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Qualidade dos dados de registros de hanseníase em populações indígenas no Sistema de Informação de Atenção à Saúde Indígena, Brasil, 2010 a 2023

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15851

Palavras-chave:

Hanseníase, Saúde indígena, Qualidade dos dados

Resumo

Objetivo: Descrever a completitude, consistência e não duplicidade nos registros de hanseníase no Sistema de Informação de Atenção à Saúde Indígena - Siasi. Métodos: Tratou-se de estudo avaliativo e descritivo da qualidade de dados dos registros de hanseníase no Siasi, em populações indígenas atendidas pelo Subsistema de Atenção à Saúde Indígena -  SasiSUS, de janeiro de 2010 a dezembro de 2023. Os escores utilizados foram: para duplicidade percentual aceitável até 5,0%; para completitude, grau excelente (>90%), bom (75% a 89,9%), regular (50% a 74,9%) e ruim (<49,9); e para consistência, excelente (>90%); regular (70% a 89%); e baixa (<70%). Resultados: Dos 531 registros de hanseníase no Siasi, foram identificadas 11,7% prováveis duplicidades. Sobre a completitude, as variáveis sócio-demográficas foram 100% preenchidas; das 16 variáveis clínico-epidemiológicas, 56,25% apresentaram grau de completitude regular. Na avaliação da consistência foram realizados sete pareamentos entre variáveis com coerência considerada excelente em quatro pareamentos. Conclusão: A proporção de duplicidades ficou acima do aceitável, a maior parte das variáveis apresentou completitude regular e consistências regulares ou excelentes. Houve elevada ocorrência de dados em branco, que podem influenciar neste resultado. O Siasi é um importante sistema para à saúde indígena, porém problemas na qualidade dos dados desfavorecem sua utilização para tomada de decisões no enfrentamento da hanseníase. Os resultados demonstram necessidade de melhoria do sistema para evitar duplicidade de registros, inconsistências ou ausência de dados. Capacitação periódica dos profissionais para preenchimento dos dados e alimentação do sistema poderá contribuir para melhorar os aspectos deficientes evidenciados no estudo.

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Biografia do Autor

Adriana Regina Farias Pontes Lucena, Universidade de Brasília

Possui graduação em Enfermagem (2004), e especialização em Saúde Pública (2006),em Gestão em Saúde (2013) e em Vigilância em Saúde Ambiental (2014). Mestre emMedicina Tropical pela Universidade de Brasília (UNB) (2020). Doutoranda em MedicinaTropical pela Universidade de Brasília (UnB) (2022). Possui experiência em vigilância emsaúde, com atuação em Secretarias Municipais de Saúde e nas Secretarias Estaduais deSaúde de Pernambuco e do Tocantins e no Ministério da Saúde. Egressa do Programa deTreinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EPISUS)da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS). Servidora doMinistério da Saúde, no cargo de Tecnologista desde agosto de 2015, atuou comoCoordenadora substituta eventual na Coordenação Geral do Programa Nacional deImunizações de março de 2020 a outubro de 2021 e como Coordenadora Geral doPrograma Nacional de Imunizações de maio de 2022 a janeiro de 2023. Atuou como Coordenadora de Vigilância em Saúde Indígena na Secretaria de SaúdeIndígena de março de 2023 a agosto de 2026.

Ciro Martins Gomes, Universidade de Brasília

Professor Efetivo de Dermatologia da Universidade de Brasília - UnB. Cursou Pós-doutorado naUniversidade de São Paulo - USP - Campus Ribeirão Preto (Bolsista Capes - PNPD). Doutorado emCiências Médicas (Dermatologia) pela Universidade de Brasília - UnB. Possui residência médica emdermatologia pela Universidade de Brasília - UnB e graduação em medicina pela Universidade Católicade Brasília - UCB. Possui Título de Especialista em Dermatologia. Coordenou o Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas (Medicina I) e o Programa de Pós-Graduação em Patologia Molecular(Ciências Biológicas III)(Mestrado e Doutorado) da Universidade de Brasília - UnB. Tem experiência naárea de Medicina / Dermatologia, com ênfase em terapia imunossupressora, imunobiológica e compequenas moléculas. Atuou como Coordenador Geral de Vigilância da Hanseníase e Doenças emEliminação - DEDT/SVSA/MS (2024 - 2025) (Texto retirado do perfil do currículo Lattes)

Gustavo Adolfo Sierra Romero, Universidade de Brasília

Graduado em Medicina pela Universidad Francisco Marroquín, Guatemala (1987); Especialista emMedicina Interna pela Universidad Franciso Marroquín, Guatemala (1992); Mestre (1995) e Doutor(2000) em Medicina Tropical pela Universidade de Brasília; Especialista em Infectologia pela SociedadeBrasileira de Infectologia (2007); e Especialista em Gestão Hospitalar pela Fiocruz, Brasília (2010). Atuacomo Professor Associado da Faculdade de Medicina e como pesquisador do Núcleo de MedicinaTropical da Universidade de Brasília, onde se dedica à pesquisa clínica, principalmente em leishmaniose,arboviroses e outras doenças infecciosas e parasitárias. É membro do Scientific Advisory Committee doInfectious Diseases Data Observatory (IDDO) em leishmaniose visceral coordenado pelo Centro deMedicina Tropical e Saúde Global da Universidade de Oxford. Atua com consultor da Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial da Saúde como expert em leishmaniose. Membro daSociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) da qual foi Secretario Geral (2003-2004), VicePresidente (2017-2019) e membro do Conselho Editorial do periódico científico editado pela SBMT.Presidiu a XXIII Reunião de Pesquisa Aplicada em Doença de Chagas e Leishmanioses em 2007. FoiDiretor do Hospital Universitário de Brasília no período de agosto de 2008 a abril de 2011. Coordenou oPrograma de Pós-Graduação em Medicina Tropical de 2011 a 2016. Foi pesquisador visitante daFundação de Medicina Tropical do Amazonas de 2012 a 2015. Foi Diretor da Faculdade de Medicina daUniversidade de Brasília de 2017 a 2024. Atualmente é Coordenador do Núcleo de Medicina Tropical eCoordenador de Pós-Graduação da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília. (Texto retirado do currículo Lattes).

Postado

24/04/2026

Como Citar

Qualidade dos dados de registros de hanseníase em populações indígenas no Sistema de Informação de Atenção à Saúde Indígena, Brasil, 2010 a 2023. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15851

Série

Ciências da Saúde

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa não podem ser disponibilizados publicamente

    • A base inicial de dados dos registros de hanseníase do Sistema de Informação de Atenção à Saúde Indígena pode ser acessada por meio do Serviço de Informação ao Cidadão do Ministério da Saúde. Porém, a base de dados ajustada não poderá ser disponibilizada, considerando que as etapas seguidas demandaram análises e decisões tomadas mediante avaliação de cada registro de forma manual. Inicialmente, na avaliação e definição de prováveis duplicidades foi seguida uma sequência de critérios para as definições, mas, uma limitação relacionada a não existência de variáveis determinísticas das duplicidades, levou a análises que demandaram da pesquisadora definir critérios, para identificação de prováveis duplicidades, que pode apresentar um viés de subjetividade nessa definição, considerando a necessidade de avaliação de todas as variáveis entre registros para tomada de decisão da confirmação ou descarte da duplicidade.

  • Os dados de pesquisa estão disponíveis sob demanda, condição justificada no manuscrito