Panorama florestal da autoria: o conceito de autor na educação básica
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15476Palavras-chave:
autoria, educação básica, conceituação, virtualizaçãoResumo
Este artigo analisa o conceito de autor construído por adolescentes do 6º e 9º ano do Ensino Fundamental, tomando como eixo interpretativo a metáfora do “panorama florestal da autoria”. Vinculado a uma pesquisa-ação de doutorado em Educação ainda em andamento, a pesquisa buscou compreender como estudantes conceituam o autor, observando as dinâmicas de atualização e virtualização deste conceito, à luz de Lévy e Piaget. Participaram doze estudantes de uma escola pública municipal do sul do Brasil, organizados em dois grupos correspondentes às etapas escolares investigadas. Os dados foram produzidos por meio da escrita de cartas, rodas de conversa, construção coletiva da “Árvore da Autoria” (cartaz) e interação digital, sendo analisados segundo a Análise Textual Discursiva. Os resultados evidenciam que os alunos do 6º ano tendem a associar o autor exclusivamente ao escritor de livros, revelando concepções pautadas no senso comum e heterônomas, com baixa percepção de si como autores. Já os estudantes do 9º ano ampliam o conceito para “criador de algo”, incluindo diferentes linguagens, suportes e, em alguns casos, inteligências artificiais, demonstrando maior abstração reflexiva e flexibilidade em relação a regras. Além disso, reconhecem parcialmente a si mesmos como autores. Conclui-se que a conceituação do autor influencia diretamente a percepção de autoria discente e pode validar ou inibir o autorar na escola. Defende-se a necessidade de práticas pedagógicas intencionais que problematizem o senso comum e favoreçam a tomada de consciência do aluno como sujeito autor.
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