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As metamorfoses do Antipetismo: um partidarismo negativo estável?

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  • Silvana Krause Universidade Federal do Rio Grande do Sul image/svg+xml https://orcid.org/0000-0001-5977-5175
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  • Thiago da Silva Sampaio Universidade Federal do Pampa image/svg+xml https://orcid.org/0000-0003-1178-0746
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  • João Cardoso L. Camargos University of North Carolina at Chapel Hill image/svg+xml https://orcid.org/0000-0001-7181-3461
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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17425

Palavras-chave:

partidarismo negativo, antipetismo, polarização política, comportamento eleitoral, eleições no Brasil

Resumo

O declínio da identificação partidária tem ampliado o interesse pelo estudo do partidarismo negativo, entendido como a rejeição afetiva a partidos específicos. Este artigo analisa a evolução do partidarismo negativo no Brasil entre 2002 e 2022, com ênfase no antipetismo, utilizando as seis ondas do Estudo Eleitoral Brasileiro (ESEB). Distinguimos analiticamente o antipartidarismo da rejeição a partidos específicos e operacionalizamos o partidarismo negativo por meio da escala de sentimentos partidários. Combinando análises descritivas, regressões logísticas e modelos de aprendizado de máquina, examinamos o perfil dos eleitores antipetistas e o impacto desse sentimento sobre o voto e a avaliação de governo. Os resultados mostram que o antipetismo se consolidou como uma identidade política negativa estável, especialmente após 2018, tornando-se mais frequente entre eleitores de direita, com maior escolaridade e idade mais elevada. Além disso, o antipetismo emerge como um importante preditor do comportamento eleitoral e das avaliações de governo no Brasil.

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Biografia do Autor

Silvana Krause, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Possui graduação em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1986), mestrado em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1991) e doutorado em Ciência Política - Katholische Universität Eichstätt (2003). Atualmente é conselheira do Institut für Deutsches und Internationales Parteienrecht e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Secretária Geral da ABRAPEL (Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais). Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Estudos Eleitorais e Partidos Políticos, atuando principalmente nos seguintes temas: novos partidos, comportamento eleitoral, eleições, partidos políticos, coligações eleitorais e partidos políticos. Membro da equipe PROBAL (Programa Brasil-Alemanha/CAPES-DAAD do projeto aprovado 2024: ''A Extrema-Direita na Alemanha e no Brasil: uma análise histórica e comparada''. (UFRGS-IESP/UERJ, Universidade de Rostock-Universidade de Würzburg). Fellowship Mare Baltikum Program Universidade de Rostock/Alemanha (2025/1)

Thiago da Silva Sampaio, Universidade Federal do Pampa

Doutor em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com estágio de pós-doutorado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB) e Bacharel em Direito e Ciências Sociais. Atualmente é Professor da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), atuando no curso de Ciência Política, Direito e como docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas (Mestrado e Doutorado). É Líder do Observatório de Políticas Públicas e possui especializações em Direito Eleitoral (UFMG) e Direito Público. Tem experiência nas áreas de Direito Público e Ciência Política, com ênfase em Direito Administrativo, Regulação Econômica e Métodos Quantitativos. Integra o conhecimento jurídico à tecnologia, com sólida expertise em Data Mining e desenvolvimento em linguagens como Python, R, SQL e JavaScript.

João Cardoso L. Camargos, University of North Carolina at Chapel Hill

I am a PhD student in Political Science at the University of North Carolina at Chapel Hill. My research utilizes computational methods to examine the formation of political belief systems from a comparative perspective. I am particularly interested in how charismatic leadership interacts with these belief systems to insulate itself from public opinion scrutiny. Prior to joining UNC, I earned an MA in Political Science from UFMG (Brazil), a Specialization in AI and Data Analysis from PUC-RS (Brazil), and worked as an analyst at Instituto Ver (Brazil), focusing on public opinion and electoral polling.

Enviado

14/08/2026

Postado

18/08/2026

Como Citar

As metamorfoses do Antipetismo: um partidarismo negativo estável?. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17425

Série

Ciências Humanas

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito