Análise espaço-temporal dos homicídios e sua possível relação com a expansão urbana não planejada em Salvador, Bahia
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13957Palavras-chave:
dinâmicas socioespaciais, territorialidade, resiliência urbana, marginalização, violênciaResumo
Os impactos ambientais das atividades antrópicas pautam a agenda socioambiental, especialmente devido às mudanças climáticas, ao comprometimento dos recursos naturais e à perda de biodiversidade. Outro aspecto importante refere-se ao Uso e Ocupação do Solo (LULC), muitas vezes irregular e em desacordo com as legislações, aumentando vulnerabilidades, desigualdades e fenômenos sociais indesejados, como a violência urbana. Este estudo explora a relação entre a expansão urbana e a violência letal em Salvador, Bahia, uma das capitais brasileiras com altas taxas de homicídios. A análise utilizou mapas do Mapbiomas e o Google Earth Engine para demarcar a expansão da mancha urbana entre 1990 e 2020, associando esses dados aos homicídios registrados entre 2013 e 2022, que totalizaram 12.916 vítimas. Os resultados permitiram avaliar a dinâmica entre urbanização e homicídios. Áreas com maior expansão territorial, como Valéria, Subúrbio e Cajazeiras, destacam-se entre as mais afetadas pela violência letal. Os dados sugerem que o crescimento irregular pode aumentar a vulnerabilidade de certas regiões. Esses achados reforçam a necessidade de políticas públicas de uso e ocupação do solo para orientar o crescimento urbano e mitigar impactos negativos nas vulnerabilidades. O estudo também destaca o papel das geotecnologias na compreensão das dinâmicas urbanas em Salvador.
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