A SUBSUNÇÃO E PLATAFORMIZAÇÃO DO TRABALHO: A DESANTROPOMORFIZAÇÃO E EXTRAÇÃO DE MAIS-VALOR EM TEMPOS DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17770Palavras-chave:
subsunção, plataformização do trabalho, desantropomorfização do trabalho, inteligência artificial, mais-valorResumo
O presente estudo tem por objetivo analisar as transformações nas relações de trabalho no capitalismo contemporâneo, com ênfase no avanço do neoliberalismo, da flexibilização e das tecnologias da Indústria 4.0. No Brasil, processos como terceirização, contrarreformas trabalhista e previdenciária, pejotização e novas formas de contratação ampliaram a transferência dos riscos e responsabilidades do trabalho para os/as trabalhadores/as. Nesse contexto, a plataformização, articulada à inteligência artificial (de)generativa, automação e gestão algorítmica, reestrutura os processos produtivos e intensifica mecanismos de controle, precarização e exploração. A pesquisa, de caráter teórico-bibliográfico, fundamenta-se no debate com a sociologia do trabalho, articulando categorias como trabalho vivo e trabalho morto, desantropomorfização do trabalho, subsunção e extração de mais-valor. Busca-se compreender como as plataformas digitais constituem as cadeias globais de valor e novas formas de organização e acumulação do capital, sem eliminar a centralidade do trabalho humano na produção de valor. Conclui-se que, embora a automação amplie a substituição do trabalho vivo pelo trabalho morto, o capitalismo permanece dependente da exploração do trabalho vivo para extrair mais-valor.
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