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Quem cuida de quem cuida? Sofrimento docente, trabalho emocional e produção de subjetividades na educação infantil

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  • Daniela De Maman Universidade Estadual do Oeste do Paraná image/svg+xml https://orcid.org/0000-0002-9258-7974
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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17207

Palavras-chave:

Sofrimento docente, educação infantil, cuidado, subjetividade, cartografia

Resumo

Inspirado na problemática do cuidado e do desamparo presente na obra Capitães da Areia, de Jorge Amado, este artigo analisa processos de produção e invisibilização do sofrimento docente na educação infantil. O estudo foi desenvolvido no âmbito do projeto “Subjetividade na Contemporaneidade: o eu e o eu social” e contou com a participação voluntária de dez professoras acompanhadas ao longo de um ano letivo. Metodologicamente, adotou-se a cartografia como perspectiva de investigação, articulada à realização de entrevistas semiestruturadas. A análise evidenciou que o sofrimento docente é produzido em meio a relações complexas envolvendo trabalho emocional, responsabilização pelo cuidado, intensificação das demandas institucionais e crescente plataformização das práticas escolares. Os resultados indicam que, embora as professoras sejam continuamente convocadas a acolher e cuidar de crianças e famílias, seus próprios processos de sofrimento tendem a permanecer invisibilizados ou naturalizados nos contextos educacionais. A interlocução com a obra de Jorge Amado possibilitou problematizar formas contemporâneas de desamparo que atravessam o trabalho docente e os processos de produção de subjetividades. Conclui-se que compreender o sofrimento docente exige ultrapassar abordagens centradas exclusivamente no indivíduo, considerando as condições institucionais, relacionais e subjetivas que configuram o trabalho na educação infantil contemporânea.

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Biografia do Autor

Daniela De Maman, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Professora Doutora Associada A da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), atuando nos cursos de Pedagogia e Medicina, vinculados aos Centros de Ciências Humanas e Ciências da Saúde, bem como no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/FB – Conceito CAPES 4), no Campus de Francisco Beltrão. Líder do Grupo de Pesquisa Psicologia, Saúde Coletiva e Saúde Mental (GEPSICO/CNPq) e membro atuante do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR). Desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão nos campos da Saúde Coletiva, Psicologia Social Crítica, Clínica Ampliada e Modo Psicossocial, articulando investigações e intervenções em contextos clínicos, institucionais, territoriais e comunitários. Sua atuação tem como foco os processos de subjetivação, a formação humana, a produção do cuidado e a ampliação das potências de vida, compreendidos na perspectiva da construção de modos singulares de existir. Coordena e participa de pesquisas científicas desenvolvidas na interface entre Psicologia, Educação e Saúde Coletiva, com ênfase nos processos de subjetivação, nas políticas de cuidado, na saúde mental e na formação de profissionais, sustentando uma perspectiva interdisciplinar que integra docência, pesquisa, extensão e experimentação institucional.

Enviado

29/07/2026

Postado

03/08/2026

Como Citar

Quem cuida de quem cuida? Sofrimento docente, trabalho emocional e produção de subjetividades na educação infantil. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17207

Série

Educação em Revista

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito