórmulas especiais era realizado às crianças com até 2 anos de idade. Dentre as principais dificuldades para criação e execução destes programas, a falta de recursos humanos e financeiros foram as razões mais presentes, representando 71,4% e 61,9%, respectivamente. A estratégia mais adotada para redução dos custos foi a adequação das normas e protocolos dos programas (61,9%). Não houve diferença significativa entre os programas estaduais e municipais. Conhecer as experiências de realidades distintas no território nacional é imprescindível para discussões envolvendo políticas públicas mais equitativas voltadas a esta população.
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- 15/11/2022 (2)
- 06/09/2022 (1)
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