Professor e médico? percepções dos papéis docentes em um curso de medicina - metodologias ativas
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15467Palavras-chave:
Docentes, Educação Médica, Formação AcadêmicaResumo
Esta pesquisa investigou as percepções sobre os papéis desempenhados pelos docentes em um curso de Medicina, no Sul do Brasil, que utiliza metodologias ativas. O estudo justifica-se pela necessidade de compreender como a prática docente influencia a formação de médicos reflexivos e comprometidos, especialmente diante das atualizações das Diretrizes Curriculares Nacionais. Metodologicamente, realizou-se uma pesquisa quanti-qualitativa com 41 professores, médicos e não médicos, que atuam nos ciclos básico e clínico. Os dados foram coletados por meio de questionário misto adaptado de Harden e Lilley e submetidos à análise de conteúdo de Bardin. Os resultados indicam que a função de facilitador do aprendizado ou mentor é a mais atribuída aos docentes, independentemente do perfil profissional ou ciclo de atuação. Observou-se que docentes médicos valorizam mais o papel de modelo na prática clínica, enquanto docentes não médicos enfatizam as competências pedagógicas e o ciclo básico. Conclui-se que, apesar das variações de percepção moldadas pelas trajetórias formativas, há um consenso sobre a centralidade da mediação pedagógica. O estudo ressalta a importância de programas de formação docente que fortaleçam competências de orientação e suporte ao aprendizado, promovendo uma prática integrada e condizente com as demandas da educação médica contemporânea.
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Copyright (c) 2026 Luísa Heinzen Cescon, Tatiane Muniz Barbosa, Ana Júlia Probst Nichellatti

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