Capacidades institucionais e equidade racial e de gênero na Administração Pública Federal: o caso do IFSul
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16204Palavras-chave:
Capacidades institucionais, Implementação de políticas públicas, Equidade racial e de gêneroResumo
Este artigo analisa os limites institucionais à implementação de políticas de equidade na Administração Pública Federal, a partir do caso do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul). Com base nos estudos sobre raça, gênero, representação burocrática e capacidades institucionais, investiga-se em que medida a estrutura organizacional e os padrões de funcionamento da burocracia condicionam a efetividade de políticas voltadas à diversidade na gestão institucional do IFSul. Metodologicamente, o estudo utiliza análise documental e dados institucionais sobre a composição racial e de gênero do quadro funcional e do corpo diretivo do IFSul, coletados em 2025. Os resultados evidenciam um descompasso entre a missão institucional de inclusão e a distribuição concreta de poder, diante da persistência de assimetrias raciais e de gênero na ocupação de cargos e funções diretivas. A partir dos resultados obtidos, argumenta-se que instrumentos formais de ingresso não têm sido suficientes para garantir, isoladamente, maior equidade na ascensão funcional. Conclui-se que a efetividade das políticas de equidade depende não apenas de mecanismos normativos de acesso, mas também de capacidades institucionais capazes de promover diversidade nos espaços de liderança, indicando a necessidade de estratégias de governança voltadas à redução de desigualdades persistentes na burocracia federal.
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