Preprint / Versão 1

A conexão obesidade–depressão: evidências experimentais com potencial translacional para a prática clínica

article.authors6a05669a26daa

DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.14996

Palavras-chave:

Depressão, Obesidade, Corticosterona

Resumo

Introdução: A obesidade, além de suas repercussões metabólicas, tem sido associada a maior risco de depressão. Investigar essa relação em modelo experimental é essencial para compreender os mecanismos envolvidos e subsidiar estratégias preventivas e terapêuticas. Objetivo: Investigar a obesidade como fator de risco para o desenvolvimento de alterações comportamentais associadas à depressão, por meio de avaliação comportamental e análise hormonal em modelo experimental com ratos. Método: Após o nascimento, as ninhadas foram organizadas aleatoriamente e ajustadas para conter 19 filhotes por fêmea, priorizando os machos. Durante essa fase foram aplicados protocolos de separação materna para induzir depressão e de redução de ninhada para induzir obesidade. Aos 220 dias de vida, os animais foram submetidos aos testes de nado forçado modificado e de preferência por sacarose. Ao término dos experimentos, realizou-se a eutanásia e a coleta de amostras de sangue para análise de corticosterona. Resultado: Os animais do grupo depressivo apresentaram maior tempo de imobilidade no teste de Nado Forçado Modificado (p≤0,05), caracterizando comportamento compatível com fenótipo depressivo, enquanto o grupo obeso não diferiu do controle. No teste de Preferência à Sacarose e na avaliação dos consumos de água e sacarose não foram observadas diferenças estatísticas entre os grupos. A análise hormonal revelou níveis plasmáticos de corticosterona significativamente elevados no grupo depressivo em relação aos grupos controle e obeso, que não diferiram entre si. Conclusão: No modelo experimental utilizado, a obesidade não se caracterizou como fator de risco para depressão, uma vez que os níveis de corticosterona e o desempenho nos testes comportamentais permaneceram semelhantes aos observados no grupo controle. Em contraste, o estresse precoce induzido pela separação materna produziu alterações comportamentais e hormonais significativas, evidenciando seu importante papel na indução do fenótipo depressivo. Esses achados reforçam a complexidade da interação entre obesidade e depressão e sugerem que outros fatores moduladores podem influenciar essa relação.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Postado

03/02/2026

Como Citar

A conexão obesidade–depressão: evidências experimentais com potencial translacional para a prática clínica. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.14996

Série

Ciências da Saúde

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito