Psicoesfera e território reticulado (janela de Overton, Espiral do Silêncio e a Geografia da Guerra Cognitiva)
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15546Palavras-chave:
Território reticulado, Psicoesfera, Janela de Overton, Espiral do Silêncio, Guerra cognitivaResumo
A expansão das infraestruturas digitais reconfigura a esfera pública ao deslocar a disputa política para o domínio da percepção e da cognição coletiva. Este artigo reinterpreta a Janela de Overton e a Espiral do Silêncio a partir da geografia crítica, articulando a psicoesfera e o sistema reticulado de Milton Santos à Lei do Desenvolvimento Desigual e Combinado de Leon Trotsky e à dromologia de Paul Virilio. Sustenta-se que, no capitalismo informacional, o poder opera pela modulação simultânea do espaço e do tempo: enquanto as redes estruturam um território reticulado global, a aceleração viriliana comprime a duração e automatiza a formação do consenso. A velocidade dos fluxos informacionais intensifica a Espiral do Silêncio e acelera o deslocamento da Janela de Overton, produzindo climas de opinião instantâneos e reduzindo o espaço deliberativo. Argumenta-se que a convergência entre infraestrutura técnica, algoritmos e regimes de aceleração instaura formas de poder que atuam diretamente sobre a psicoesfera. Desse processo emerge a neuroterritorialização, entendida como a captura e governança da cognição coletiva. Conclui-se que a política contemporânea se realiza como disputa pelo controle do território cognitivo e pela temporalidade da percepção.
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