Cara ou Coroa: A Funcionalidade Estrutural do Neofascismo e os Limites da Conciliação no Capitalismo Dependente
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.14821Palavras-chave:
Capitalismo Dependente, Neofascismo, Conciliação de Classes, Teoria da DependênciaResumo
O artigo examina os limites estruturais das experiências social-democratas no capitalismo dependente, analisando a funcionalidade do neofascismo na gestão das crises do capital. A metodologia apoia-se no materialismo histórico-dialético, partindo da concepção materialista da história (MARX; ENGELS, 1846/1998), de sua síntese metodológica (MARX, 1859/2008) e da crítica da acumulação (MARX, 1867/2013). Esse referencial articula-se à Teoria da Dependência (MARINI, 1973/2005; FERNANDES, 1975) e à crítica da subjetividade neoliberal (DARDOT; LAVAL, 2016). O caso brasileiro é mobilizado para demonstrar que políticas de conciliação, ao mitigarem desigualdades sem alterar a estrutura de propriedade, geraram vulnerabilidades subjetivas e políticas que favoreceram a reação autoritária. Sustenta-se que a alternância entre conciliação e força não expressa projetos antagônicos, mas — revisitando hipóteses da III Internacional (STÁLIN, 1924/1954) — uma dinâmica funcional de reprodução. Conclui-se que o neofascismo opera como mecanismo estrutural de recomposição da ordem burguesa diante do esgotamento da governabilidade conciliatória.
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