Escola Portuguesa de Luanda, um resquício da (neo)colonização
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16602Palavras-chave:
Escola Portuguesa de Luanda, Angola, NeocolonizaçãoResumo
Por meio de uma abordagem qualitativa e método de pesquisa bibliográfica, este artigo analisa o comportamento das escolas europeias em Angola, mais especificamente as ações da Escola Portuguesa de Luanda (EPL), uma instituição de natureza jurídica pública portuguesa localizada na capital angolana. Os resultados deste estudo apontam que, a Escola Portuguesa de Luanda (EPL) de Luanda é racista, ou que pelo menos funciona a partir de um modus operandi que se possa chamar de discriminatória e neocolonialista. Instituições como a Escola Portuguesa de Luanda são um resquício da neocolonização, senão mesmo da colonização passada perdida no tempo e no espaço. Além disso, enquanto os chamados colégios internacionais – geralmente europeus, como a Escola Portuguesa de Luanda, continuarem a exercer as suas atividades à margem da Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino de Angola, continuarão a ser adiadas quaisquer perspectivas de uma reforma curricular e do sistema de educação como um todo que se possa chamar de endógena, intercultural e afrocentrada, que se traduza em soberania epistemológica de fato. Assim, faz-se urgente a intervenção do governo angolano com vista a se fazer cumprir as normas sobre os quais se assentam os pressupostos da soberania, da independência nacional, bem como do artigo 23° (princípio da igualdade) da constituição da República de Angola.
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