A síndrome do provincialismo assimilado: educação em Angola, do colonialismo às colonialidades
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15854Palavras-chave:
Educação, Angola, Colonialidades, Provincialismo assimiladoResumo
Utilizando-se do tipo de pesquisa qualitativa, método de pesquisa bibliográfica e análise documental crítica, esse artigo analisa às adversidades que perpassam a sociedade angolana que, tendo sofrido repressão cultural sem precedentes levada a cabo pelo regime colonial-fascista português, hoje se depara com o dilema das colonialidades que, direta ou indiretamente, influenciam o funcionamento das instituições que uma vez alheias as práticas étnico-culturais que caracterizam o modo bantu de ser e fazer-se no mundo, levam a uma alienação sócio-cultural generalizada. Não por acaso, uma das instituições centrais mais afetadas por este fenômeno são as acadêmico-escolares, particularmente nas áreas específicas das Ciências Sociais e Humanas. Dada a sua natureza, são essas instituições que deveriam estar na linha da frente de tão importante e incontornável tarefa para um Estado que se preze e se quer realmente soberano e independente, a “descolonização das mentes e consequentemente, das instituições”. Os resultados indicam que, por ser um fenômeno histórico-socialmente construído que afeta todas as esferas da sociedade, só pode ser decifrado e combatido através de uma análise histórico-socialmente orientada a partir de um conceito específico para o referido contexto, a Síndrome do Provincialismo Assimilado.
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