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O ensino da língua francesa nas escolas paraenses durante a Era Vargas (1930–1945)

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15859

Palavras-chave:

ensino de francês, Era Vargas, método direto, Gymnasio Paraense, Collegio Progresso Paraense

Resumo

Em 1931, o governo Vargas promulgou a Reforma Francisco Campos, que implementou o tão esperado sistema educacional de abrangência nacional. Entre outras coisas, a nova legislação buscou modernizar os princípios didático-pedagógicos adotados nas escolas, oficializando, para o ensino de línguas, o método direto, cujo objetivo central era ensinar a língua-alvo (L2) sem a mediação da língua-fonte (L1), priorizando a oralidade. A efetivação da legislação não foi simples, como no caso do Pará, que, desde a débâcle da borracha, vinha passando por sérias dificuldades financeiras. O objetivo deste artigo é compreender como as escolas paraenses se apropriaram das diretrizes metodológicas da reforma especificamente no ensino de francês, a partir da análise de uma variedade de documentos disponíveis no Arquivo Público do Estado do Pará e na Biblioteca Arthur Vianna, seguindo o princípio metodológico do paradigma indiciário de Ginzburg (2003). O ponto de partida foi o livro de frequência dos professores do Collegio Progresso Paraense, cuja análise foi complementada por várias outras fontes, como planos de ensino e provas do Gymnasio Paraense, além de relatos memorialísticos de alguns de seus ex-alunos. Uma vez conhecidos e adquiridos os manuais utilizados, procedeu-se a uma análise desses materiais e dos indícios existentes sobre como os professores pareciam utilizá-los em sala de aula, buscando compreender como a legislação foi apropriada localmente. Enfim, diante, sobretudo, da ausência de uma formação adequada aos professores, aparentemente, essa apropriação não teve um impacto tão concreto no processo de modernização do ensino de línguas nas escolas paraenses.

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Biografia do Autor

Thiago Ribeiro Rocha, Universidade Federal do Pará

Professor adjunto do curso de Letras-Francês da Universidade Federal do Pará (UFPA) e coordenador do projeto "Seguindo os rastros da presença histórica da língua francesa em Belém: fontes documentais e fontes orais".

Maxswell Willy Santos Sousa, Universidade Federal do Pará

Professor de francês graduado no curso de licenciatura em Letras-Francês pela Universidade Federal do Pará. Atualmente está cursando a especialização em "Práticas Pedagógicas na Educação Inclusiva" na Universidade Federal do Pará.

Postado

29/04/2026

Como Citar

O ensino da língua francesa nas escolas paraenses durante a Era Vargas (1930–1945). (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15859

Série

Educação em Revista

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito