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Quem continuou estudando durante a pandemia? Uma análise interseccional com estudantes periféricos

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12893

Palavras-chave:

pandemia, experiência estudantil, interseccionalidade, desigualdades educacionais

Resumo

O artigo analisa as experiências dos alunos sobre a continuidade dos estudos durante a pandemia. A pesquisa foi realizada em duas escolas públicas da periferia de São Paulo, com entrevistas, observações e análise documental. Demonstramos que a maioria das crianças entrevistadas não continuou estudando enquanto permaneceu em casa. Aquelas que estudaram podem ser caracterizadas como pertencentes às frações superiores das camadas populares e em sua maioria são meninas, com vantagem relativa das meninas brancas. O estudo evidencia o processo social que produziu o aprofundamento das desigualdades educacionais e alerta para a necessidade de compreender e mitigar os impactos da pandemia para diferentes grupos de acordo com classe, gênero e raça.

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Biografia do Autor

Cinthia Torres Toledo, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (FEUSP), mestra em Educação e licenciada em Pedagogia pela mesma universidade. Fez o pós-doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e foi pesquisadora visitante na Faculdade de Educação da Western Sydney University (Austrália, 2023). Realizou estágio doutoral na Universidade de Toronto, com bolsa de Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE - FAPESP). Integra o Grupo de Estudos de Gênero, Educação e Cultura Sexual (EdGES-USP) e o Grupo de Pesquisa sobre Educação, Instituições e Desigualdades (Focus-Unicamp). Pesquisa na área da Sociologia da Educação, com o foco em estudos sobre desigualdades educacionais, gênero e cotidiano escolar. Atuou como professora dos anos iniciais do ensino fundamental na rede pública e privada.

Marília Pinto de Carvalho, Universidade de São Paulo

Possui graduação em História pela Universidade de São Paulo (1985), mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1991) e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (1998). Atualmente é Professora Livre Docente (Associada Sênior) da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Pesquisa Educação e Relações de Gênero, principalmente na educação escolar, com ênfase no trabalho docente nas séries iniciais do ensino fundamental e as diferenças de desempenho escolar entre meninos e meninas. Foi editora responsável pela revista Educação e Pesquisa entre 2004 e 2006 e atualmente é sua editora assistente. É co-coordenadora do Grupo de Estudos de Gênero, Educação e Cultura Sexual (EdGES). Foi bolsista de produtividade em pesquisa nível 1 pelo CNPq de 2003 a 2023.

Mauricio Ernica, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Docente do Departamento de Educação, Conhecimento, Linguagem e Arte (Delart) da Faculdade de Educação da Unicamp. Foi coordenador-Geral de Equidade Educacional da SECADI/MEC. Graduou-se em Ciências Sociais (USP, 1995), é mestre em Antropologia Social (Unicamp, 1999) e doutor em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem (PUC-SP, 2006), tendo realizado parte de sua formação na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Genebra (2004-2005). Foi pesquisador convidado na Sciences Po (2022). De 1995 a 2012 atuou em projetos de intervenção e pesquisa em organizações da sociedade civil, especialmente o Cenpec - Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária e a Fundação Tide Setubal. De 2012 a 2013 foi professor da Universidade Federal de São Paulo - Campus Osasco. Seus temas de interesse são: educação, cultura e desigualdades.

Postado

05/08/2025

Como Citar

Quem continuou estudando durante a pandemia? Uma análise interseccional com estudantes periféricos. (2025). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12893

Série

Ciências Humanas

Dados de financiamento

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão disponíveis sob demanda, condição justificada no manuscrito