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Onde estarei em dez anos?: temporalidades afro-diaspóricas e futuros imaginados entre estudantes africanos da UNILAB

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  • Jhon Alfredo Pazmiño Huapaya Universidad de La Laguna image/svg+xml https://orcid.org/0009-0006-1300-7596
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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17788

Palavras-chave:

temporalidades africanas, diáspora, mobilidade estudiantil sul-sul, unilab, futuros imaginados

Resumo

“Onde estarei em dez anos)” foi a pergunta que encerrou 25 entrevistas em profundidade realizadas, entre outubro e novembro de 2024, com estudantes africanos da Universidade da Integração Internacional da Lusofonía Afro-Brasileira (UNILAB), em Redenção, Ceará (Brasil). O artigo analisa como esses estudantes, procedentes de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau. Moçambique e São Tomé e Príncipe, elaboram futuros imaginados a partir da mobilidade estudantil Sul-Sul. Sustenta-se que o futuro não se apresenta como trajetória linear nem como decisão individual plenamente controlável, mas como campo de disputa entre o retorno, a permanência, a circulação transnacional, a formação acadêmica, os vínculos familiares e as condições políticas dos países de origem. Metodologicamente, articula observação participante e entrevistas em profundidade, cuja transcrição inicial, apoiada em inteligência artificial, foi revisada e contextualizada manualmente. A codificação temática identificou seis categorias analíticas não excludentes: retorno condicionado, permanência pragmática no Brasil, circulação transnacional, futuro acadêmico-profissional, futuro familiar e futuro aberto ou incerto. Os resultados mostram que o retorno raramente é imaginado como regresso imediato, associando-se à titulação, ao reconhecimento e à contribuição social; que a circulação internacional não implica necessariamente ruptura com o país de origem; e que a formação universitária amplia capacidades de aspiração sem garantir emprego, estabilidade ou reconhecimento. A UNILAB, instalada no município historicamente associado à abolição da escravidão, constitui espaço ambivalente que amplia possibilidades de futuro afro-diaspórico, sem assegurar sua realização. O artigo contribui para o debate sobre temporalidades africanas ao evidenciar regimes temporais plurais, situados e relacionais, produzidos fora do continente, mas inseparáveis dele.

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Biografia do Autor

Jhon Alfredo Pazmiño Huapaya, Universidad de La Laguna

Alfredo Pazmiño Huapaya é antropólogo, mestre e doutorando em Desenvolvimento Regional pela Universidad de La Laguna (Canárias, Espanha). Com a tese “Colonofocialidade e desenvolvimento regional no Atlântico Afro-Lusófono: língua, poder colonial e espaços anacrocoloniais”

Enviado

01/09/2026

Postado

01/09/2026

Como Citar

Onde estarei em dez anos?: temporalidades afro-diaspóricas e futuros imaginados entre estudantes africanos da UNILAB. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17788

Série

50º Encontro Anual da ANPOCS

Plaudit

Declaração de dados

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