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Pedagogias do envelhecimento: emergência discursiva, governamentalidade e disputas no Brasil contemporâneo

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  • Eduardo Ramirez Meza Universidade Federal de Mato Grosso do Sul image/svg+xml https://orcid.org/0000-0002-7122-2415
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  • Marcelo Victor da Rosa Universidade Federal de Mato Grosso do Sul image/svg+xml https://orcid.org/0000-0002-0621-0389
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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15036

Palavras-chave:

Pedagogias culturais, avaliação educacional, velhices dissidentes, biopolítica, interseccionalidade

Resumo

Neste artigo, examinamos como o envelhecimento se estabelece como um campo discursivo no Brasil contemporâneo, por meio de práticas e enunciados que determinam formas de viver, aparecer e ser identificado(a) como velho(a). Ancorados em uma perspectiva pós-crítica e combinando a analítica foucaultiana do discurso com as contribuições de Silva e Bortolazzo sobre pedagogias culturais, analisamos a primeira Prova Nacional Docente, a proposta de redação do ENEM 2025, a narrativa pública de Alexandre Kalache e as Paradas do Orgulho LGBTQIA+ em São Paulo e Florianópolis como pedagogias culturais que geram sensibilidades públicas, orientam comportamentos e disputam formas de significar o envelhecimento. Argumentamos que as provas ativam repertórios que se alinham ao conceito de “envelhecimento ativo”, muitas vezes moralizando comportamentos e despolitizando as desigualdades raciais, de classe, sexuais e territoriais. Por outro lado, entendemos as velhices dissidentes apresentadas nas Paradas como contracondutas que criam novas temporalidades e modos de existência, desafiando e expandindo os limites do que é considerado uma velhice legítima. Sustentamos que as velhices brasileiras são resultados de regimes de verdade e relações de poder, em vez de serem apenas consequências demográficas. Desse modo, defendemos que sua emergência discursiva representa um campo de análise urgente para a Educação.

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Biografia do Autor

Eduardo Ramirez Meza, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Doutorando em Educação (UFMS), mestre em Estudos Culturais e graduado em Ciências Sociais. Servidor técnico-administrativo da UFMS desde 1994, atuou no Programa Escola de Conselhos e coordenou a Secretaria Executiva do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (2008–2011). Criou o Programa de Promoção dos Direitos Humanos da Pessoa Idosa/UFMS, institucionalizado como UnAPI/UFMS, e representou a Universidade na Frente Parlamentar da Pessoa Idosa/MS (2015–2022). Pesquisa envelhecimento, intergeracionalidade, poder e políticas públicas a partir de referenciais pós-críticos e foucaultianos.

Marcelo Victor da Rosa, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Mestre em Educação Física (UFSC). Doutor em Educação (UFMS). Professor nos Programas de Pós-Graduação em Estudos Culturais (PPGCult) e Educação (PPGEdu) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Pesquisador no Impróprias – Grupo de Pesquisa em Gênero, Sexualidade e Diferenças.

Postado

13/02/2026

Como Citar

Pedagogias do envelhecimento: emergência discursiva, governamentalidade e disputas no Brasil contemporâneo. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15036

Série

Educação em Revista

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito