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Modelo Paraná: militarização, plataformização e hipóteses sobre um projeto neofascista para a educação

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17798

Palavras-chave:

militarização, plataformização, neofascismo, bolsonarismo, educação básica

Resumo

O presente trabalho analisa o modelo paranaense de educação básica implementado entre 2019 e 2026, nos dois mandatos do governador Ratinho Jr., caracterizado pela articulação entre a contratação de plataformas educacionais e a militarização de escolas públicas estaduais. Longe de constituírem agendas contraditórias, militarização e reformas neoliberais operam como dimensões complementares de um mesmo projeto de reorganização da escola pública. Nossas fontes são a legislação e os documentos normativos relativos à reorganização da rede estadual, além de literatura acadêmica recente sobre as transformações na educação brasileira e no Paraná. Com base nas contribuições teóricas do marxismo estrutural, em especial na distinção entre instituição, aparelho e estrutura do sistema escolar proposta por Décio Saes, pensamos os efeitos dessas mudanças institucionais no contexto das disputas de classe no Brasil. Argumentamos que o Modelo Paraná materializa um projeto de educação neofascista, ao combinar o avanço de medidas neoliberais com a valorização da hierarquia e da disciplina militares, favorecendo a canalização de recursos públicos para a burguesia de serviços educacionais/tecnológicos e para a burocracia militar. Esse modelo se legitima pela priorização de índices como o Ideb em detrimento do processo de ensino e aprendizagem, e alinha-se aos interesses da classe média, classe que compõe o movimento neofascista brasileiro, ao reforçar a individualização e a meritocracia escolar que garantem seu espaço de reprodução social enquanto classe intermediária.

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Biografia do Autor

Cristina Cavalcante, Universidade Estadual de Londrina

Pós-doutoranda, professora colaboradora do PPGSOC-UEL e pesquisadora do GEPAL. Coordena pesquisa sobre a militarização de escolas públicas no Paraná, financiada pelo Programa Conhecimento Brasil – CNPq.

 

Rafael Schmitz, Universidade Estadual de Londrina

Mestrando no PPGSOC-UEL. Pesquisador do GEPAL - Grupo de Estudos de Política da América Latina (GEPAL). Bolsista pela Fundação Araucária.

Enviado

01/09/2026

Postado

02/09/2026

Como Citar

Modelo Paraná: militarização, plataformização e hipóteses sobre um projeto neofascista para a educação. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17798

Série

50º Encontro Anual da ANPOCS

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito