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Diálogos interartísticos e as marcas do surrealismo nos livros nacionais de literatura contemporânea para crianças e jovens

article.authors6a350ffe78032

DOI:

https://doi.org/10.1590/2596-304x202527e20251102

Palavras-chave:

literatura comparada, diálogos interartísticos, literatura infantil/juvenil brasileira, surrealismo

Resumo

Este artigo propõe uma análise comparativa dos diálogos interartísticos em obras selecionadas de literatura para crianças e jovens onde se contatam a presença de elementos do surrealismo. Pretende-se instaurar reflexões sobre os diálogos entre palavras e imagens que estruturam as obras Tempo de voo (2016), de Bartolomeu de Campos Queirós e ilustrações de Alfonso Ruano; Lá dentro tem coisa (2019), de Adriana Falcão e Lole; e As coisas de que não me lembro, sou (2022), ilustrado por Raquel Matsushita, escrito por Jacques Fux. Os três livros apresentam narrativas que constroem experiências literárias que rejeitam o realismo linear em favor de prosa poética espontânea, de fluxo de pensamentos, escrita automática e de movimentos oníricos, que levaram seus ilustradores a produzirem narrativas visuais surreais com referências diretas a pintores do movimento. A análise, desenvolvida a partir da escolha de duas ilustrações representativas em cada livro, busca demonstrar como esses livros operam dentro de uma lógica surrealista reformulada, apropriada ao público jovem, e como a articulação entre texto e imagem potencializa a experiência estética, filosófica e simbólica da leitura.

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Postado

09/09/2025

Como Citar

Diálogos interartísticos e as marcas do surrealismo nos livros nacionais de literatura contemporânea para crianças e jovens. (2025). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/2596-304x202527e20251102

Série

Linguística, letras e artes

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito