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Abordagens geolinguísticas para descrição de variedades do português brasileiro: aspectos contatuais, migracionais e histórico-sociais

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  • Amanda Chofard Universidade Federal da Bahia image/svg+xml https://orcid.org/0000-0002-5327-9450
    • Methodology
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  • Greize Alves da Silva Universidade Federal do Tocantins image/svg+xml
    • Formal Analysis
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    • Methodology
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    • Writing – Review & Editing
  • Romário Duarte Sanches Universidade Federal do Amapá image/svg+xml
    • Formal Analysis
    • Investigation
    • Methodology
    • Validation
    • Writing – Original Draft Preparation
    • Writing – Review & Editing

DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13973

Palavras-chave:

Geolinguística, Contato, Migração, Histórico-social

Resumo

Este trabalho propõe uma revisão teórico-metodológica da Geolinguística brasileira, apresentando três frentes de abordagens emergentes: a contatual, a migracional e a histórico-social. Fundamentado na Dialetologia Pluridimensional e Relacional (Radtke; Thun, 1996), o estudo parte do pressuposto de que as dimensões sociais e históricas são indissociáveis da variação linguística, sendo necessário compreender a língua em seus contextos de mobilidade, contato e formação sociocultural. A abordagem contatual é analisada como o eixo que redefine a Geolinguística tradicional ao incorporar o estudo das línguas em contato e da influência mútua entre variedades linguísticas. No Sul do Brasil, destacam-se projetos como o Atlas Linguístico-Etnográfico da Região Sul (ALERS) e o Atlas Linguístico-Contatual das Minorias Alemãs na Bacia do Prata (ALMA-H), voltados à descrição do português em contato com línguas de imigração. No Norte, estudos como o de Sanches (2020) e o de Guedes (2017) e Rodrigues, 2017) evidenciam a interinfluência entre o português e línguas autóctones, além de processos de substituição e hibridização linguística. A abordagem migracional amplia a perspectiva de análise ao incluir a dimensão diatópico-cinética, que compara o comportamento linguístico de grupos estáveis e móveis (topostáticos e topodinâmicos). Estudos desenvolvidos por Figueiredo (2014), Cuba (2015), Silva (2018) e Meurer (2022) demonstram como a mobilidade populacional e os contínuos urbano-rurais influenciam fenômenos fonético-fonológicos e lexicais. O processo de covariação, entendido como a coexistência de variantes regionais e suprarregionais, é interpretado como reflexo das dinâmicas migracionais e da complexa tessitura sociolinguística brasileira. Por fim, a abordagem histórico-social está centrada nas rotas histórico-linguísticas. Nessa vertente, o Atlas Linguístico da Rota dos Tropeiros (Chofard, 2023) exemplifica como percursos e eventos históricos podem delimitar áreas dialetais e explicar contatos intervarietais entre as variedades paulista e sul-rio-grandense. Conclui-se que essas três abordagens não competem, mas se complementam, consolidando a Geolinguística brasileira como uma ciência pluridimensional e aberta a novas perspectivas de análise.

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Postado

10/11/2025

Como Citar

Abordagens geolinguísticas para descrição de variedades do português brasileiro: aspectos contatuais, migracionais e histórico-sociais. (2025). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13973

Série

Linguística, letras e artes

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito