Diretrizes para o cultivo de comunidades de prática nos institutos federais: aprendizagem e formação integral
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15315Palavras-chave:
Comunidades de prática, ensino médio integrado, formação integral, institutos federaisResumo
Este trabalho propõe diretrizes para o cultivo de Comunidades de Prática (CoP) como possíveis espaços de aprendizagem, colaboração e formação integral nos Institutos Federais. A partir da Teoria Social da Aprendizagem de Lave e Wenger, pressupomos que a aprendizagem ocorre por meio da participação social em práticas situadas, articuladas a um repertório compartilhado, um compromisso mútuo e um empreendimento conjunto. Este ensaio teórico se ancora em uma trajetória de investigação desenvolvida em três etapas prévias complementares: uma revisão sistemática de literatura, uma etnografia realizada no CTA/UFRGS e uma pesquisa narrativa sobre o NTL no IFRS – Campus Rio Grande. Em diálogo com a Teoria Social de Aprendizagem, os achados desses estudos possibilitaram a sistematização e proposição de cinco diretrizes para o cultivo desse tipo de espaços dentro dos IFs. Elas envolvem o reconhecimento institucional das CoP; a definição de empreendimentos educativos articulados à formação integral; o estímulo ao compromisso mútuo entre os participantes; a construção de repertórios compartilhados e a ampliação do alcance dessas comunidades. Por fim argumentamos que as CoP podem contribuir para superar a fragmentação curricular e promover experiências coletivas que integrem a formação técnica, científica e humana dos sujeitos. As diretrizes propostas buscam oferecer caminhos para que os Institutos Federais consolidem uma política formativa comprometida com os princípios do Ensino Médio Integrado e com a formação integral.
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