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Feminização ainda sem liderança: mulheres nas sociedades médicas brasileiras

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16533

Palavras-chave:

equidade de gênero, liderança, sociedades médicas, justiça social

Resumo

A feminização da medicina brasileira avançou nas últimas décadas e as mulheres representavam 49,3% dos médicos em atividade em 2024, com projeção de 50,9% para 2025. Pouco se documentou, contudo, sobre a repercussão dessa transformação na liderança das sociedades de especialidades. Este estudo analisou a distribuição por sexo nas presidências e direções científicas das 40 sociedades médicas brasileiras das especialidades de predominância feminina e masculina, à luz da teoria tridimensional da justiça de Nancy Fraser. Verificou-se a aderência da composição dos cargos à demografia da especialidade e a distância em relação à paridade de 50%. O desenho é observacional, documental, transversal e censitário. A análise inferencial combinou Poisson binomial, regressão logística, teste exato de Fisher e teste binomial bicaudal, com ajuste de Holm. As mulheres ocupavam 17,5% das presidências e 10,8% das direções científicas. Onde eram maioria na força de trabalho, sua presença na liderança ficou abaixo do esperado pela demografia (p < 0,001). Onde eram minoria, a proporção observada foi compatível com a demografia (p = 0,424), mas distante da paridade de 50%. A composição da força de trabalho não predisse o sexo do presidente (OR 1,22; IC 95% 0,81 a 1,83). A liderança das sociedades médicas brasileiras é majoritariamente masculina, independentemente da composição demográfica da especialidade, e o crescimento da presença feminina na base não alcançou os cargos de decisão.

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Postado

16/06/2026

Como Citar

Feminização ainda sem liderança: mulheres nas sociedades médicas brasileiras. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16533

Série

Ciências da Saúde

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito