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Pelo fio da memória se tece saúde: multiplicidades das presenças indígenas-bolivianas em São Paulo

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16899

Palavras-chave:

Memória , Saúde , Indígenas-bolivianas , Discursos, Psicologia Indígena

Resumo

Atualmente, a maior comunidade imigrante em São Paulo vem da Bolívia, e parte desta população é indígena. Na mídia, na Academia e no imaginário popular, circulam diversos discursos acerca destas presenças, muitos dos quais (re)produzem miserabilismo, reduzindo sua multiplicidade ao trabalho nas oficinas de costura. Apostando em narrativas de saúde a partir de registros de memórias, o artigo analisa cinco documentos sobre e de pessoas indígenas-bolivianas. Primeiro, revisita as noções de memória e saúde na Psicologia Indígena, Psicologia Social, Antropologia e cosmovisões andinas. Os enunciados são analisados dialogicamente, considerando o contexto de produção e os efeitos sobre aquilo que nomeiam. Memórias narradas e corporificadas, pessoais e coletivas, são tensionadas, reverberando múltiplas possibilidades narrativas. Disto, vislumbra-se o direito à memória e ao esquecimento para promoção de saúde, a partir de fissuras nas fronteiras coloniais, reafirmando a agência das pessoas indígenas-bolivianas ao contar suas próprias histórias e tecer existências de saúde.

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Biografia do Autor

Paula Zeitoun Miranda, Universidade de São Paulo

Indígena em retomada de ancestralidade Aymara, fruto de deslocamentos familiares desde os territórios montanhosos da Bolívia e Líbano. Graduanda no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Compõem as coletividades Articulação Andina de Indígenas Imigrantes (AYNI), Rede de Atenção à Pessoa Indígena, e Escuta Preta. 

Danilo Silva Guimarães, Universidade de São Paulo

Indígena de ancestralidade Tikmü'ün Maxakalí. Bacharel e Psicólogo (2005), Mestre (2008), Doutor (2010) pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP, com período sanduíche na Clark University, EUA). É Livre-Docente (2017), na área de História e Filosofia da Psicologia, pelo Departamento de Psicologia Experimental do IPUSP, onde exerce atividades de docência e pesquisa (Graduação e Pós-Graduação), em regime de dedicação exclusiva. Desenvolve e orienta pesquisas na área de Problemas teóricos e metodológicos da pesquisa psicológica: construtivismo semiótico-cultural, com ênfase em Psicologia indígena. É assessor de agência de fomento à pesquisa e faz parte de conselhos editoriais de periódicos científicos nacionais e internacionais. Coordena o serviço Rede de Atenção à Pessoa Indígena - IPUSP/PSE.

Enviado

14/07/2026

Postado

15/07/2026

Como Citar

Pelo fio da memória se tece saúde: multiplicidades das presenças indígenas-bolivianas em São Paulo. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16899

Série

Ciências Humanas

Dados de financiamento

Plaudit

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