Preprint / Versão 1

Capacidade administrativa municipal e desigualdades no desempenho escolar no Brasil

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  • Natália Sátyro Universidade Federal de Minas Gerais image/svg+xml https://orcid.org/0000-0001-7298-342X
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  • Filipe Recch University of Pittsburgh image/svg+xml https://orcid.org/0000-0001-7782-2641
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  • Bruno Lazarotti Diniz João Pinheiro Foundation image/svg+xml https://orcid.org/0000-0001-5972-4175
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  • Pedro Cunha Câmara Municipal de Belo Horizonte https://orcid.org/0009-0003-9575-3151
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DOI:

https://doi.org/10.1590/1678-98732434e001

Palavras-chave:

capacidade estatal, política educacional, desempenho escolar, federalismo, regressão linear

Resumo

Introdução: O desempenho escolar no Brasil é amplamente explicado por fatores socioeconômicos, características das escolas e do corpo docente. Entretanto, a relação entre capacidades estatais subnacionais, especialmente das secretarias municipais e estaduais de educação, e os resultados educacionais permanece pouco explorada na literatura. O artigo investiga em que medida capacidades estatais gerais dos municípios e capacidades específicas da gestão educacional se associam ao desempenho escolar, buscando preencher essa lacuna no debate sobre políticas educacionais e federalismo. Materiais e métodos: O estudo adota abordagem quantitativa, com análise transversal baseada em modelos de regressão linear com efeitos fixos em nível estadual. A unidade de análise são escolas públicas municipais e estaduais com dados do Saeb e do Ideb de 2023. As variáveis independentes incluem o Índice de Gestão Municipal (i-GeM), suas cinco dimensões constitutivas, e indicadores específicos de gestão educacional municipal (planejamento, carreira docente, autonomia financeira, seleção de diretores e levantamento de demanda). Os modelos controlam por nível socioeconômico dos alunos, desigualdade educacional e porte do sistema municipal. Resultados: Os resultados mostram que, controlados fatores socioeconômicos, a capacidade informacional dos municípios é a única dimensão do i-GeM consistentemente associada a melhor desempenho escolar. Instrumentos formais como planos municipais de educação ou planos de carreira docente não apresentam efeito estatisticamente significativo. Em contraste, maior autonomia financeira da Secretaria de Educação, processos seletivos para diretores e mecanismos de levantamento de demanda educacional estão positivamente associados aos resultados. Discussão: Os achados indicam que não é a capacidade estatal em abstrato que importa, mas capacidades específicas orientadas ao uso de dados, planejamento e gestão informacional. O estudo contribui para a literatura ao evidenciar a centralidade da capacidade informacional na governança educacional subnacional e aponta limites dos indicadores disponíveis, sugerindo uma agenda futura de pesquisas voltada à mensuração mais precisa das capacidades estatais e de seus mecanismos causais.

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Biografia do Autor

Natália Sátyro, Universidade Federal de Minas Gerais

Professora Titular do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil.

Filipe Recch, University of Pittsburgh

Professor Visitante na Escola de Educação da Universidade de Pittsburgh, Estados Unidos.

Bruno Lazarotti Diniz, João Pinheiro Foundation

Escola de Governo, Fundação João Pinheiro, Belo Horizonte, MG, Brasil.

Pedro Cunha, Câmara Municipal de Belo Horizonte

Câmara Municipal de Belo Horizonte, Belo Horizonte, MG, Brasil.

Postado

15/12/2025

Como Citar

Capacidade administrativa municipal e desigualdades no desempenho escolar no Brasil. (2025). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/1678-98732434e001

Série

Ciências Humanas

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão disponíveis sob demanda, condição justificada no manuscrito