Artigo: O autismo e os limites da linguagem - perspectivas para uma nova abordagem clínica
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15548Palavras-chave:
Autismo, psicanáliseResumo
O artigo analisa a centralidade do regime dos significantes na constituição do sujeito em Jacques Lacan, articulando-a à ideia do inconsciente como estruturado como uma linguagem. Se Lacan redefine o humano como ser falado, efeito da cadeia significante e da inscrição simbólica, essa concepção encontra limite diante de existências cuja relação com a linguagem se interrompe, como nas crianças autistas que Fernand Deligny acompanhou nas montanhas de Cévennes. A partir desse contraste, o texto propõe pensar modos de existência fora da fala, em que o humano se constitui por gestos, ritmos e tramas. O confronto entre Lacan e Deligny desloca a questão da clínica do campo simbólico para uma dimensão sensível e pré-verbal que escapa à palavra e, no entanto, se expressa além do discurso, por traços, movimentos, linhas e afetos.
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