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Negritude: a universidade como espaço formativo intelectual e afetivo

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15279

Palavras-chave:

Negritude, Universidade, Ensino Superior, Reserva de vagas, Estudantes negros

Resumo

O artigo analisa dissertações e teses sobre a universidade no Brasil que tratem do ingresso e permanência de estudantes negros, em busca de considerar se esse tem sido um tema discutido no âmbito pesquisa acadêmica de stricto sensu. A pesquisa, baseada no Catálogo de Dissertações e Teses da CAPES, identificou seis trabalhos relevantes. Esses estudos revelam que, apesar da exclusão e segregação enfrentadas no espaço da universidade, os estudantes negros encontram apoio e pertencimento por meio de relações de aquilombamento, através dos grupos de extensão e coletivos. A lei de reserva de vagas nas universidades federais, aprovada em 2012, é destacada como uma tentativa de reduzir desigualdades históricas. A revisão sistemática da literatura mostra que a presença expressiva de estudantes negros na universidade é recente e ainda enfrenta desafios significativos, mas também aponta para a formação de identidades étnico-raciais e a importância de espaços de acolhimento e resistência, sendo possível a afirmação da diversidade racial nesse território.

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Biografia do Autor

Ariele Moura Figueredo, Universidade Federal Rural do Semi-Árido

Graduada no curso de Psicologia pela Universidade Potiguar - Campus Mossoró (2023). Mestranda no Programa de Pós - Graduação em Cognição, Tecnologia e Instituições, pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (2024) e membro da Comissão de Ética do Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Norte (CRP-17). Tem experiência clínica. Participou dos projetos de extensão VIVA!: Sujeito, velhice e ILPI e NuPsi (Núcleo de Pesquisas e Práticas em Psicologia) ambos desenvolvidos na Universidade Potiguar (UNP) e Projeto de Extensão Pensamento Crítico: Leituras Decoloniais e Afrodiaspóricas - UFERSA. Tem como interesse de estudo os seguintes temas: formação em psicologia, psicanálise, raça e decolonialidade.

Ricardo Burg Ceccim, Universidade Federal Rural do Semi-Árido

Ingressou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) como Professor Assistente de Educação em Saúde, em 1993, junto à Faculdade de Educação. Passou a Professor Titular na área de Educação em Saúde/Saúde Coletiva em 2015. Foi docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação de 1998 a 2022 e do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva de 2012 a 2016, tendo sido seu coordenador neste período. Criou e coordenou de 2005 a 2016, o programa de Residência Integrada Multiprofissional em Saúde Mental Coletiva da UFRGS. Foi diretor da Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Sul e foi Diretor do Departamento de Gestão da Educação na Saúde, no Ministério da Saúde. Fez Residência Multiprofissional em Saúde Mental no Centro Integrado de Psicologia (CIP/RS), cursou especialização em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), obteve mestrado em Educação pela UFRGS, sendo bolsista do CNPq, obteve doutorado em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), sendo bolsista da CAPES, fez pós-doutorado em Antropologia Médica pela Universitat Rovira i Virgli - Universidade Pública de Tarragona/Espanha (URV) - e estágio pós-doutoral sênior em Participação Social e Políticas Públicas em Saúde pela Università degli Studi di Parma - Universidade Pública de Parma/Itália (UniPR). Atualmente é professor permanente do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Cognição, Tecnologias e Instituições, da Universidade Federal Rural do Semiárido (PPGCTI/UFERSA) e do Programa de Pós-Graduação em Gestão e Inovação em Saúde, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PPgGIS/UFRN). É líder do EducaSaúde, Grupo de Pesquisa do CNPq em Educação e Ensino da Saúde, por meio do qual coordenou os projetos Prospecção de Modelos Tecnoassistenciais em Atenção Básica, SUS Educador (Docência na Saúde, Educação Permanente em Saúde em Movimento e Educação Continuada em Saúde Coletiva), Avaliação Educativa Institucional do Projeto Caminhos do Cuidado (AvaliaCaminhos), Educação em Saúde da Mulher: acolhimento da gestante adolescente na saúde e na educação, Avaliação Educativa Institucional da Educação Permanente em Saúde (AvaliaEPS) e Pedagogias do Corpo e da Saúde no Setor de Saúde Suplementar. Foi membro titular da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde CNRMS, junto ao Ministério da Educação, por dois mandatos. Foi pesquisador de produtividade APq, Pq 2 e Pq 1-D do CNPq, entre 2006 a 2018. Atua nas áreas de Educação e Ensino da Saúde, Gestão da Educação na Saúde, Educação Permanente em Saúde, Educação em Saúde Mental e Práticas Pedagógicas em Serviços de Saúde.

Postado

06/03/2026

Como Citar

Negritude: a universidade como espaço formativo intelectual e afetivo. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15279

Série

Ciências Humanas

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito